NOTÍCIAS

Hitler teria tido filho com jovem francesa de 16 anos

Hitler teria tido filho com jovem francesa de 16 anos

22 de fevereiro de 2012


O líder nazista Hitler teria tido um filho fruto de um relacionamento com uma jovem francesa de apenas 16 anos, de acordo com matéria divulgada pela revista "Le Point". Ele teria engravidado Charlotte Lobjoie durante a Primeira Guerra, em 1917, e deste breve relacionamento nasceu Jean-Marie Loret, em 1918. Ele morreu em 1985, aos 67 anos, com a certeza de que era filho de Adolf Hitler.

Quando ainda não sabia quem era seu pai, o jovem defendeu a França contra as forças alemãs durante Segunda Guerra, em 1940. A mãe sempre evitou falar sobre o pai e entregou o filho para a adoção no início dos anos 30. Hitler teve pouco contato com a criança, mas se comunicava com a mãe. Charlotte só revelou a verdade ao filho pouco antes de sua morte, nos anos 50.

Movido pela curiosidade de descobrir suas raízes, Jean-Marie realizou exames e verificou que tinha o mesmo tipo sanguíneo e uma caligrafia semelhante à de Hitler. No sótão da casa da mãe, ele encontrou quadros assinados por Hitler. Na Alemanha, foi descoberto um retrato de uma mulher bastante parecida com Charlotte. Além disso, documentos oficiais do exército alemão indicam que foram enviados envelopes com dinheiro a Charlotte durante a Segunda Guerra.

Artigos relacionados

Revista Le Point

The Telegraph

 

Menina de 10 anos descobre nova molécula acidentalmente

Menina de 10 anos descobre nova molécula acidentalmente

21 de fevereiro de 2012


O nome dela é Clara Lazen, ela cursa o quinto ano do ensino fundamental da escola Borden Star Montessori, no Kansas (Missouri, Estados Unidos). Durante uma aula de química, quando o professor propôs aos alunos que montassem uma série de moléculas, com um kit de modelagem molecular, Clara, guiada pela sorte e pela curiosidade, modelou uma combinação de átomos de oxigênio, nitrogênio e carbono.

 

O professor, movido também pela curiosidade, identificou a novidade e entrou em contato com seu colega Robert Zoellner, cientista da Universidade Humboldt, que depois de analisar e pesquisar o caso, confirmou que se tratava de uma nova molécula, chamada de Tetranitrato-oxicarbono.
 

A molécula descoberta por Clara possui, entre outras características, a mesma combinação de átomos que um explosivo como a nitroglicerina. Segundo o artigo escrito por Zoellner (em que Clara e seu professor aparecem como coautores), publicado na revista Computational and Theoretical Chemistry, esta molécula pode servir para o armazenamento de energia, caso possa ser sintetizada.

Artigo relacionado

El Referente

 

Chineses traçam o mapa mais perfeito da Lua

Chineses traçam o mapa mais perfeito da Lua

20 de fevereiro de 2012


A Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria da China anunciou o traçado do mapa mais perfeito da Lua, formado por imagens obtidas pela sonda lunar Chang'e-2. Este mapa topográfico tornou-se o primeiro da história a mostrar toda a Lua, com uma resolução de sete metros por pixel. Deste modo, podem ser observadas em detalhes, por exemplo, as marcas deixadas pelas naves Apolo nas décadas de 60 e 70, além da superfície de aterrissagem da Chang'e-3, próxima missão chinesa ao satélite natural da Terra, prevista para 2013.

 

A Chang'e-2 entrou na órbita lunar em agosto de 2011 e terminará sua missão no final de 2012. É um passo importante do projeto chinês por um lugar de destaque na corrida espacial, e um passo prévio imprescindível para dar lugar à suave aterrissagem que fará a Chang'e-3. Enquanto a China se coloca na vanguarda em questões espaciais, a Lua confirma sua importância ao se tornar, outra vez, objeto de pesquisa neste tipo de missão.

 

Link relacionado


Agência Espacial Chinesa

 

Após 113 anos, clássico do Carnaval “Ó abre alas” ainda sobrevive

Após 113 anos, clássico do Carnaval “Ó abre alas” ainda anima foliões

18 de fevereiro de 2012


Em meio a tantas músicas, hits, sambas-enredos, uma canção de 113 anos ainda encontra espaço no Carnaval brasileiro. Trata-se da composição “Ó abre alas”, escrita por Chiquinha Gonzaga em 1899, quando ela tinha 52 anos, sagrando-se a primeira mulher a compor uma marcha de Carnaval. A canção foi feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, citado na letra, e que fez grande sucesso nos carnavais do Rio, entre os anos de 1901 e 1910.

 

Justamente no ano em que escreveu esta música, Chiquinha iniciou um romance com João Batista Fernandes Lage, seu talentoso aprendiz, de apenas 16 anos. Para evitar escândalos, Chiquinha decidiu fingir que havia adotado João como filho para viver este amor. Também por esta razão, os dois se mudaram para Lisboa, em Portugal, onde viveram felizes, longe dos olhos, ouvidos e bocas do pessoal do Rio de Janeiro.

 

Chiquinha nunca assumiu o romance, que só foi descoberto após a sua morte, por conta de cartas e fotos do casal. Chiquinha morreu em 1935, e João Batista esteve ao seu lado a cada momento. A morte de Chiquinha aconteceu em 1935, em 28 de fevereiro, quando começava mais um Carnaval. Mais informações sobre a obra desta compositora estão disponíveis no site Acervo Digital Chiquinha Gonzaga.

Confira abaixo a letra do clássico "Ó abre alas"

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou Lira
Não posso negar
Eu sou Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É quem vai ganhar...

 

Cientistas explicam surgimento do novo supercontinente Amásia

Cientistas explicam surgimento do novo supercontinente Amásia

17 de fevereiro de 2012


Pesquisadores da Universidade de Yale desenvolveram um modelo que explica como se formará o próximo supercontinente, dentro de 50 a 200 milhões de anos, por causa da atração para o Polo Norte. O atual modelo de evolução geológica antecipa a formação progressiva de um supercontinente, que tem sido chamado de Amásia, formado pela fusão da América e da Ásia.

Segundo o artigo publicado pela revista Nature, Amásia será formado a 90 graus de distância do centro de Pangea, um supercontinente que existiu há 200 milhões de anos. Além deste, o nosso planeta já teve outras grandes extensões de terra como Nuna, há 1,8 milhão de anos, e Rodínia, há 1,1 milhão de anos. 

Com o futuro supercontinente não existirão o Oceano Ártico e nem o Mar do Caribe. A Antártida seria o único continente que estaria fora, e longe, de Amásia. Embora seja possível prever o surgimento de Amásia, é improvável que os seres humanos cheguem a habitá-lo. Nossa espécie deverá ser um antecedente distante, assim como são os dinossauros para nós.

Artigos relacionados

New York Times

Revista Nature

 

Cientistas reconstituem o canto mais antigo do mundo

Cientistas reconstituem o canto mais antigo do mundo

16 de fevereiro de 2012


Uma equipe internacional de pesquisadores da Escola de Ciências Biológicas de Bristol, na Inglaterra, conseguiu reproduzir o som do canto de um grilo durante o período Jurássico, como explica um artigo publicado na Proccedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos. A viagem sonora pelo tempo foi possível graças à colaboração de cientistas chineses, que cederam o fóssil de um inseto de 165 milhões de anos em um excelente estado de conservação.

O fóssil pertence à espécie Archaboilus Musicus e apresenta, sob as lentes do microscópio, os detalhes de suas asas e de seu aparelho estridulatório (a partir da estridulação, o esfregamento de partes do corpo, esses insetos produzem seus cantos). Através da análise de sua morfologia, em comparação com diferentes espécies de grilos modernos, os cientistas foram capazes de reconstruir a música que este inseto emitia para atrair as fêmeas.

Seguindo os princípios biomecânicos descobertos há alguns anos pelo pesquisador Fernando Montealegre-Z, ficou estabelecido que o A. Musicus cantou um tom de 6.4kHz durante 16 milissegundos. Essas foram informações suficientes para reconstruir acusticamente a música, possivelmente a mais antiga canção documentada até hoje.

Artigos relacionados


Universidade de Bristol - escute a canção do grilo primitivo


Proccedings of the National Academy of Sciences

 

Pintura dos homens de Neandertal na Espanha deve mudar história da humanidade

Pintura dos homens de Neandertal na Espanha deve mudar história da humanidade

15 de fevereiro de 2012


As análises de seis pinturas rupestres da Gruta de Nerja, em Málaga, na Espanha, surpreenderam os pesquisadores e deverá mudar a história da arte. Após o estudo dos sedimentos da caverna, os restos de carvão encontrados ao lado das pinturas foram enviados aos Estados Unidos para datação, que foi definida em cerca de 42 mil anos. Desta maneira, as focas representadas na Gruta de Nerja constituem a obra de arte mais antiga de que se tem conhecimento. Os cientistas imaginam que esta caverna foi um dos últimos pontos na Europa em que os Neandertais viveram, há 120 mil anos.

Outra surpresa está no fato de que essas pinturas não foram feitas pelo Homo Sapiens, mas pelo Homo Neanderthalensis, que se alimentavam de focas. Com isso, os homens de Neandertal, habitantes do Paleolítico, podem ter sido os autores das primeiras expressões artísticas, o que derruba os conhecimentos acumulados sobre a história do trabalho estético e a representação artística até hoje.

 

Os cientistas imaginavam que a pintura mais antiga teria sido criada no período Aurignacense, por seres humanos modernos. Mas estes desenhos em Nerja mostraram que existem muitos detalhes sobre o comportamento humano que ainda precisa ser estudado. A descoberta, realizada como parte de um projeto de conservação da caverna, com o apoio da Universidade de Córdoba, na Argentina, abre um mundo de novas questões e possibilidades, ao mesmo tempo em que nos obriga a repensar tudo o que acreditávamos saber sobre a história da arte ligada à condição humana.

Artigo relacionado

Ideal

 

"Os Jogadores de Cartas", de Cézanne, é a obra de arte mais cara da história

14 de fevereiro de 2012


A obra “Os Jogadores de Cartas” do artista francês Paul Cézanne, um dos pais da pintura moderna, tornou-se, segundo afirma a Vanity Fair, a obra de arte mais cara da história, ao ser adquirida por mais de US$ 250 milhões de dólares pela família real do Qatar, do magnata grego e colecionador de arte George Embiricos. Com o valor pago, a pintura ultrapassa em muito os preços de obras de Picasso, Pollock ou Klimt, já que nenhuma delas havia excedido a quantia de US$ 150 milhões.

 

A pintura, que mostra uma partida de jogo de cartas entre camponeses franceses, acompanhados por uma garrafa de vinho, faz parte de uma série de cinco obras. As outras quatro estão no Metropolitan Museum of Art, de Nova York; no Museu d'Orsay, de Paris; na Barnes Foundation, da Pensilvânia; e no Courtauld, de Londres. Desta maneira, explicam os especialistas, o Qatar tenta se constituir como um novo centro mundial de artes plásticas, acrescentando esta pintura clássica a uma coleção que já conta com obras de Mark Rothko e Andy Warhol.

 

Artigo relacionado

 

Vanitiy Fair

 

Quantas gerações demorariam para um rato alcançar o tamanho de um elefante?

Quantas gerações demorariam para um rato alcançar o tamanho de um elefante?

13 de fevereiro de 2012


Por mais estranha que pareça, esta pergunta hipotética tem uma resposta científica: na Terra, um mamífero deve aguardar 10 milhões de gerações para aumentar cinco mil vezes o seu tamanho. Isso significa que, se tivermos como base um animal do tamanho de um rato, até ele chegar ao porte de um elefante, seriam necessárias 24 milhões de gerações.

Um estudo realizado por paleontólogos e biólogos da Universidade de Monash (Austrália), publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, estabeleceu pela primeira vez uma “história”, em larga escala, do crescimento dos mamíferos. Entre as conclusões mais surpreendentes, está o fato de que as espécies requerem muito menos tempo para diminuir de tamanho do que para crescer. Apenas 100 mil gerações são suficientes para uma espécie alcançar um estado de extremo nanismo.

Por outro lado, de acordo com o estudo, os mamíferos aquáticos precisam da metade do tempo que utilizam os terrestres para aumentar as suas dimensões. Uma das hipóteses para este fenômeno é que seria mais fácil aumentar de tamanho na água, já que ela ajuda a suportar o próprio peso.

Para este estudo, os cientistas analisaram 28 tipos de mamíferos ao longo dos últimos 70 milhões de anos, de todos os continentes e bacias oceânicas, por meio de registros fósseis. Foi usado o parâmetro das gerações em lugar dos anos para poder comparar as taxas de crescimento de espécies com longevidades diferentes.

Artigo relacionado

Agência Sinc

 

Imagem de berçário de estrelas produz desenho de rosto humano no espaço

Imagem de berçário de estrelas produz desenho de rosto humano no espaço

11 de fevereiro


O potente dispositivo Wied Field Imager, do Observatório Europeu Austral (ESO), em La Silla, no Chile, capturou a impressionante imagem de um berçário de estrelas chamado NGC 3342. Localizada na constelação austral de Carina, há 7.200 anos luz da Terra, esse conjunto de estrelas já havia sido observado pelo telescópio Hubble, da NASA, contudo, o Wide Field Imager proporcionou uma perspectiva panorâmica, com um campo de visão muito maior.

 

Por conta disso,  os cientistas se depararam com a formação de uma curiosa imagem: a borda da parede de gás e pó, à direita da imagem, reproduz com uma estranha precisão um perfil humano, onde muitos viram forte semelhança com o rosto de Gabriela Mistral, poetisa chilena, ganhadora do Prêmio Nobel em 1945.

 

Vale dizer que Mistral foi criada na região de Elqui, perto de onde estão os telescópios do ESO, que capturaram esta imagem. Assim, refletida no espelho entre o deserto e o espaço longínquo, esse desenho de Mistral nos conduz pelo caminho da ciência e da poesia, a um novo mistério.

Artigos relacionados

ESO

 

Nova tecnologia faz imagem 3D da biodiversidade amazônica

Nova tecnologia faz imagem 3D da biodiversidade amazônica

10 de fevereiro de 2012


Uma nova tecnologia de sensores, a bordo de aviões, permite a captura de imagens detalhadas e tridimensionais da floresta Amazônica. O sistema foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Carnegie do Departamento de Ecologia Global, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

 

A tecnologia chamada AToMS (Airborne Taxonomic Mapping System, ou Sistema Aéreo de Mapeamento Taxonômico) foi lançada no dia 2 de junho de 2011 e une um laser a dois tipos de espectrômetros - aparelho que mede distintas propriedades da luz. Assim são fornecidas dimensões do ecossistema químico, estrutural, de biomassa e da biodiversidade, com aplicações que variam de suaves mudanças climáticas ao manejo florestal sustentável e à conservação de habitats.

Por conta dos distintos espectros da luz que são capturados, em vez de um gigantesco tapete verde, o que se obtém é um retrato multicolorido da floresta – no caso, já foram fotografadas partes da floresta na Colômbia e no Peru. Quanto mais colorida a imagem, maior a variação de espécies encontradas. As cores também podem apontar, por exemplo, o índice de concentração de carbono, neste caso indicado pelo vermelho. Esse tipo de imagem ainda não foi feita na parte brasileira da Amazônia, pois são necessários mais investimentos no projeto.

 

Artigo relacionado


Observatório Carnegie Airborne

 

Exoplaneta a 22 anos-luz da Terra pode conter água

Exoplaneta a 22 anos-luz da Terra pode conter água

09 de fevereiro


Pesquisadores do Instituto Carnegie para a Ciência afirmam que o planeta GJ667Cc, localizado a 22 anos-luz da Terra, é o mais bem cotado entre os exoplanetas encontrados até agora para conter água líquida em sua superfície. A explicação é que este grande planeta, com massa 4,5 vezes maior do que a da Terra, orbita ao redor de sua estrela na zona considerada habitável, onde as temperaturas não são nem muito quentes ou frias.

Embora esta “super-Terra” receba de sua estrela 90% da luz que chega até nós, o que parece pouco para o seu tamanho, o estudo publicado no Astrophysical Journal Letters explica que, por causa da luz que chega da faixa infravermelha, a quantidade de energia recebida é maior, equivalente àquela que a Terra recebe do Sol.

Segundo afirmou um dos diretores da pesquisa, Guillem Anglada-Escudé, para a agência EFE, o GJ667Cc "é o melhor candidato para ter água em estado líquido (...), e se houvesse uma pontuação de 0 a 100, estaria em 80."

Artigo relacionado

EFE

 

Fóssil de esponja de 760 milhões de anos pode ser animal mais antigo do planeta

Fóssil de esponja de 760 milhões de anos pode ser animal mais antigo do planeta

08 de fevereiro de 2012


A descoberta de fósseis de esponjas na Namíbia pode alterar em uma centena de milhões de anos a data estimada do animal mais antigo da Terra. Pesquisadores descobriram no país africano fósseis em rochas de até 760 milhões de anos encontrados, em grande parte, no Parque Nacional de Etosha.

Até o momento, estimava-se que o surgimento da vida animal na Terra aconteceu entre 600 e 650 milhões de anos. Com a descoberta, isso poderia ter ocorrido há muito mais tempo, entre 100 e 150 milhões de anos a mais. Os estudos dos pesquisadores foram divulgados no South African Journal of Science.

De acordo com o relato, tratam-se de minúsculas esponjas esféricas, do tamanho de um grão de pó e cheias de buracos para a passagem da água. Segundo os pesquisadores, a existência de fósseis de 760 milhões de anos condiz com a linha de pensamento de especialistas em genética sobre o "relógio molecular", um método que pode determinar a idade de uma espécie por meio de variações de DNA de outras espécies relacionadas.
 

Artigo relacionado

South African Journal of Science

 

Divulgadas fotos de índios que vivem isolados na Amazônia peruana

Divulgadas fotos de índios que vivem isolados na Amazônia peruana

07 de fevereiro de 2012


Há poucos dias, a ONG Survival International divulgou fotografias do explorador espanhol Diego Cortijo em que foram flagrados membros da etnia Mashco Piro, uma tribo indígena nunca contatada, que vive isolada na Amazônia peruana, mais precisamente no Parque Nacional Manú. Trata-se de um dos povos mais desconhecidos do mundo, que faz parte do pequeno grupo de 100 tribos isoladas ao redor de todo o planeta. Estima-se que a população dos Mashco Piro seja de 800 a 1.500 membros, que vivem nesta área de selva.

Diante da divulgação da imagem, a Survival International fez um alerta: considera muito estranho que membros desta tribo deixem ser vistos e fotografados em locais tão povoados - na foto, eles estão nas margens de um rio frequentado por turistas - o que pode ser um sinal de que a exploração ilegal de madeira na floresta está destruindo seu habitat natural, forçando-os a buscar outras regiões habitáveis, ou a fazer contato, saindo de seu isolamento. O contato dos índios com turistas e pesquisadores pode ser muito perigoso, pois eles podem contrair doenças para as quais não têm imunidade.

Além da questão sobre a falta de proteção dos povos indígenas, após a divulgação das fotografias, outra história se somou ao episódio: o guia que acompanhou o fotógrafo, o nativo Nicolás Flores, conhecido como Shaco, foi assassinado por uma flecha lançada por membros da tribo, por motivos que ainda não foram esclarecidos. Ele era o único contato direto com os Mashco Piro. Agora, ainda fica a difícil questão de como lidar estes povos até então isolados, mas que estão saindo dos seus habitats por conta de uma possível destruição da floresta.

Artigos relacionados

RTVE (Espanha)

Survival International

 

Cidade de 2200 anos revelada durante seca pode virar “biblioteca de Constantinopla”

Cidade de 2200 anos revelada durante seca pode virar “biblioteca de Constantinopla”

6 de fevereiro de 2012


Uma descoberta arqueológica incrível vai aos poucos sendo revelada nos arredores da cidade de Istambul, metrópole na Turquia, com 13 milhões de habitantes. A 20 quilômetros a oeste do centro da cidade, os pesquisadores descobriram um local até o momento chamado de Bathonea, uma cidade portuária de médio para grande porte, que existiu aproximadamente no ano 200 a.C.

 

Descoberta inicialmente em 2007 após uma seca que baixou o nível do lago Kucukcekmece, o local vem surpreendendo. Apenas na última temporada de escavações, foram encontrados muros de um porto, uma enorme cisterna, uma igreja bizantina com 20 tumbas e estradas de pedra de mais de mil anos de ocupação.

De acordo com os cientistas, trata-se de um local grande, que se espalhava por ao menos oito quilômetros quadrados. Eles também deduzem que deveria ser uma região rica, como um retiro para a elite urbana, com solares e palácios em toda a região. Os vidros de fabricação romana e cerâmica sofisticada encontrados pelo local, além de pedaços de mármore de belas variedades, dão pistas sobre os hábitos dos frequentadores do sítio.

Os pesquisadores acreditam que esta cidade possa se transformar em uma espécie de “biblioteca de Constantinopla”, pois ela tem fornecido muitas informações dos séculos IV a VI d.C., período da fundação de Istambul e de sua ascensão como Constantinopla. Esta cidade foi o centro de três impérios sucessivos - o Romano do Oriente, o Bizantino e o Otomano.

Apesar da empolgação com as descobertas a cada ano, os pesquisadores da Universidade de Istambul e de outras oito instituições estrangeiras preferem não tirar muitas conclusões, já que não há muitas fontes históricas sobre a região. Até mesmo o nome Bathonea não é definitivo. Ele foi inspirado em duas referências antigas: a obra "História Natural" do historiador Plínio, o Velho, e em um trabalho de um monge bizantino de século IX, Teófanes, que chamava a região de Bathyasos.

Artigos relacionados

New York Times

iG

 

Novo satélite da Nasa captura a mais perfeita imagem da Terra

Novo satélite da Nasa captura a mais perfeita imagem da Terra

04 de fevereiro de 2012


O novo satélite de observação da Terra, chamado Suomi NPP, da Nasa, capturou a imagem mais perfeita e completa do nosso planeta. Esta imagem é formada por uma série de fotografias, cada uma com uma abrangência de 3.000 quilômetros, e foi batizada de Blue Marble, ou seja, "mármore azul", em homenagem à famosa fotografia da Terra obtida pela Apollo XVII, em 1972.

O Suomi NPP tem cinco instrumentos, um dos quais é o VIRS, um telescópio que mede a diferença entre a quantidade de luz solar que atinge a superfície da Terra e a quantidade de luz que retorna para o mesmo telescópio.

Segundo a NASA, este satélite é o primeiro de uma nova geração que permitirá observar o nosso planeta de forma nunca antes imaginada.

Artigo relacionado

NASA

 

 

Descobertas 46 novas espécies animais em uma única expedição

Descobertas 46 novas espécies em floresta no Suriname

03 de fevereiro de 2012


Uma expedição da organização Conservação Internacional (CI) encontrou nada menos do que 46 espécies desconhecidas pela ciência no sudoeste do Suriname, nos arredores da cidade Kwamalasumutu, onde está uma das últimas florestas tropicais primitivas do planeta.

O local abriga animais que podem ser considerados estranhos como a "perereca-de-capacete” (que tem franjas brancas ao longo das pernas e uma espora no calcanhar), o “sapo-untanha” (cuja boca extraordinária lhe permite engolir presas com uma mordida apenas), um gafanhoto que desenvolveu para sua defesa uma série de armas químicas, ou um peixe cuja proteção é uma couraça de espinhos.

A pesquisa contou com a participação de 53 cientistas, a colaboração de indígenas da tribo Tiriyó e teve como objetivo investigar a biodiversidade desta região pouco conhecida para promover a sua sustentabilidade. Este verdadeiro paraíso natural entusiasmou a equipe científica, que ressaltou a importância destas pesquisas para a manutenção da biodiversidade e dos ecossistemas globais para as futuras gerações.

 

Artigos relacionados

 

Conservação Internacional

Bio Bio

 

Pela primeira vez, cientistas tornam um objeto invisível

Pela primeira vez, cientistas tornam um objeto invisível

02 de fevereiro de 2012


A pergunta sobre "o que você faria se fosse invisível" pode parecer para muitos excessivamente fantasiosa... até agora. Um grupo de cientistas da Universidade do Texas conseguiu pela primeira vez tornar invisível um objeto tridimensional ao ar livre. Como explica o artigo publicado no Journal of Physics, o avanço produzido por este estudo em matéria de invisibilidade é radical, já que não foi realizado com objetos bidimensionais com camadas metamateriais (como tinha sido testado até agora). Assim sendo, poderia ser realizado com qualquer objeto, sem ter que submetê-lo a condições de laboratório, e o efeito de invisibilidade seria efetivo em qualquer posição na qual se encontrasse o observador.

Para este experimento os cientistas usaram o método de "cobertura plasmônica", que faz com que a luz se comporte de uma maneira completamente diferente da habitual, fazendo desaparecer da vista um cilindro de 18 cm. Embora neste caso o experimento tenha sido realizado na faixa de micro-ondas, e não da luz visível, pelo comprimento da onda utilizada, objetos de alguns milésimos de milímetro, como por exemplo, as pontas dos microscópios, já poderiam tornar-se transparentes para a luz visível, conforme explica o diretor da pesquisa, o que significaria grandes benefícios no campo da biomedicina. Isso descontando, é claro, o que o tempo e os avanços da ciência possam ainda realizar com a técnica da camuflagem plasmônica e a fantasia humana da invisibilidade.

Artigo relacionado



El Periódico
 

 

Descoberto o mais antigo berçário de dinossauros do mundo

Descoberto o mais antigo berçário de dinossauros do mundo

01 de fevereiro de 2012


Um estudo, conduzido pela Universidade de Toronto, no Canadá, e publicado pela revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, anunciou a descoberta do mais antigo berçário de dinossauros do mundo, um local onde as fêmeas de Massospondylus colocavam ovos e depois cuidavam de seus filhotes até que eles atingissem um tamanho adequado para sobreviverem sozinhos.

Esse berçário deslumbrante foi descoberto na África do Sul e sua data estimada é de mais de 190 milhões de anos atrás. Durante as explorações, a equipe de pesquisadores descobriu dez ninhos diferentes, alguns dos quais chegavam a ter mais de 30 ovos agrupados.

 

As características específicas deste berçário adicionam informações valiosas sobre o modo de reprodução dos dinossauros nos primeiros estágios de sua evolução, já que existem provas de que as fêmeas se reuniam em grupos para depositar os ovos, e que os animais retornavam várias vezes para o ninho. Além disso, estes fósseis mostram o alto grau de organização dos animais na formação dos seus ninhos.


ARTIGO RELACIONADO

Revista Proceedings


 

Descoberta múmia de 2.200 anos que tinha câncer de próstata - The History Channel Brasil

Descoberta múmia de 2.200 anos que tinha câncer de próstata

31 de Janeiro de 2012


Pesquisadores descobriram em uma múmia de 2.200 anos provas de que o homem mumificado teria morrido de câncer de próstata. A descoberta foi realizada por cientistas da Universidade Americana, no Cairo, que sugeriram que a doença tem causas genéticas e não ambiental, ou seja, poderia não estar associada somente a fatores fatores industriais da era moderna.

A múmia seria de um homem de 40 anos. De acordo com os pesquisadores, este é o segundo caso mais antigo de câncer de próstata conhecido. O primeiro, segundo comunicado emitido pela universidade, é de um esqueleto de 2.700 anos de um rei da Rússia.

Macaco considerado extinto é reencontrado por pesquisadores na Indonésia

Macaco considerado extinto é reencontrado por pesquisadores na Indonésia

30 de janeiro de 2012


Desde 2004 acreditava-se que a espécie de macaco langur grisalho de Miller, ou langur cinzento, estava extinta. Agora, um grupo de pesquisadores da Universidade Simon Fraser, do Canadá, emitiu um comunicado que desmente esta crença: surpreendentemente, foram encontrados exemplares desses macacos nas florestas de Wehea, na Ilha de Bornéu, na Indonésia. Um artigo com o relato da viagem científica foi publicado na revista American Journal of Primatology.

 

Além da surpresa de reencontrar esta espécie, outro fato que chamou a atenção é que a redescoberta ocorreu em uma área afastada da província de Kalimantan Oriental, onde esse macacos viviam antes. A próxima expedição da equipe científica terá a missão de calcular qual é a população de langur grisalho de Miller em Wehea e nas florestas próximas.

 

Artigos relacionados

American Journal of Primatology

ABC


Maior lua de Saturno é “candidata” a abrigar vida extraterrestre

Maior lua de Saturno é “candidata” a abrigar vida extraterrestre

28 de janeiro de 2012


Titã é a maior lua de Saturno e também um dos objetos mais atraentes do nosso sistema solar para o estudo astronômico. Por suas condições naturais, é um dos mais fortes "candidatos" a abrigar vida extraterrestre. Agora, graças às pesquisas do Centro Nacional Francês de Pesquisas Científicas e da Universidade de São Paulo, sabemos também que Titã possui uma atmosfera muito similar à da Terra.

 

Segundo o estudo, publicado recentemente na revista Nature Geoscience, a maior das luas de Saturno tem uma atmosfera densa de nitrogênio, na qual o etano e o metano líquido desempenham o papel que a água tem em nosso planeta, realizando processos hidrológicos muito semelhantes. Os pesquisadores também não descartam a possibilidade da existência de um oceano líquido sob a sua superfície.

 

Uma das semelhanças mais impressionantes é que, como a Terra, Titã tem uma atmosfera dividida em duas camadas inferiores, das quais a mais baixa é a que mais influencia o clima.

 

Segundo os autores do artigo, esta descoberta, realizada graças a um modelo climático 3D, pode ajudar a compreender a formação da atmosfera terrestre e, ao mesmo tempo, antecipar o que se pode encontrar em outros planetas fora do nosso sistema solar.


Artigo relacionado



ABC

 

Especialistas sugerem que relógio atômico padronize horário mundial

Especialistas sugerem que relógio atômico padronize horário mundial

27 de janeiro de 2012


Na semana passada foi realizada uma reunião em que especialistas da União Internacional das Telecomunicações (UIT) tentaram responder uma pergunta que há décadas segue sem resposta: é necessário mudar o padrão com que atualmente contabilizamos o tempo? A solução foi novamente adiada para outra reunião, já que não houve uma posição unânime. Atualmente, e desde o século XVII, o tempo de nosso mundo é regido pelo GMT (Tempo Médio de Greenwich).

 

Este padrão, criado pelos ingleses, se baseia na rotação da Terra, tendo como referência o meridiano zero de Greenwich Park. O problema é que, como se constatou durante o século XX, o movimento da Terra não é tão preciso quanto se acreditava, por isso, a cada determinado período de tempo, deve ser adicionado à hora oficial o chamado "segundo intercalar", para ajustar nosso horário aos processos astronômicos. Isso já aconteceu 24 vezes nos últimos 40 anos, ainda que não tenhamos notado.

 

Em 1955 foi inventado o relógio atômico levando-se em conta que as vibrações dos átomos têm uma confiabilidade maior para medir o tempo do que o movimento de nosso planeta. Por isso, foi estabelecido o Tempo Atômico Internacional, que desde então tem sido usado simultaneamente à medida de Greenwich. Quatrocentos relógios atômicos em todo o mundo trocam informações que são processadas pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas.

Muitos membros da UIT esperam que o tempo atômico substitua definitivamente o astronômico como padrão oficial, já que sua precisão, como explicam, melhoraria os sistemas de telecomunicações e evitaria erros em redes de computadores. Os opositores, que defendem a continuidade do Tempo Médio de Greenwich, ponderam que esta medida pode fornecer uma unidade de segundo mais precisa, mas irá entrar em contradição com a rotação planetária, ou seja, com a nossa noção de dia e noite. O debate continua em aberto. Mas, seja qual for a sua medição, o tempo não deixa de passar.

Artigo relacionado

 

BBC

 


Jipe-robô Opportunity completa oito anos de pesquisa em Marte

Jipe-robô Opportunity completa oito anos de pesquisa em Marte

26 de janeiro de 2012


Um trabalho inicialmente previsto para durar três meses já se transformou em oito anos de serviços bem prestados em Marte. Esta é a história do jipe-robô Opportunity, que aterrissou na cratera Eagle no dia 25 de janeiro de 2004 e, desde então, envia imagens do Planeta Vermelho para os pesquisadores da Nasa.

 

Nos quatro anos seguintes, o Opportunity explorou crateras maiores e mais profundas e produziu imagens que evidenciam a existência de períodos úmidos e secos também encontrados na cratera Eagle.

Depois de 2008, o Opportunity foi para cratera Victoria, de aproximadamente 800 metros, em direção à cratera Endeavour, de 22 quilômetros. Esta última viagem levou três anos para ser concluída. Ao todo, este jipe-robô circulou 34,4 quilômetros em Marte. Desde agosto, o Opportunity se encontra no Cabo de York, que faz parte da Endeavour. O objetivo é encontrar sinais de depósitos geológicos de um período ainda mais antigo da história de Marte.

Se por um lado o Opportunity teve sucesso até os dias de hoje, o mesmo não se pode falar do seu irmão gêmeo, o Spirit. Ele atolou na areia em Marte e perdeu contato com a Terra em março de 2010.

Em novembro de 2011, a Nasa lançou mais um robô explorador, o Curiosity, que está equipado para buscar pistas de algum ambiente propício à vida microbiana.

 

Artigo relacionado

Nasa


Pesquisadores querem desenvolver megaescudo para proteger a Terra

Pesquisadores querem desenvolver megaescudo para proteger a Terra

26 de janeiro de 2012


Um ambicioso projeto internacional, liderado pela Agência Espacial Alemã em colaboração com especialistas de todo o mundo, planeja desenvolver o NEOShield, um megaescudo capaz de enfrentar as ameaças do espaço, como grandes asteroides ou cometas, que poderiam colidir contra o nosso planeta. Além de definir qual seria o melhor desenho arquitetônico e de engenharia para lidar com possíveis ameaças vindas do espaço, o projeto também vai estudar respostas para cada situação considerada perigosa.

O projeto NEOShield surgiu após pesquisas que demonstram o grau de realidade destas ameaças. Segundo estudos e observações, além dos objetos regulares que entram anualmente na Terra, a cada dois mil anos receberemos o impacto de um objeto com tamanho capaz de causar danos locais. Além disso, a cada um ou dois milhões de anos receberemos a visita de uma rocha imensa que pode ter efeitos globais. E, por outro lado, segundo a informação recolhida pelo telescópio Wise da Nasa, a maioria dos 19.500 objetos, de 100 e 1000 metros, que são potenciais ameaças, não foram identificados.

É por isso que o NEOShield é um projeto de valor ainda incalculável, já que ligará todos os conhecimentos e avanços científicos e tecnológicos com a finalidade de prevenir e controlar futuros desastres provenientes do espaço.

Artigo relacionado

BBC

 

Cientistas estudam partícula que pode deter o aquecimento global

Cientistas estudam partícula que pode deter o aquecimento global

24 de janeiro de 2012


Uma molécula ativa, chamada birradical Criegee, poderia contribuir para controlar a contaminação ambiental, esfriar o planeta e compensar o aquecimento global. Segundo uma pesquisa realizada por cientistas britânicos e americanos das universidades de Manchester, Bristol e do Sandia National Laboratories, o birradical Criegee, presente na atmosfera terrestre e demonstrado pela primeira vez há 60 anos, é um potente oxidante do dióxido de nitrogênio e do dióxido de enxofre, os principais poluentes atmosféricos. Desta maneira, o Criegee pode ajudar a reduzir os efeitos do aquecimento, formando nuvens densas uma vez disperso na atmosfera. Este birradical é obtido a partir do oxigênio e do gás metano.
 
Sessenta anos depois de ter sido postulado pelo cientista Rudolf Criegee, o birradical Criegee pôde ser detectado. O próximo passo, segundo o artigo assinado pelos pesquisadores na revista Science, seria fabricá-lo em larga escala, para deter o aquecimento global.
 

Artigo relacionado

Tecnocápsulas

 

Brasil quer lançar primeiro satélite espacial direto da base de Alcântara até 2013

Brasil quer lançar primeiro satélite espacial direto da base de Alcântara até 2013

23 de janeiro de 2012


O Brasil planeja lançar até 2013 o primeiro satélite espacial brasileiro pela Base de Alcântara, no Maranhão. A informação foi divulgada pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, após reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Kostyantyn Gryshchenko, na última sexta-feira, para tratar do projeto e de outros temas de interesse de ambos os países. A Ucrânia é parceira do Brasil nessa cooperação.

“A previsão é que, antes até de 2013, nós possamos fazer o primeiro lançamento. As empresas envolvidas consideram esse projeto irreversível”, disse Patriota.

O ministro Gryshchenko disse que a Ucrânia tem cooperado para que o projeto seja bem sucedido.

“Conversamos muito sobre esse projeto. Nosso objetivo é fazer em 2013 o primeiro lançamento a partir da base de Alcântara”, disse o ministro.

Patriota agradeceu a Gryshchenko o apoio dado para a eleição do hoje diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano, e também ao pleito brasileiro por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

Fonte

 

Agência Brasil

 

 

Rã da Ilha de Nova Guiné é o menor animal vertebrado do mundo

Rã da Ilha de Nova Guiné é o menor animal vertebrado do mundo

21 de janeiro de 2012


Pesquisadores da Universidade da Louisiana, nos Estados Unidos, descobriram na Ilha de Nova Guiné o menor vertebrado do mundo. Trata-se de uma rã, da família Paedophryne, que mede apenas7,7  milímetros. A expedição dos pesquisadores estava percorrendo o local havia três meses. A equipe de cientistas batizou esta nova espécie como Amauensis Paedophryne, em referência ao nome da localidade onde foi encontrada. Estima-se que será de grande utilidade para o avanço da biologia no estudo das limitações funcionais de animais com tamanho tão pequeno.

Antes da minúscula rã, o menor animal vertebrado do mundo era um peixe da Indonésia, de 8 milímetros. É difícil imaginar que surja outro bichinho que possa desbancá-la de seu trono, embora, dada a capacidade de observação dos cientistas, esta possibilidade não poderá ser descartada.

Paleontólogo encontra fósseis esquecidos de Darwin em armário

Paleontólogo encontra fósseis esquecidos de Darwin em armário

20 de janeiro de 2012


O paleontólogo Howard Falcon-Lang teve uma grande surpresa quando verificava, por casualidade, um velho armário esquecido em um canto na sede da instituição científica British Geological Survey. Dentro do móvel, ele encontrou nada menos do centenas de fósseis, de 165 anos de antiguidade. Vários deles pertenceram ao genial naturalista Charles Darwin, que os coletou em sua expedição ao canal de Beagle, em 1834, quando começou a desenvolver a teoria da evolução das espécies. O lugar é um estreito que separa as ilhas do arquipélago da Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul.

A coleção de Darwin encontrada no velho armário consiste principalmente de peças de madeira fóssil, tais como lignite negra, sílica e pirita, que haviam sido transferidas da Ilha de Chiloé para a Inglaterra. Uma vez lá, no British Geological Survey, o botânico Joseph Hooker, amigo muito próximo de Darwin, ficou encarregado de montar uma coleção com estes objetos, mas se esqueceu de acrescentá-los ao registro oficial, de modo que, ao longo do tempo e, após transferências sucessivas, eles caíram no esquecimento, junto com o restante dos fósseis encontrados por Falcon-Lang no velho armário.
 

Artigo relacionado

ABC

 

 

Cientistas observam pela primeira vez El Gordo, um gigantesco aglomerado de galáxias

Cientistas observam pela primeira vez El Gordo, um gigantesco aglomerado de galáxias

19 de Janeiro de 2012


Um grupo de pesquisadores chilenos e da Universidade de Rugters conseguiu registrar e estudar “El Gordo”, o aglomerado de galáxias de massa mais elevada, mais quente e com maior emissão de raios-X entre todos os que já foram encontrados até hoje.

Utilizando o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no deserto de Atacama, no Chile, juntamente com o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, e o Atacama Cosmology Telescope, os pesquisadores conseguiram encontrar este prodígio cósmico: um aglomerado composto por dois subgrupos de galáxias em pleno processo de colisão, que viajam na direção de um ao outro a vários milhões de quilômetros por hora. “El Gordo” se encontra tão distante que, para poder ser observado da Terra, sua luz viajou por 7 bilhões de anos.

Os aglomerados de galáxias, os maiores objetos do universo, se formam pela união de pequenos grupos de galáxias. Esta união depende em grande parte das quantidades de matéria escura existentes no universo no momento de seu encontro. É por isso que a possibilidade de se observar em detalhes “El Gordo” é uma grande notícia, já que poderá permitir compreender mais sobre estes estranhos fenômenos, um dos maiores desafios da ciência astronômica atual.

Sonda espacial pode ter caído no Brasil, diz agência russa

Sonda espacial pode ter caído no Brasil, diz agência russa

18 de janeiro de 2012


O Brasil pode ter sido um dos paradeiros dos destroços da sonda russa Fobos Grunt, que caiu na Terra no último domingo, de acordo com a Roscosmos, a agência espacial russa. Inicialmente, a informação era de que os destroços da sonda, que não se queimaram ao entrar na atmosfera terrestre, caíram no Oceano Pacífico. Contudo, depois, os russos afirmaram não ter certeza de onde os objetos realmente caíram.

A sonda Fobos Grunt estava orbitando a Terra sem controle desde o último dia 9 de novembro. Ela foi lançada com o objetivo de realizar uma missão de 34 meses, período em que deveria pousar em uma das luas de Marte para voltar à Terra com amostras do solo deste satélite. No entanto, desde o momento de seu lançamento, a Fobos Grunt se desviou do caminho e ficou orbitando em torno do nosso planeta. Era o início do fim de um projeto de 170 milhões dólares. De acordo com a agência  Roscosmos, as substâncias tóxicas do tanque de combustível, bem como o cobalto radioativo, foram queimados durante o reingresso na atmosfera terrestre.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), não houve registro nos radares de que a sonda teria caído no Brasil. Porém, existe a hipótese de que os destroços não tenham deixado vestígios, caso a queda tenha sido em um ângulo vertical muito acentuado e em alta velocidade.

De acordo com a agência russa, entre 20 e 30 fragmentos da sonda, que pesava 200 quilos, não teriam queimado na reentrada e iriam se chocar na superfície da Terra ou no oceano.


Artigo relacionado


iG

 

DNA aponta que ascendência de Napoleão é caucasiana, e não árabe

DNA aponta que ascendência de Napoleão é caucasiana, e não árabe

17 de janeiro de 2012


Exames de DNA realizados em pelos das costeletas de Napoleão Bonaparte poderão mudar a suposta origem do imperador, noticiou o jornal francês "Le Figaro". De acordo com o estudo do professor Gérard Lucotte, publicado na revista especializada "Journal of Molecular Biology Research", a ascendência de Napoleão seria caucasiana e não árabe, como se pensava até hoje. O pelo da costeleta que foi coletado para o exame estava em um relicário que pertenceu ao fundador do Museu do Louvre, Dominique Vivant Denon.

Napoleão nasceu na Córsega e se suspeitava que tivesse origem árabe por meio de um elo familiar com o mercenário conhecido como "Il Moro di Sarzana", do século XV. De acordo com o jornal francês, as indicações históricas levavam especialistas a crer que os ancestrais árabes de Napoleão teriam desembarcado na Europa ao longo da expansão do Islã ou pelo comércio de mercadorias com a Itália.

Contudo, essa teoria poderá mudar, já que o material genético do pelo das costeletas de Napoleão foi comparado com o DNA de Charles Napoleão, descendente de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão. A comparação mostrou que o material é igual e, de acordo com Lucotte, isso evidencia que “Napoleão não era árabe, mas caucasiano".

Agora, para o estudo ser considerado válido, um segundo laboratório terá que fazer a mesma pesquisa e obter o mesmo resultado. Caso a pesquisa mostre progressos, será possível desvendar outros mistérios em torno de Napoleão, como a causa da sua morte, que nunca foi esclarecida. Também é possível que haja uma nova tentativa de abrir o túmulo onde está o imperador para conferir se realmente os restos mortais que estão no Palácio dos Inválidos, em Paris, são de Napoleão.

 

Artigo relacionado
 

Le Figaro

 

Acidente com Cruzeiro na Itália relembra outras tragédias marítimas

Acidente com Cruzeiro na Itália relembra outras tragédias marítimas

16 de janeiro de 2012


No último sábado, o acidente do cruzeiro Costa Concordia nas proximidades da Ilha de Giglio, na Itália, com 4.229 pessoas a bordo, surpreendeu o mundo. Enquanto são investigadas as causas dessa tragédia, as operações de resgate continuam e, até o momento, seis mortes foram confirmadas.

Este acidente traz de volta ao imaginário popular o famoso naufrágio do Titanic, em 15 de abril de 1912, quando 1.500 pessoas morreram depois que o navio bateu contra um iceberg no Atlântico Norte. Mas, entre o Titanic e o Costa Concordia, aconteceram outros casos de navios acidentados de grande repercussão. A seguir, recordaremos brevemente alguns acidentes do último século.

- Príncipe de Astúrias, 1916: o transatlântico espanhol se acidentou na costa do Brasil, entre os portos do Rio e Santos, no início do Carnaval daquele ano, quando 440 pessoas morreram. Ainda hoje, nas Ilhas Canárias de onde ele partiu, este episódio é mencionado como sinônimo de “má sorte”.

- Andrea Doria, 1956: em sua viagem número 101, de Gênova a Nova York, o navio de cruzeiro italiano bateu contra um transatlântico sueco, nas costas de Nantucket - Terranova, resultando na morte de 53 pessoas. Este navio era, supostamente, o mais seguro daquela época.

- Bateau Mouche IV, 1988: levava a bordo 127 pessoas, das quais 55 morreram depois que a embarcação naufragou em frente à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu minutos antes da meia-noite do Ano Novo, e acredita-se que a causa tenha sido a grande quantidade de passageiros que se agrupou no mesmo lado do barco para ver o espetáculo da queima de fogos.

Entre outros episódios graves, mas nos quais felizmente todos os passageiros puderam ser resgatados, estão o navio soviético Maximo Gorki, em 1989, que levava cerca de mil passageiros, quase todos turistas alemães aposentados; o Mistral, barco francês que levava mais de 1.700 passageiros e que encalhou junto a uma Ilha do Caribe; e o mais recente, o caso do navio Explorer, que em 2007 se chocou contra um iceberg nas Ilhas Shetland, no sul da Argentina.

 

 

Brasil inaugura primeiro módulo científico no interior da Antártica

Brasil inaugura primeiro módulo científico no interior da Antártica

14 de janeiro de 2012


Cientistas brasileiros inauguraram o primeiro módulo do país no interior da Antártica, o Criosfera 1, na última quinta-feira. Após quase um mês no continente gelado – o grupo chegou na Antártica em 17 de dezembro de 2011 –, enfrentando sensações térmicas de até 42°C negativos, o trabalho de instalação de todos os equipamentos internos e externos do módulo foi concluído com sucesso.

 

O Criosfera 1 será o primeiro do tipo instalado no interior antártico a funcionar 24 horas por dia, sem a necessidade de acompanhamento humano em suas operações. Também é sustentável, pois possui painéis solares e geradores eólicos em vez de utilizar combustível fóssil para seu funcionamento. As primeiras transmissões de dados meteorológicos, em fase de teste, foram enviadas via satélite na última semana para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

 

O módulo tem 6,30 m de comprimento, 2,60 m de largura e 2,5 m de altura e pesa 3,5 toneladas. Ele fica a 1,5 m do solo para evitar o acúmulo de neve ao redor e permitir a passagem do vento. Com o envio diário por satélite dos dados meteorológicos coletados, a intenção é obter análise sobre os reflexos dos poluentes gerados na América do Sul e outras partes do mundo no continente antártico.

 

Entre as principais atividades científicas estão a perfuração das camadas de gelo do continente antártico para obter dados sobre a história da composição atmosférica do planeta e a montagem e ativação do módulo Criosfera 1, que ficará funcionando de forma autônoma e enviando dados meteorológicos durante todo o ano.

Os cientistas deverão deixar o local apenas no dia 24 deste mês, quando chegam a Punta Arenas, no Chile. Ao retornarem da expedição, eles deixarão equipamentos automáticos de monitoração meteorológica, medida de dióxido de carbono e também de amostragem de particulados atmosféricos, que continuarão em operação durante todo ano de 2012 e seu funcionamento, assim como dos sistemas de energia, serão acompanhados através de comunicação por satélite. Participam do projeto pesquisadores e técnicos do INPE e das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Artigo relacionado

Inpe

 

 

 

Mistério dos pássaros mortos no Arkansas está longe de ser resolvido

Mistério dos pássaros mortos no Arkansas está longe de ser resolvido

13 de janeiro de 2012


Em alguns casos, quando um evento estranho se repete, torna-se normal, em outros casos, ao se repetir, sua estranheza cresce de forma infinita. O caso que ocorreu na cidade de Beebe, Arkansas, EUA, em 31 de dezembro passado, quando milhares de pássaros mortos caíram do céu como uma chuva, se encaixa na última alternativa.

Os habitantes da cidade, além de testemunhar este fato sombrio durante as celebrações de fim de ano, não puderam deixar de lembrar que o mesmo –exatamente o mesmo– havia acontecido 365 dias antes, na véspera da chegada de 2011. Em ambos os casos, os números de bichos que morreram são parecidos: cerca de 5 mil aves mortas, especialmente melros de asa vermelha, e ainda o aparecimento de 80 mil peixes mortos no rio.

Tanto no incidente deste ano quando no do ano passado, as autoridades acreditam que a mortandade é um efeito das temperaturas baixas, ou até mesmo por causa de fogos de artifício, ainda que desta vez os moradores de Beebe tenham se disposto a não soltá-los, sabendo que esta pode ter sido a causa da chuva de pássaros mortos no ano anterior.

Em resumo, o mistério dos pássaros mortos no Arkansas ainda aguarda por uma solução. Enquanto uma causa não é identificada, os boatos ganham força entre a população. Há quem vincule este fato com a morte de John Wheeler, ex-assessor de vários presidentes norte-americanos, que apareceu morto em 28 de dezembro passado. Wheeler, um dos maiores especialistas em armas químicas e biológicas dos Estados Unidos, havia ameaçado denunciar o governo pela emissão de um gás venenoso para testes militares no Arkansas.

Esta hipótese, é claro, não passa até o momento de uma teoria de conspiração, das muitas que nascem todos os dias no mundo, mas enquanto não é encontrada uma resposta para esse mistério, mais histórias aparecerão para tentar explicá-lo.

Artigo relacionado

La Vanguardia


 

Estudos apontam quando acontecerá uma nova era glacial na Terra

Estudos apontam quando acontecerá uma nova era glacial na Terra

12 de janeiro de 2012


Segundo os modelos astronômicos de maior consenso científico, dentro de cerca de 1.500 anos a Terra será recoberta com gelo, afetando todas as formas de vida que nela habitam. No entanto, de acordo com um estudo recente realizado por pesquisadores das universidades da Flórida, Cambridge e College de Londres, publicado pela revista Nature Geoscience, a chegada da próxima era glacial será adiada em dezenas de milhares de anos.

 

A causa pode parecer paradoxal: os altos níveis de gases de efeito estufa na atmosfera da Terra. Esta consequência indesejada da vida humana no planeta seria a razão deste importante adiamento temporal. O calor captado pelo dióxido de carbono muda os padrões pré-existentes, evitando que a Terra se esfrie como ocorreu no Pleistoceno, levando à Idade do Gelo, que durou até 15 mil anos atrás.

 

De qualquer forma, os autores do artigo alertam que isso não implica em uma "boa notícia", muito pelo contrário. É apenas um sintoma do efeito poderoso que está tendo essa concentração de gases na atmosfera –única na história do nosso planeta– sobre um ciclo natural que vem se mantendo em operação há milhões de anos.


Artigo relacionado

 

Europapress

 

Cientistas encontram DNA de tartaruga gigante extinta que inspirou Darwin

Cientistas encontram DNA de tartaruga gigante extinta que inspirou Darwin

11 de janeiro de 2012


Um estudo realizado pela Universidade de Yale, publicado pela revista Current Biology, pode mudar a história das tartarugas gigantes de Galápagos, da espécie Chelonoidis Elephantopus. Foram elas que inspiraram ao grande naturalista Charles Darwin, durante sua visita a estas ilhas, a teorizar sobre a evolução das espécies através da seleção natural. As tartarugas dessa espécie pesavam mais de 400 quilos, chegavam a dois metros, podiam viver até cem anos e, segundo pensava-se, estavam extintas há mais de 150 anos.

Contudo, os pesquisadores encontraram material genético da C. Elephantopus no DNA de onze exemplares de seus descendentes híbridos, as tartarugas C. Becky, que vivem em um vulcão ativo na ilha Isabela. Além de "reviver" de alguma forma a linhagem desta espécie evolutiva de caráter único, os cientistas esperam que, ao estudar os genomas de sete mil espécimes vivos de C. Becky, seja possível encontrar algum descendente direto da C. Elephantopus, ou seja, uma tartaruga gigante pura.

Assim, através da técnica de monitoramento de impressão genética, este novo estudo poderá render novos capítulos à história deste animal magnífico e inspirador que, ao que se pensava, tinha sido extinto para sempre.

Artigos relacionados

Current Biology

ABC (Espanha)

 

Cientistas descobrem novas espécies no Oceano Antártico

Cientistas descobrem novas espécies no Oceano Antártico

10 de janeiro de 2012


Um grupo de cientistas britânicos descobriu a presença de espécies animais até então desconhecidas nos arredores dos oásis formados por fontes hidrotermais nas águas da Antártida. A equipe, composta por pesquisadores das universidades de Oxford e Southampton e do Serviço Britânico da Antártida, usou um veículo dirigido por controle remoto para fazer as observações nas profundezas obscuras do oceano gelado.

O artigo, publicado na revista PLoS Biology, destaca o surgimento de novas espécies de estrelas do mar, polvos, caranguejos e anêmonas. Nas fontes hidrotermais vivem espécies animais que não poderiam ser encontradas em nenhum outro lugar do planeta, pois como não vivem da energia solar, dependem de substâncias químicas como o sulfeto de hidrogênio para sobreviver.

Segundo explicam os autores do artigo, foi uma surpresa achar estas novas espécies quando na realidade os pesquisadores esperavam encontrar mexilhões, vermes tubulares e camarões, que habitam as fontes hidrotermais dos outros oceanos. Esta observação abre a questão sobre que tipo de barreira é imposta pelo Oceano Antártico a estas espécies.

ARTIGO RELACIONADO

La Nación


PLoS Biology
 

Pedra encontrada na Lua também é detectada na Austrália

Pedra encontrada na Lua também é detectada na Austrália

09 de janeiro de 2012


Cientistas descobriram na Austrália um mineral raro, chamado tranquillityite, que havia sido encontrado apenas em amostras recolhidas da Lua há mais de 40, de acordo com artigo da revista Geology. O tranquillityite foi detectado pela primeira vez durante uma expedição da Apolo 11, em 1969, e seu nome se deve ao “Mar da Tranquilidade”, superfície da Lua onde foi recolhido.

A mesma pedra, contudo, foi detectada há dois anos em mostras rochosas da Austrália Ocidental, porém o processo para confirmação de que se tratava do mesmo material coletado na Lua foi demorado. Foram necessárias longas análises, entre as quais transformar a pedra em um pó fino para determinar a sua idade. Até o momento, a tranquillityite foi encontrada em seis pontos da Austrália Ocidental e está presente em rochas conhecidas como "granito negro".

Sem valor no mercado, a tranquillityite tem cor marrom avermelhada, possui forma de pequenas agulhas (mais finas que o diâmetro de um cabelo humano) e é composta de sílica, zircônio, titânio e ferro. A pedra pode ser útil para determinar a idade das rochas em que são encontrados este mineral.

Artigo relacionado

Revista Geology


 

Estudo aponta que seca teria acabado com império no atual Camboja

Estudo aponta que seca teria acabado com império no atual Camboja

07 de janeiro de 2012


Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge definiu o motivo da queda do Império Khmer de Angkor, um reino localizado no atual Camboja, que existiu por mais de 600 anos até o século XV.

Até agora, os estudiosos haviam atribuído a queda dos poderosos Khmer a diversas causas como as guerras contra os expansionistas de Sião, a superlotação ou mesmo a conversão ao budismo do seu último imperador.

No entanto, este estudo concluiu que o desaparecimento do império não aconteceu por nenhum destes motivos citados, mas por causa da seca. Os Khmer, construtores de um complexo sistema hidráulico que chegou a mil quilômetros de extensão, não foram capazes de se adaptar à mudança climática, que fez com que durante décadas não ocorressem em seu território as chuvas de monção, sua principal fonte de água.

O estudo, publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, nos permite conhecer a história oculta do final deste império e nos convida a refletir sobre a importância da gestão humana no momento de enfrentar as mudanças do planeta.

ARTIGO RELACIONADO

El Mundo

 

Bichos-da-seda modificados podem produzir teias fortes como as das aranhas

Bichos-da-seda modificados podem produzir teias fortes como as das aranhas

06 de janeiro de 2012


Por mais raro e utópico que pareça, cientistas da Universidade de Wyoming conseguiram criar, através de manipulação genética, criaturas capazes de tecer teias de aranha, e que ao mesmo tempo são incapazes de gerar os danos – ou ao menos o terror – que geram em nós as aranhas. Tratam-se de bichos-da-seda que, por conta das alterações no seu código genético, tecem uma rede similar àquela que os aracnídeos constroem.

Esta alteração, que a princípio gera surpresa e intriga, poderá ter aplicações na medicina. Segundo o artigo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, o novo material poderá ser usado para realizar suturas em processos cirúrgicos, entre outros potenciais usos.

As teias produzidas pelos bichos-da-seda transgênicos são tão elásticas e resistentes quanto as das aranhas por conta de uma sequência de genes que confere elasticidade e dureza para a seda, permitindo aos insetos modificados geneticamente fabricar fibras compostas com as proteínas da seda das aranhas.

Artigo relacionado

BBC

 

Sondas Grail se preparam para investigação ambiciosa da Lua

Sondas Grail se preparam para investigação ambiciosa da Lua

05 de janeiro de 2012


Pouco antes do início de 2012 a missão Grail, da Nasa, conseguiu colocar suas sondas gêmeas na órbita da Lua para começar um plano de investigação ambicioso: medir o campo gravitacional da face visível da Lua com uma precisão cem vezes maior do que a obtida até agora e também mensurar a face oculta do satélite com mil vezes mais de precisão.

Em órbita, as sondas passarão os próximos dois meses ajustando suas posições para voar a cerca de 54 quilômetros de altitude da superfície lunar. A coleta de dados começará em março. É tão sutil a coreografia que as sondas irmãs deverão executar para ter sucesso em sua tarefa que a "janela de lançamento" foi de apenas um segundo, muito menor do que em qualquer outra missão espacial.

A previsão é que a missão se encerre no meio de 2012, quando as sondas Grail deverão bater na superfície lunar depois de fornecerem dados importantíssimos para o conhecimento da história da formação da Lua e, além disso, da formação de outros planetas rochosos do nosso sistema solar.

 

Fãs de astronomia e curiosos em geral têm a oportunidade de observar o percurso das sondas na página Grail & The Moon.


Artigos relacionados
 

NASA

Microsiervos


 

Voz de Graham Bell, inventor do telefone, é decodificada após 130 anos

Voz de Graham Bell, inventor do telefone, é decodificada após 130 anos

04 de janeiro de 2012


Uma equipe de cientistas conseguiu decodificar o conteúdo de gravações de 130 anos, nas quais pode-se ouvir a voz do genial inventor escocês, em plena atividade. Os discos de vidro, em que Graham Bell e sua equipe trabalharam em busca de um modo de conservação e transporte de som, foram guardados e protegidos cuidadosamente de todo contato até agora por conta de sua fragilidade. Eles foram cedidos ao mesmo grupo de pesquisadores que recuperaram as primeiras gravações de áudio da história, pertencentes a León Scott, o inventor do fonógrafo.

 

Graças a sofisticadas técnicas, os pesquisadores acessaram as informações sem sequer tocar nos discos de vidro. Os dados foram extraídos com o uso de scanners ópticos para não tocar fisicamente nas impressões de Graham Bell. Os feixes de luz capturaram imagens que criaram um mapa digital de alta qualidade para remover os danos causados pela passagem do tempo. Com o uso de um software apropriado, as imagens foram transformadas em som por meio de um algoritmo de conversão que identifica padrões sonoros específicos coletados e que gerou um arquivo de áudio convencional.

 

O feito foi realizado por uma equipe de investigadores da Library of Congress e do Lawrence Berkeley National Laboratory. Graças ao trabalho deles, a voz do inventor do telefone chegou ao nosso presente com frases como “to be or not to be” (ser ou não ser) ou “Mary had a little lamb” (Maria tinha um carneirinho).

 

Textos relacionados

 
Instituto Smithsonian


NeoTeo

 

Aos 70 anos, físico Hawking está em busca de um assistente

Aos 70 anos, físico Hawking está em busca de um assistente

03 de janeiro de 2012


Uma das grandes mentes da atualidade está procurando um assistente. O físico teórico inglês Stephen Hawking anunciou em seu site que busca alguém com conhecimento em eletrônica e computadores, que possa viajar e que fale em público. Uma das principais tarefas do futuro assistente do pesquisador será tomar conta do equipamento que o ajuda superar suas dificuldades físicas extremas.

O físico, que vai completar 70 anos no próximo dia 8, sofre de esclerose lateral amiotrófica, que o debilita com vários tipos de paralisia. Desde 1985, após passar por uma traqueotomia, ele se comunica com uma voz gerada por computador.

Este equipamento, além de ajudar Hawking a ter um pouco mais de autonomia, também o auxilia a se conectar na internet, assistir TV e abrir portas da sua casa e do seu escritório. O site do cientista anuncia a vaga como "Assistente de Pós-Graduação para Professor Hawking" e as inscrições começam a valer a partir da segunda semana de janeiro. O salário, contudo, não é astronômico: fica em torno de US$ 6 mil.

Se você ficou curioso em saber como é esse trabalho, a revista New Scientist publicou uma entrevista com o antigo assistente de Hawking, que trabalhou com o físico nos últimos cinco anos.



Artigos relacionados


Site oficial de Stephen Hawking


New Scientist


 

Nasa anuncia surgimento de nova ilha na costa do Iêmen

Nasa anuncia surgimento de nova ilha na costa do Iêmen

02 de janeiro de 2011


Uma nova ilha está surgindo no planeta. A constatação foi feita pela Nasa, na última semana, por conta de uma formação perto da costa oeste do Iêmen. De acordo com fotos de satélite publicadas pela agência espacial norte-americana, no local há uma coluna de fumaça branca saindo oceano perto do arquipélago de Zubair, no Mar Vermelho. O fenômeno, observado no dia 23 de dezembro, seria uma mistura de cinzas vulcânicas e  vapor d'água.

A criação de novas ilhas pelo mundo ocorre principalmente por conta da atividade de vulcões submarinos. Contudo, nem todas as formações são fortes o suficiente para suportarem ondas do mar aberto ou os ventos.

Artigo relacionado

Observatório da Nasa

 

Entenda por que nem todo mundo vê imagens em 3D

Entenda por que nem todo mundo vê imagens em 3D

31 de dezembro de 2011


As imagens em 3D nem sempre são percebidas por todas as pessoas. Neste caso específico, quem é estrábico não consegue distinguir a terceira dimensão como alguém considerado com visão normal. O motivo é que o estrabismo causa a perda da "estereopsia", ou visão estero, que é o que dá a sensação espacial das imagens. Cada olho capta essa visão estéreo individualmente e depois a transmite para o cérebro, que irá uni-las em uma imagem. Sem a visão estéreo, a pessoa perde essa noção espacial e de profundidade das imagens e, por isso, não consegue perceber imagens 3D.

“A estereopsia tem a capacidade de direcionar a distância e, nas imagens em 3D, essa profundidade é ainda menor do que na vida real. Por isso a pessoa estrábica pode nem perceber essa filmagem”, esclarece o oftalmologista Edimilson Mariano, em entrevista ao portal Olhar Digital.

O médico acrescenta que a cirurgia de estrabismo não corrige o problema, pois o precedimento tem somente finalidade estética. O estrabismo é uma deficiência do desenvolvimento do sistema visual e, quando mais cedo percebido, maiores são as chances de recuperação.

Artigo relacionado

Olhar Digital

 

Pesquisadores desenvolvem material de construção mais leve do mundo

Pesquisadores desenvolvem material de construção mais leve do mundo

30 de dezembro


Pesquisadores da Universidade da Califórnia, do Instituto de Tecnologia da Califórnia e dos Laboratórios HRL desenvolveram um material de construção composto 99,99% por ar, graças a 0,01% de uma estrutura sólida, trabalhada em uma escala nanométrica: uma rede de tubos ocos interligados, cuja espessura das paredes é mil vezes mais fina que um fio de cabelo. Trata-se de um material que tem uma grande capacidade de recuperação perante compressões e uma alta absorção de energia.

A utilidade deste novo material pode ter inúmeras aplicações, tais como o desenvolvimento de eletrodos de baterias e a absorção de energia acústica e de vibrações. Como explica o site Notícias da Ciência e da Tecnologia, a equipe que desenvolveu o material aplicou conceito idêntico do design usado na construção da Torre Eiffel, mas em estruturas nanométricas e micrométricas.



Artigo relacionado

 

Notícias da Ciência e da Tecnologia

 

Estudo desvenda “o sexto dedo” dos elefantes

Estudo desvenda “o sexto dedo” dos elefantes

29 de dezembro de 2011


Um pesquisador do Reino Unido desvendou o mistério em torno de uma protuberância encontrada na pata dos elefantes, que intrigava pesquisadores há mais de 300 anos. O nódulo foi visto pela primeira vez em 1706, quando um cirurgião escocês realizou a primeira dissecação de um elefante.

Autor de um estudo na revista Science, o professor John Hutchinson, da Escola Real de Cirurgia Veterinária no Reino Unido, explica que durante muitos anos pensou-se que essa protuberância era um pedaço de cartilagem de utilidade duvidosa.

Agora, depois de realizar com sua equipe um estudo rigoroso das técnicas de histologia, dissecção e de microscopia eletrônica, Hutchinson afirma que se trata de uma estrutura óssea, um osso de disposição incomum, que também está presente na patas de pandas. Este tipo de "sexto dedo", que ajuda o panda a recolher bambu, tem uma utilidade muito simples nos elefantes: ajuda o animal a ficar de pé. Considerando o peso deste mamífero, é um papel significativo.

A pesquisa investigou o passado dos animais para descobrir que os elefantes, há cerca de 55 milhões de anos, primeiramente, não possuíam essa estrutura. Com a evolução, porém, esse "dedo" surgiu mais tarde, ao longo de 40 milhões de anos. O estudo é um exemplo claro da "evolução em ação", que, como explica Hutchinson "a evolução ajusta os tecidos para fornecer diferentes funções".


Artigo relacionado

Agência Ansa

 

Veja quais foram as descobertas científicas do ano

Veja quais foram as descobertas científicas do ano

28 de dezembro de 2011


A prestigiada revista Science publicou um ranking com os 10 principais estudos e descobertas do ano. O primeiro lugar foi para uma pesquisa que prova que portadores do vírus HIV podem reduzir em 96% a probabilidade de infectar seus parceiros se tomarem medicamentos antirretrovirais (ARVs). Trata-se de um passo importante no controle do HIV, já que o estudo confirma que os ARVs têm o duplo benefício do tratamento de pacientes infectados e o da redução de risco de contágio.

 

Este estudo foi conduzido por Myron Cohen, da Escola de Medicina na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, e que começou a ser desenvolvido em 2007.

Outros trabalhos de destaque de 2011 foram: A missão Hayabusa (missão de uma nave espacial japonesa que retornou para a Terra com poeira de um asteroide), desvendando as origens humanas (que mostra que os humanos modernos têm muitas variantes genéticas herdadas de humanos arcaicos), captura de proteína fotossintética (mapa de proteínas utilizando plantas para dividir a água em hidrogênio e átomos de oxigênio), gás primitivo do espaço (descoberta de duas nuvens de gás hidrogênio, que mantêm a sua química original dois bilhões de anos após o Big Bang) conhecendo o microbioma, a nova vacina contra a malária, sistemas solares, desenho de uma gama de novas zeólitas e limpeza de celular envelhecidas.

 

Fonte
 

Revista Science

 

Um dos remédios mais populares, ibuprofeno completa 50 anos

Um dos remédios mais populares, ibuprofeno completa 50 anos

27 de dezembro de 2011


Em uma coincidência com as datas festivas de final de ano, que para muitos é sinônimo de algumas dores de cabeça, também está sendo festejado nesta época o 50º aniversário da descoberta do ibuprofeno. Trata-se do medicamento sem receita médica mais popular do mundo, recomendado para dores musculares, enxaquecas, dores de cabeça e outras doenças comuns nas populações urbanas das sociedades modernas.

O ibuprofeno foi desenvolvido no final de dezembro de 1961 em um laboratório em Nottingham, na Inglaterra, mas só lançado oficialmente em 1969 como um tratamento para artrite reumatoide. Desde então, ele se popularizou e, nos dias atuais, é o anti-inflamatório, analgésico e antipirético mais utilizado, assim como a aspirina e o paracetamol.

A Aspirina (ácido acetilsalicílico), em sua forma atual, foi criada em 1897 por Feliz Hoffman, do laboratório Bayer. O paracetamol foi isolado como um componente pela primeira vez em 1893, mas só foi colocado à venda em 1955, nos Estados Unidos. Desde a antiguidade até o século XIX, todos os antipiréticos foram derivados da casca do salgueiro e da quina, planta medicinal usada para combater a malária.

Artigo relacionado

 

BBC

 

Cientistas buscam

Cientistas buscam "pistas" de alienígenas em imagens da Lua

26 de dezembro de 2011


Cientistas da Universidade do Estado do Arizona apresentaram um projeto de pesquisa para investigar as centenas de imagens disponíveis da superfície da Lua para mapear possíveis traços de uma passagem de seres alienígenas no satélite da Terra. A ideia é centrar a atenção nas imagens do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que já fotografou um quarto da superfície lunar em alta resolução desde meados de 2009. Entre essas imagens, os cientistas já viram os locais de pouso da Apollo e de todas as sondas não tripuladas que já tocaram a superfície da Lua.

Embora as chances de encontrar rastros alienígenas sejam remotas, os cientistas defendem que uma busca computadorizada de imagens lunares seria um projeto de baixo custo, diante do potencial de uma descoberta. A suposição é de que extraterrestres poderiam ter deixando mensagens, instrumentos científicos, dejetos ou evidência de mineração na empoeirada superfície lunar, que poderiam ser vistos por telescópios e sondas em órbita humana.

O projeto é defendido pelos professores Paul Davies e Robert Wagner que têm o objetivo de complementar a caça por vida alienígena que vem sendo feita pelo Seti, instituto norte-americano que busca por inteligência extraterrestre, que se baseia em dados de radiotelescópios para vasculhar os céus atrás de mensagens transmitidas para o espaço por civilizações alienígenas.

"Se custa pouco a busca de dados para sinais de manipulação inteligente, pouco se perdeu ao fazer isso, mesmo que a probabilidade de detectar tecnologia alienígena seja extremamente baixa", escreveram os cientistas em um artigo online publicado na revista “Acta Astronautica”.

A Nasa já fez mais de 340 mil imagens públicas por meio do LRO, mas esse número deve chegar a um milhão quando a sonda em órbita tiver mapeado toda a superfície lunar.

Uma maneira de digitalizar todas as imagens envolve o desenvolvimento de programa para busca de características de aparência estranha, como as linhas nítidas de painéis solares, ou contornos de  poeira de algum tipo de artefato. Estes vestígios permanecem visíveis durante milhões de anos, já que a superfície da Lua é geologicamente inativa e muda muito lentamente.

 

Fontes


Seti

 

The Guardian

 

Cientistas anunciam descoberta de nova partícula

Cientistas anunciam descoberta de nova partícula

24 de dezembro de 2011


Uma equipe de cientistas internacionais afirmou durante esta semana ter descoberto um novo "bóson", partícula que ajuda a formar o núcleo dos átomos.

A descoberta aconteceu com uso dos dados do experimento ATLAS, que anunciou no mês passado que poderia ter "vislumbrado" o cobiçado bóson de Higgs, que seria a "partícula de Deus", ou seja, responsável pela formação da massa de todas as partículas.

Conhecido como Chi (o símbolo X grego) b (3p), esse novo bóson é composto por duas partes: uma partícula elementar conhecida como o "belo" quark e seu oposto antiquark, unidos por uma "forte" força.

Andy Chisholm, um estudante de PhD da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, que trabalhou na análise, disse: "A partir deste bóson podemos aprender sobre a natureza da forte força nuclear - a mesma que une o núcleo dentro dos átomos."

A existência dessa partícula já era amplamente prevista, mas ela nunca havia sido observada pelos físicos.

Esta é primeira partícula desse tipo a ser identificada pelo LHC, um acelerador de partículas do laboratório Cern, na Suíça. A descoberta pode trazer informações que irão ajudar na busca pelo bóson de Higgs - o principal objetivo do LHC - melhorando a compreensão dos físicos sobre a "forte força" e também sobre a interpretação dos novos dados encontrados.

O professor Roger Jones, chefe do grupo ATLAS, da Universidade Lancaster, na Inglaterra, acrescentou: "Muitos objetos do cotidiano têm como origem essa forte interação que estamos investigando usando o Chi_b ".

Artigos relacionados


The Telegraph


Acelerador de Partículas - LHC

 

Descobertos dois planetas de tamanho parecido com o da Terra - The History Channel Brasil

Descobertos dois planetas de tamanho parecido com o da Terra

23 de Dezembro de 2011


A Nasa anunciou esta semana a descoberta de dois planetas muito semelhantes ao tamanho da Terra. Tratam-se de Kepler 20f e Kepler 20e, localizados a cerca de 950 anos-luz de distância. O Kepler 20f é 3% maior do que o nosso planeta, enquanto Kepler 20e tem um raio quase idêntico. Como explica o autor do artigo publicado na revista Nature, eles também são os dois menores planetas encontrados em órbita em torno de uma estrela semelhante ao Sol.

Mas, além de sua semelhança em relação ao tamanho, estes planetas não são candidatos a sustentar vida em sua superfície, por causa de suas temperaturas extremas: 815 graus na superfície do maior e 426 graus na do menor. No entanto, os cientistas sugerem que a composição mineral dos dois planetas pode ser parecida com a da Terra e é possível que o Kepler 20f tenha desenvolvido uma atmosfera de vapor d'água.

Esta importante descoberta coloca o mundo científico mais próximo de seu objetivo: encontrar um planeta de tamanho semelhante ao da Terra, que orbite na faixa habitável de uma estrela parecida com o Sol. Não parece uma tarefa simples, mas o telescópio espacial Kepler já provou a sua capacidade de surpreender até os mais incrédulos.

 

Artigo Relacionado: Nasa

Desvendada a misteriosa origem das pedras de Stonehenge

Desvendada a misteriosa origem das pedras de Stonehenge

22 de dezembro de 2011


Cientistas do Museu Nacional do País de Gales e da Universidade de Leicester conseguiram decifrar um dos maiores mistérios da história do nosso planeta: a origem das rochas que formam Stonehenge, esse enigmático monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado em Wiltshire, naInglaterra.

 

Para encontrar a resposta, os pesquisadores fizeram uma investigação durante nove meses, na qual compararam o conteúdo mineral e a textura das rochas com os das áreas de onde poderia ser sua origem. A resposta? As pedras, consideradas Patrimônio Mundial, vieram de um afloramento rochoso de Craig-y-Felin Rhos, próximo a Pont Season.

 

Depois de dar este passo importante, agora os cientistas têm um desafio maior pela frente: conseguir elaborar uma hipótese confiável sobre o modo como as rochas foram levadas para Stonehenge, no ano 2000 a.C, aproximadamente. A localização de Pont Season, por si só, contradiz algumas das hipóteses levantadas até hoje, como, por exemplo, de que as pedras foram levadas em balsas através de rios e canais.

 

Como sempre ocorre com a nossa história, cada vez que um quebra-cabeça é resolvido abre-se um amplo horizonte de novos mistérios para resolver.
 

Artigo relacionado

 

El Mundo


 

EUA pedem para cientistas censurarem trabalho sobre mutação do vírus da gripe aviária

EUA pedem para cientistas censurarem trabalho sobre mutação do vírus da gripe aviária

21 de dezembro de 2011


O governo dos Estados Unidos pediu para que cientistas censurem partes da publicação de um trabalho sobre a mutação do vírus H5N1, da gripe aviária, que pode transformá-lo em uma doença altamente infecciosa e mortal para seres humanos.

A medida é por conta da preocupação de funcionários do governo dos EUA de que estas informações caiam em mãos de terroristas que tenham como intenção produzir uma arma biológica. Com isso, os norte-americanos pediram para que detalhes cruciais do experimento sejam excluídos dos manuscritos científicos antes da publicação nas revistas especializadas.

Dois grupos de cientistas, na Holanda e nos EUA, apresentaram artigos científicos para revistas Nature e Science descrevendo como eles conseguiram converter o vírus da gripe aviária – que, até então, não se espalha facilmente entre as pessoas – em uma forma transmitida pelo ar, que pode ser passada de uma pessoa a outra por tosse e espirros.

A informação sobre a censura e a preocupação do governo dos EUA sobre a divulgação integral do estudo sobre a mutação do vírus H5N1 foi revelada nesta terça-feira pelo jornal “The Independent”.

Em um comunicado também divulgado nesta terça-feira, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), que financiou a pesquisa, disse que muitos cientistas e autoridades de saúde pública estão preocupados com uma evolução natural do vírus para uma forma transmissível entre humanos, o que poderia resultar em uma pandemia devastadora.

"Embora os benefícios de saúde pública de tais pesquisas possam ser importantes, algumas informações obtidas através de tais estudos têm potencial para serem usadas para fins nocivos", diz a declaração.

 

Artigos relacionados

Instituto Nacional de Saúde dos EUA

 

The Independent

 

Algoritmo matemático vira aliado da polícia no combate a gangues nos EUA

Algoritmo matemático vira aliado da polícia no combate a gangues nos EUA

20 de dezembro de 2011


Como conclusão do primeiro estudo científico acadêmico sobre a violência de rua, um grupo de matemáticos da Universidade da Califórnia, Los Angeles, desenvolveu um algoritmo que pode ser usado para identificar gangues violentas que cometeram crimes. Este trabalho foi realizado em colaboração com a Polícia de Los Angeles, e contou com a análise de mil casos não resolvidos de crimes de gangues de rua em um local especialmente controverso: o distrito de Hollenbeck, onde operam cerca de 30 destas gangues.

 

Com este algoritmo, a polícia pode calcular a probabilidade de cada uma das gangues conhecidas ser a responsável por um crime. Até agora, nos testes, o sistema provou ser surpreendentemente eficaz: 80% das vezes o algoritmo reduziu o número de gangues suspeitas, ficando sempre entre elas a que finalmente se mostrou culpada. Além disso, em mais da metade dos experimentos, a gangue considerada culpada, com a ajuda do algoritmo, foi qualificada como a primeira suspeita.

 

Artigo relacionado

 

Universidade da Califórnia

 


 

Encontrados corpos de 60 pessoas sacrificadas há 1.100 anos no Peru

Encontrados corpos de 60 pessoas sacrificadas há 1.100 anos no Peru

19 de dezembro de 2011


Uma tumba com 60 restos de corpos foi encontrada no Peru, de acordo com notícia divulgada neste sábado pelo jornal El Comercio, de Lima. Segundo os arqueólogos, estas pessoas foram sacrificadas há 1.100 anos, ao lado de um centro cerimonial da cultura Sicán, na região de Lambayeque, a 800 quilômetros de distância, ao norte de Lima.

Os restos foram encontrados em ótimo estado de conservação, disseram os arqueólogos Carlos Elera e José Pinilla. Entre as ossadas, estavam corpos sem cabeça e também 30 crânios, que foram oferecidos como sacrifício aos deuses da cultura Sicán, segundo os pesquisadores. Esta civilização surgiu por volta dos anos 700 a 750 d.C. e se manteve até o ano 1.375.

Astrônomos observam momento que buraco negro

Astrônomos observam momento que buraco negro "devora" nuvem de gás

17 de dezembro


Pela primeira vez os astrônomos poderão observar o momento exato em que uma nuvem de gás é devorada por um buraco negro. Os resultados desta observação, realizada com o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), serão publicados na edição de janeiro da revista Nature.

 

A "cena" é tão peculiar que os pesquisadores do Max Planck Institute for Extraterrestrial Physics, da Alemanha, poderão observar nela dois atores exclusivos: um buraco negro localizado no centro da Via Láctea, e uma nuvem de gás várias vezes maior do que a Terra. E se fossem classificá-la por gênero, seria certamente na categoria ficção científica: como vemos nos filmes, a nuvem de gás se estica "como um spaghetti" à medida que se aproxima do buraco negro.

ARTIGO RELACIONADO


ESO


 

Peixe que anda e salta é considerado chave para entender a evolução

Peixe que anda e salta é considerado chave para entender a evolução

16 de dezembro de 2011


Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos realizou uma experiência: recriaram em um tanque o habitat natural do Protopterus Annectens, uma espécie de peixe da África com respiração pulmonar. Neste ambiente, foi inserido um exemplar do peixe, monitorado por câmera. As imagens registraram um resultado surpreendente: este peixe começou a "caminhar" pelo fundo do tanque usando suas nadadeiras pélvicas.

Esta espécie, que quase não se modificou em milhões de anos, se caracteriza por poder sobreviver durante meses fora d’água, respirando com seus pulmões. E por sua notável semelhança com os tetrápodes, como os seres humanos ou os répteis, é a espécie ideal para se observar e analisar a transição evolutiva de animais aquáticos para terrestres. Heather King, autora do estudo publicado na revista PNAS dos estados Unidos, disse que esta transição constitui "um dos eventos mais importantes da evolução, no período Devoniano, há 360 ​​milhões de anos."

A habilidade deste peixe, que avança dobrando suas barbatanas para criar áreas de apoio, seria anterior à evolução dos dedos e à passagem do ambiente aquático para o terrestre, ou seja, uma prova viva de um dos eventos mais transcendentes da história evolutiva.

Artigo relacionado

PNAS

 

Chegada do homem ao Polo Sul completa 100 anos

Chegada do homem ao Polo Sul completa 100 anos

15 de dezembro


Uma das mais desafiadoras aventuras humanas no planeta está completando 100 anos. Nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, foi comemorado o centenário da chegada do norueguês Roald Amundsen ao ponto mais austral do mundo. O Presidente da Noruega encontra-se na Antártida à frente da comemoração deste marco na história do século XX. Naquele dia, em 1911, terminava a chamada "corrida para o Polo", na qual o norueguês enfrentou a expedição do britânico Robert Falcon Scott em uma luta titânica de exploradores, que manteve em suspense a opinião pública, através dos relatórios que os meios de comunicação publicavam em todo o mundo.

A expedição de Scott atingiu o ponto de chegada um mês e alguns dias mais tarde, mas todos os integrantes da equipe morreram por conta das insuperáveis dificuldades climáticas ​​no caminho de volta. Apesar da rivalidade entre os dois viajantes, nunca Amundsen poupou palavras de elogio para Scott, que, apesar de ter chegado em segundo lugar, também passou para a história, deixando para a posteridade um diário de viagem comovente, encontrado um ano após a sua morte.

Entre os fatores que propiciaram a vitória do norueguês, os especialistas mencionam o fato de ele ter escolhido cães da Groenlândia para puxar os trenós, em vez dos cavalos da Mongólia utilizados pelo britânico. De qualquer maneira, a comemoração desta conquista é em memória destes dois concorrentes, pioneiros que se enfrentaram nas condições mais extremas que o ser humano pode suportar para chegar a um dos lugares mais hostis do mundo.

Artigo relacionado

ABC (Espanha)

 

Busca pela “partícula de Deus” anima comunidade científica

Busca pela “partícula de Deus” anima comunidade científica

14 de dezembro de 2011


Os resultados das pesquisas para encontrar o bóson de Higgs, também chamado de “partícula de Deus”, estão animando a comunidade científica. Nesta terça-feira, físicos do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês), em Genebra, afirmaram que o bóson pode ter sido “vislumbrado”, mas ainda são necessários mais dados para comprovar a sua existência. O bóson de Higgs seria responsável pela massa de todas as partículas e explicaria a origem de todas as massas do universo.

O bóson de Higgs é uma partícula subatômica que ainda não foi vista, mas estudos indicam que ela pode existir. Seu modelo foi proposto para explicar a massa por seis físicos, incluindo Peter Higgs, em 1964. Ela é o último item que falta para o “Modelo Padrão”, que explica como as partículas interagem. Caso a “partícula de Deus” tenha sua existência comprovada, será a principal descoberta da física dos últimos 60 anos.

Para encontrar o bóson, duas equipes – Atlas e CMS – estão realizando pesquisas independentes no Grande Colisor de Hádrons (da sigla em inglês, LHC). Os novos resultados mostraram que o mais  provável é que a partícula esteja em faixas de menor energia - de 116-130 GeV (giga elétron-volts). Partículas pequenas como o bóson são medidas em elétron-volt. Um bilhão de elétron-volts, ou um giga elétron-volts, são representados pela sigla GeV.

Caso o Higgs exista, sua duração é muito curta e de rápida transformação para partículas mais estáveis. Essa mudança pode ocorrer de várias maneiras e, por isso, os cientistas usam distintas linhas de pesquisa para buscar o bóson. Apesar de a “partícula de Deus” até o momento existir apenas no papel, alguns cientistas acreditam que estão perto de confirmar se ela é uma realidade ou não. Contudo, os pesquisadores estão confiantes, já que as duas equipes envolvidas, Atlas e CMS, chegaram aos mesmos resultados, causando uma enorme expectativa na comunidade cientifica.

Fonte

CERN



 

Extinção de elefantes pode ter provocado evolução do homem no Oriente Médio

Extinção de elefantes pode ter provocado evolução do homem no Oriente Médio

13 de dezembro de 2011



A extinção dos elefantes há 400 mil anos em uma região chamada de Levante, no Oriente Médio, pode ter provocado a evolução do Homo erectus para o Homo sapiens, de acordo com estudo publicado por arqueólogos da Universidade de Tel Aviv.

A descoberta no Levante – onde hoje estão Síria, Líbano, Jordânia, Israel e os territórios palestinos – pode significar uma mudança na teoria de que o Homo sapiens (que possui um cérebro mais desenvolvido do que o Homo erectus) surgiu há 200 mil anos, na África.

O estudo foi desenvolvido com base nas escavações realizadas desde 2000 na caverna Qesem, em Israel. No ano passado, os arqueólogos da Universidade de Tel Aviv anunciaram ter encontrado nesta caverna indícios de que o Homo sapiens já existia há 400 mil anos. Ainda de acordo com os pesquisadores, o Homo erectus usou o elefante como base de alimentação por 1 milhão de anos.

Na África, pesquisas também indicam que a evolução humana no continente teria acontecido após o desaparecimento dos elefantes, reforçando a hipótese de que o desenvolvimento do cérebro humano teve ligação direta com a busca por novas fontes de alimentos.

 

Fonte

 

Revista PLoS One

 

Manuscrito da lei da gravidade de Newton está ao acesso de todos na internet

Manuscrito da lei da gravidade de Newton está ao acesso de todos na internet

12 de dezembro de 2011


A Universidade de Cambridge está colocando na internet os arquivos digitalizados dos manuscritos originais de Isaac Newton, incluindo sua maior obra, “Principia Mathematica” (onde consta a lei da gravidade), com notas e cálculos com a sua caligrafia, onde ele também escreveu notas revisando o seu texto e com resposta aos críticos.

Até agora, foram digitalizadas mais de quatro mil páginas, cerca de 20% do acervo de Newton na universidade. O conteúdo faz parte de um programa que tem como objetivo dar ao público o acesso aos papéis originais de autoria de outros grandes cientistas como Darwin e Ernest Rutherford.

O conteúdo sobre Newton ainda mostra anotações realizadas após a sua morte, em 1727, por seu colega Thomas Pellet, convidado por parentes do cientista para examinar os documentos que seriam publicados. Em algumas páginas está escrito "não apto para ser impresso". Cogita-se que Pellet estava tentando censurar alguns dos cálculos que Newton teria realizado quando mais jovem, assim como algumas visões religiosas não ortodoxas do cientista.

Sua obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, publicada em 1687, é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Newton nasceu em Lincolnshire, na Inglaterra, em 4 de janeiro de 1643, e morreu em Londres, em 31 de março de 1727.

O projeto para a digitalização dos documentos recebeu um subsídio inicial de R$ 4,2 milhões da fundação de caridade Polonsky, que apoia a pesquisa do ensino superior.

Veja os manuscritos aqui

Nasa encontra a mais forte evidência de que já existiu água em Marte

Nasa encontra a mais forte evidência de que já existiu água em Marte

10 de dezembro de 2011


A Nasa encontrou a mais convincente evidência de que já existiu água em Marte. De acordo com a agência espacial norte-americana, o jipe Opportunity descobriu um veio de gesso em uma antiga rocha, na beira da cratera Endeavour, que possui 154 quilômetros de diâmetro. Esse gesso é formado, geralmente, pelo fluxo de água dentro de rochas. A descoberta foi anunciada nesta semana na conferência da União Geofísica Americana, em San Francisco.

Desde 2004, por meio dos jipes Opportunity e Spirit, os cientistas investigam as pistas sobre a existência de água em Marte. O primeiro segue enviando dados do Planeta Vermelho, enquanto o segundo não está mais em operação. A Nasa está enviando outra sonda para Marte, chamada Curiosity, para investigar se existe ou se já houve água na cratera Gale, em outro ponto do planeta.

 

Lua ficará vermelha em eclipse neste sábado; Brasil não verá o fenômeno

Lua ficará vermelha em eclipse neste sábado; Brasil não verá o fenômeno

09 de dezembro de 2011


Neste sábado acontece o segundo eclipse lunar do ano, mas quem estiver no Brasil não poderá enxergá-lo, já que o fenômeno será visível apenas do outro lado do planeta, na Austrália e partes da Ásia, onde será noite. Agora, o próximo eclipse só acontecerá em 2014.

De acordo com Geoffrey Wyatt, do Observatório de Sydney, em entrevista ao jornal The Australian, a costa australiana será o melhor lugar do mundo para visualizar o fenômeno causa pela sombra da Terra na lua. De acordo com ele, a lua ficará completamente vermelha enquanto desliza para o sombra do nosso planeta.

"As pessoas vão ver a sombra da Terra se movendo para a lua e, durante 52 minutos, poderão testemunhar o branco leitoso da lua tornar-se vermelho sangue enferrujado", disse Wyatt.

O primeiro eclipse da lua aconteceu em junho e foi visível no Brasil e foi o mais longo dos últimos 10 anos, com duração de uma hora e 40 minutos.

 

Encontrado gato mumificado que teria sido vítima de bruxaria no século 17

Encontrado gato mumificado que teria sido vítima de bruxaria no século 17

8 de dezembro de 2011


Uma casa onde supostamente teria vivido uma mulher acusada de bruxaria foi encontrada em Lancashire, no norte da Inglaterra. A suspeita veio depois que arqueólogos encontraram um gato mumificado dentro de uma das paredes da residência do século 17. De acordo com historiadores, o animal pode ter sido emparedado vivo para proteger os moradores da casa de espíritos do mal. O bicho estava dentro de umas paredes de uma sala fechada.

A descoberta aconteceu perto de um reservatório, no vilarejo de Barley. Os arqueólogos foram levados ao local por uma companhia de fornecimento de água, já que é padrão da empresa fazer uma vistoria desse tipo antes de iniciar obras de escavação em áreas que podem ter importância arqueológica.

A área onde está a casa, Pendle Hill, é conhecida pelos registros da presença de mulheres acusadas de bruxaria no século 17. Nesta época, eram inúmeros os relatos de bruxaria contra homens e animais, o que gerou uma série de acusações contra muitas pessoas.

 

EUA fazem nova medição e obtêm detalhes inéditos do lugar mais profundo do oceano

EUA fazem nova medição e obtêm detalhes inéditos do lugar mais profundo do oceano

7 de dezembro de 2012


Os cientistas dos Estados Unidos mapearam com detalhes nunca antes obtidos a local mais profundo dos oceanos. Trata-se da Fossa das Marianas, no Pacífico ocidental, conhecida como Challenger Deep, que vai a uma profundidade de 10.994 metros. Para ser ter uma ideia, todo o monte Everest (8.848m), o lugar mais alto da Terra, caberia dentro dessa imensa trincheira oceânica. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Mapeamento Costeiro e Oceânico (CCOM) para ajudar a determinar a extensão exata das águas dos EUA na região.

A distância para o fundo do Challenger Deep possui um erro associado de cerca de 40 metros para mais ou para menos. A medição de 10.994 metros é ligeiramente menor do que algumas outras medidas recentes, mas todas são bastante semelhantes. Nesta trincheira, uma laje enorme da costa oceânica do Pacífico está sendo puxada para baixo sob a placa tectônica adjacente das Filipinas. Os cientistas querem saber se essa descida dos montes submarinos pode influenciar a frequência e a escala de grandes terremotos. Até hoje, apenas duas pessoas já visitaram a Challenger Deep: Don Walsh e Jacques Piccard, em 1960.

Fonte:

 

BBC

 

Sapos podem

Sapos podem "prever" terremotos, aponta estudo

6 de dezembro de 2011


Uma pesquisa sugere que o comportamento dos sapos poderia indicar quando um terremoto está para acontecer. De acordo com os pesquisadores, uma cadeia de eventos químicos por conta do atrito das rochas poderia afetar o material orgânico dissolvido na água da lagoa, transformando substâncias inofensivas em algo tóxico para os animais aquáticos. A análise teve início depois que uma colônia de sapos abandonou a lagoa em L'Aquila, Itália, em 2009, dias antes de um terremoto.

As conclusões são da equipe de Friedemann Freund, da Nasa, e de Rachel Grant, da Universidade Aberta do Reino Unido. Eles esperam que suas observações inspirem o trabalho em conjunto de biólogos e geólogos para descobrir exatamente como os animais podem ajudar a reconhecer sinais de um terremoto iminente.


Fonte


BBC

 

Tempestade solar em 2013 poderá causar caos mundial

Tempestade solar em 2013 poderá causar caos mundial

05 de dezembro de 2011


Uma tempestade solar nos próximos anos poderá causar transtornos mundiais, de acordo com cientistas da Nasa, revelou o jornal The Daily Telegraph. Com base em informações obtidas por satélites dedicados à pesquisa solar, a Terra poderá ser atingida por níveis sem precedentes de energia magnética após o Sol despertar de “um sono profundo” por volta de 2013.

Em um novo alerta, a Nasa disse que a super tempestade será como "um raio" e pode ter consequências catastróficas para a saúde mundial, serviços de emergência e de segurança, a menos que sejam tomadas precauções. Os cientistas acreditam que tudo poderá ser danificado: sistemas de serviços de emergência, equipamentos hospitalares, sistemas bancários, controle de tráfego aéreo e equipamentos eletrônicos de uso diário como computadores pessoais, iPods e localizadores. Por conta da grande dependência das pessoas aos dispositivos eletrônicos, que são sensíveis à energia magnética, a tempestade poderia causar bilhões de dólares de prejuízo.

"Nós sabemos que está chegando, mas não sabemos quão ruim vai ser", disse Richard Fisher, diretor da divisão de Heliofísica da Nasa.

"Isso vai atrapalhar os dispositivos de comunicação, como satélites e navegadores de carro, viagens aéreas, o sistema bancário, os nossos computadores, tudo que é eletrônico. Ele vai causar grandes problemas para o mundo. Grandes áreas ficarão sem energia elétrica e reparar esse dano será difícil e levará tempo".

Na semana passada, durante uma conferência em Washington, com a participação de cientistas da Nasa, o assunto foi tratado com funcionários do governo e políticos norte-americanos.

Fisher, 69 anos, disse que a tempestade no Sol poderá atingir temperaturas de mais 5 mil graus. A cada 22 anos, o ciclo de energia magnética do Sol chega picos de energia, enquanto as manchas solares atingem um nível máximo a cada 11 anos. O pesquisador disse que estes dois eventos irão se combinar em 2013 para produzir elevados níveis de radiação. Ele alertou que uma poderosa tempestade solar poderia causar "danos econômicos 20 vezes maiores do que o furacão Katrina",  que devastou Nova Orleans (EUA), em 2005, e deixou um prejuízo estimado em mais de US$ 125 bilhões.

"A questão agora é que a sociedade moderna é tão dependente de eletrônicos, telefones celulares e satélites, muito mais do que a última vez que isso ocorreu", disse o pesquisador.

De acordo com o pesquisador algumas precauções podem ser tomadas para diminuir o impacto do evento solar como a criação de sistemas de back up para hospitais e redes de energia e permitir o desenvolvimento de satélites em "modos de segurança".

"Se você sabe que um perigo está chegando ... e você tem tempo suficiente para preparar e tomar precauções, então você pode evitar problemas", acrescentou.

 

Fonte

 

The Telegraph

Imagens apontam para grande quantidade de água em Marte

Imagens apontam para grande quantidade de água em Marte

03 de dezembro de 2011


Novas imagens da sonda Mars Express mostram que a cordilheira Phlegra Montes, em Marte, pode esconder grandes volumes de água sob a sua superfície, segundo divulgou a Agência Espacial Europeia (da sigla em inglês ESA). Se a suspeita for confirmada, esta poderá ser uma fonte de água para futuros astronautas.
 
Phlegra Montes são montanhas de Marte levemente curvadas e com cumes. Elas se estendem do nordeste da província vulcânica Elysium para as terras baixas do norte e abrangem latitudes de aproximadamente 30°N e 50°N. Estas montanhas, provavelmente, não são de origem vulcânica. Acredita-se que elas tenham surgido há muito tempo pela ação de forças tectônicas, que espremeram diferentes regiões da superfície em conjunto.

Novas imagens mostram que a montanha é cercada por “leques de detritos em forma de lobo”, que, morfologicamente, são parecidos com os acúmulos de detritos que cobrem as geleiras na Terra.

Esta interpretação é apoiada pelo radar da Mars Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que mostrou que os leques em forma de lobo são fortemente associados à presença de gelo, talvez, a apenas 20 metros de profundidade.

Outra evidência de gelo, formado em eras recentes no Planeta Vermelho, foi encontrada em algumas crateras da região. A série de cumes pode ter se desenvolvido por conta de crateras antigas que estavam cheias de neve. Ao longo do tempo, a neve compactada formou os glaciares, que então esculpiu o solo da cratera.

Acredita-se que os glaciares em Marte foram desenvolvidos há centenas de milhões de anos, quando o eixo polar do planeta era bem diferente dos dias atuais, o que teria proporcionado condições climáticas muito distintas ao longo deste tempo todo.


Fonte

Agência Espacial Europeia


 

Em vez do fim do mundo, inscrições maias indicam passagem de um deus em 2012

Em vez do fim do mundo, inscrições maias indicam passagem de um deus em 2012

02 de dezembro de 2011


Uma nova interpretação das inscrições maias começa a ganhar força. Em vez de predizer o fim do mundo no ano que vem, na realidade a mensagem do antigo povo faz referência à chegada de um deus. Ao menos, essa é a interpretação dos hieróglifos de Sven Gronemeyer, da Universidade de La Trobe, na Austrália, apresentada no sítio arqueológico de Palenque, no sul do México, nesta quarta-feira.

As interpretações de Gronemeyer são baseadas em uma tábua de pedra, encontrada anos atrás, no sítio arqueológico de Tortuguero, na costa do Golfo do México. Ele disse que a inscrição prevê o retorno do misterioso deus maia Bolon Yokte (deus da criação e da guerra) no final de um período de 13 de 400 anos, conhecido como Baktuns, que equivale ao dia 21 de dezembro de 2012. Os maias consideram sagrado o dia 13. Segundo o pesquisador, não há nada de apocalíptico nesta data.

O texto foi esculpido há 1300 anos. Contudo, a pedra foi quebrada, o que fez com que o final da passagem ficasse praticamente ilegível. Gronemeyer disse que a inscrição se refere ao fim de um ciclo de 5125 anos desde o início do longo calendário Maia, em 3113 a.C. O fragmento foi uma profecia do então governante Bahlam Ajaw, que queria planejar a passagem do deus.

"A data adquiriu um valor simbólico, pois é visto como um reflexo do dia da criação", explica o pesquisador.

"É a passagem de um deus e não necessariamente um grande salto para a humanidade", completou.

As conclusões do pesquisador foram anunciadas menos de uma semana após o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) reconhecer que havia uma segunda referência à data de 2012 em inscrições, desencadeando uma nova rodada de conversas sobre a interpretação das previsões maias.

De acordo com o INAH, essa inscrição mencionando 2012 foi encontrada na ruína Comalcalco. Muitos especialistas duvidam, contudo, que este fragmento seja uma referência definitiva para a data citada como o possível fim do mundo, dizendo que não há tempo futuro marcado nesta segunda inscrição como no caso de tábua de pedra de Tortuguero.

O INAH está tentando dissipar a ideia de um apocalipse em 2012. Seu último passo foi organizar uma mesa redonda especial de especialistas maias esta semana em Palenque, onde Gronemeyer divulgou seu trabalho.

 

Fontes

 

Instituto de Antropologia e História do México (INAH)


The Guardian

 

 

Cientistas tentam explicar explosão cósmica chamada

Cientistas tentam explicar explosão cósmica chamada "estouro de Natal"

01 de dezembro de 2011


Os cientistas estão dividindo opiniões para encontrar uma resposta à explosão de raios gama observada pelo satélite Swift, da Nasa, no Natal de 2010. Artigos publicados nesta quarta-feira na revista Nature expõem duas hipóteses para explicar essa explosão cósmica. Em uma delas, ela poderia ter sido causada por um novo tipo de supernova, localizada bilhões de anos-luz de distância. A outra hipótese é de que a explosão tenha sido resultado de uma colisão pouco comum, dentro de nossa própria galáxia.

Explosões de raios gama (GRBs) são as mais luminosas do universo e, em poucos segundos, podem emitir mais energia do que o Sol durante toda a sua vida útil. O que os astrônomos estão chamando de "estouro de Natal" é tão incomum que pode ser definido de formas radicalmente diferentes.

A explosão de Natal, que tem como nome científico GRB 101225A, foi descoberta na constelação de Andrômeda pelo telescópio Swift, no dia 25 de dezembro de 2010. A emissão de raios gama durou pelo menos 28 minutos, tempo considerado extremamente longo pelos pesquisadores. Observações logo em seguida, realizadas pelo Telescópio Hubble e por observatórios terrestres, não foram capazes de determinar a distância do objeto.

Uma das hipóteses levantadas para explicar o evento é da pesquisadora Christina Thöne, do Instituto de Astronomia da Andaluzia, na Espanha. Para ela, trata-se da fusão de uma estrela de hélio com uma estrela de nêutrons. Outra explicação é de Sergio Campana, do Observatório Astronômico de Brera Merate, na Itália. Ele acredita que a explosão ocorreu por contra de uma colisão de um cometa com uma estrela de nêutrons.

Contudo, será difícil definir qual é a explicação correta, já que esta explosão é muito rara e também fora dos padrões analisados pela comunidade científica até o momento.

 

Fonte

 

Nasa

 

Revista Nature
 

Descoberta tumba de 1,7 mil anos em Xian, na China

Descoberta tumba de 1,7 mil anos em Xian, na China

30 de novembro de 2011


Foi encontrada na China uma tumba de 1,7 mil anos na cidade de Xian, antiga capital do império chinês. A descoberta foi anunciada por arqueólogos nesta semana, de acordo com o jornal oficial "Global Times". Na tumba foram encontradas 40 peças arqueológicas praticamente intocadas, entre elas pequenas figuras que simbolizam a guarda de honra da pessoa morta, decoradas em preto e branco.

A descoberta aconteceu nos arredores de Xian, e os arqueólogos suspeitam que a tumba deve ser de uma importante figura da época dos Dezesseis Reinos (304-439), que comandaram o norte da China quando o império oriental foi dividido. De acordo com os pesquisadores, não há muitas tumbas desta época, o que pode aumentar o valor histórico da descoberta.

Xian é mundialmente conhecida pelo célebre Exército de Terracota do Primeiro Imperador, Qin Shi Huang. Ele seguiu com a tradição de ser enterrado junto a uma corte irreal, formada por estátuas de terracota de soldados e serventes, que, de acordo com a crença, iriam lhe acompanhar após a morte. Huang foi o responsável pela unificação dos reinos da China há mais de 2 mil anos.

 

Fonte


Global Times

 

Arqueólogo acretida ter encontrado local onde se casou Pocahontas

Arqueólogo acretida ter encontrado local onde se casou Pocahontas

29 de novembro de 2011


Personagem popularizada pelo desenho animado da Walt Disney, a princesa indígena Pocahontas deve ter se casado com o inglês John Smith na cidade de Jamestown, na Vírgina, nos EUA. Pelo menos isso é o que defende o arqueólogo William Kelso. De acordo com ele, nesta cidade foi erguida a primeira igreja protestante dos Estados Unidos, onde Pocahontas teria se casado em 1614.

Anos antes, em 1607, cem homens desembarcaram no dia 14 de maio para fundar a primeira colônia inglesa na América. As escavações no local revelaram grandes fundações de um prédio e restos de quatro túmulos. De acordo com pesquisadores, outras duas igrejas teriam sido construídas na mesma época, porém não foram encontrados vestígios que comprovassem que estas fossem mais antigas do que a de Jamestown, segundo a notícia divulgada pela agência AFP.

Nos próximos meses, deverão ser escavadas as sepulturas. De acordo com Kelso, os corpos seriam de um cavaleiro, de dois capitães e do reverendo Robert Hunt.

Após o casamento de Pocahontas, foi selada uma trégua entre indígenas e colonizadores, segundo Kelso. Depois da cerimônia, a princesa foi batizada de Rebecca. Mais tarde, Pocahontas se casou com o comerciante de tabaco John Rolfe. Na Inglaterra, ela teria conquistado a simpatia da corte e de pessoas influentes do governo inglês. Pocahontas morreu com apenas 21 anos, na Inglaterra, por conta de uma doença como tuberculose, pneumonia ou varíola. Contudo, os fatos de sua vida são controversos, já que sua história foi passada oralmente de geração para geração. A sua tribo, Powhatande, teve um final triste, com os seus membros dizimados e suas terras tomadas pelos colonizadores ingleses.

 

Fonte


UOL

 

Arqueólogos tentam desvendar mistério sobre armas raras da Coleção Real

Arqueólogos tentam desvendar mistério sobre armas raras da Coleção Real

28 de novembro de 2011


Arqueólogos estão tentando desvendar um mistério sobre um conjunto de armas da época da Idade do Bronze, descoberto há 270 anos, na Inglaterra. Presume-se que os achados, com cerca de 5 mil anos, foram encontrados em Ambleside, no noroeste inglês. E o desafio dos arqueólogos é justamente esse: traçar qual foi o caminho destas peças até sua entrada para a Coleção Real. As raridades estão expostas há 34 anos no Museu Britânico.

As armas - uma espada, uma lâmina de espada, um punhal e uma ponta de lança - foram encontrados a dois metros de profundidade em uma turfeira na área de Ambleside, em 1741. A descoberta foi registrada na época, e os itens esboçados por um homem chamado Peregrine Bertie, cujo sobrinho desembrulhou-os de "uma espécie de pacote, a dois metros de profundidade em um pântano”.

Depois disso, o tesouro desapareceu misteriosamente. Mais tarde, as peças foram redescobertas pelo Museu Britânico, pelo historiador Stuart Needham, que encontrou fotografias dos objetos no departamento de antiguidades pré-históricas e romano-britânica e as comparou com o esboço de Bertie. Needham descobriu que o tesouro foi mantido como parte da Coleção Real, em Carlton House, e, posteriormente, foi exposto no Castelo de Windsor. Com a permissão da rainha, as armas foram transferidas para o Museu Britânico, em 1977, onde formaram uma parte importante da exposição permanente sobre a Idade do Bronze. Ainda é um mistério como as peças entraram para a Coleção Real.

Especula-se que as armas faziam parte de um cerimonial e foram provavelmente enterrados em águas calmas como oferendas aos deuses, como era o costume. Caso seja comprovado que as peças são de Ambleside, elas devem retornar à cidade, onde serão expostas no Museu Armitt a tempo para as comemorações do centenário do prédio, em março do ano que vem.

 

Fonte

 

The Guardian


Museu Britânico

 

 

Descoberta nova espécie de dinossauro de 220 milhões de anos no Brasil

Descoberta nova espécie de dinossauro de 220 milhões de anos no Brasil

26 de novembro de 2011


Um nova espécie de dinossauro, de 220 milhões de anos, foi descoberta no Brasil de acordo com o anúncio de pesquisadores brasileiros nesta quinta-feira, em Canoas (RS). O animal, chamado Pampadromaeus barbarebai, foi encontrado em 2006, na cidade de Agudo, no Rio Grande do Sul. Sua descrição, contudo, foi finalizada neste ano.

Embora bastante espalhados, os 91 fragmentos de ossos estavam em bom estado, o que permitiu a identificação e reconstituição em um modelo em tamanho natural. De acordo com os pesquisadores, o animal era pequeno – tinha aproximadamente um metro de comprimento por 50 centímetros de altura –, veloz e possivelmente tinha penas. O nome Pampadromaeus que quer dizer “corredor dos Pampas” em latim. A outra parte da nomenclatura é uma homenagem ao paleontólogo aposentado Mario Costa Barberena.

Pesquisadores afirmam que animais semelhantes foram descobertos no Rio Grande do Sul e na Argentina, mas nenhum desta espécie. O Pampadromaeus barbarebai seria um ancestral comum ao sauropodomorfo (herbívoros de pescoço comprido), e os terópodes, bípedes carnívoros como o tiranossauro. A espécie pertence ao período triássico, quando surgiram os primeiros mamíferos e carnívoros.

A descrição do Pampadromaeus foi realizada por pesquisadores da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), universidades federais do Rio Grande do Sul e Minas Gerais e da USP.


FONTE

Ulbra

 

Matemáticos tentam desvendar ritual de apreciação de vinho

Matemáticos tentam desvendar ritual de apreciação de vinho

25 de novembro de 2011


O tradicional e ritualístico gesto de girar uma taça de vinho delicadamente para depois cheirar o copo e sentir o aroma da bebida não escapou ao olhar científico. Pesquisadores suíços aplicaram a matemática para estabelecer qual seria o “gesto perfeito” diante de um cálice de vinho. Durante três anos, os cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne estudaram o movimento, tecnicamente conhecido como agitação orbital, trabalhando com enólogos e sommeliers para definir o certo e o errado, cientificamente falando, na movimentação de um copo.

 

Mohammed Farhat, um dos pesquisadores, disse que os estudos também envolveram o conhecimento sobre a dinâmica de fluídos:

"Percebemos que o mecanismo envolvido em transformar o vinho no copo era eficiente tanto em termos de uma mistura delicada, mas também econômico em termos de energia. No entanto, é quase impossível criar um modelo matemático para isso já que estão envolvidos alguns aspectos muito complicados da dinâmica de fluidos. "

 

Se o trabalho não determinou os 100% de precisão matemática para definir qual seria o gesto perfeito para os apreciadores de vinho, o estudo foi importante para a indústria farmacêutica, pois o movimento da mão que libera os aromas no vinho pode ser aplicado a grandes quantidades de células.

 

"Ao transformar o vidro percebemos que isso criou uma onda de vinho para cima e para baixo e para dentro e para fora do lado do vidro em que todo o líquido foi misturado", completou o pesquisador.

 

FONTE

 

The Guardian

 

Escola Politécnica Federal de Lausanne

 

 

Encontrada espécie única de orquídea que floresce apenas à noite

Encontrada espécie única de orquídea que floresce apenas à noite

24 de outubro de 2011


Uma orquídea que abre suas pétalas durante a noite e perde as flores de dia foi encontrada em uma ilha de Papua Nova Guiné. A planta é a única entre as 25 mil espécies conhecidas de orquídeas que floresce à noite. Ela foi coletada por botânicos em uma viagem de campo para Nova Bretanha ou Niu Briten, uma ilha do Arquipélago de Bismarck.

 

As flores da espécie, Bulbophyllum Nocturnum, são polinizadas por moscas e duram apenas uma noite, de acordo com o artigo publicado no Jornal Botânico da Linnean Society.

 

O especialista em orquídeas Ed de Vogel, da Holanda, descobriu o florescimento noturno após reunir algumas das plantas da ilha e cultivá-las no Horto Botânico de Leiden, na Holanda. Vogel notou que os botões florais da planta apareciam, mas, em vez de se abrirem, eles murchavam e morriam. Contudo, ele logo percebeu quando pegou uma das plantas em casa e viu que suas flores abriam em torno de 22h e se fechavam após o nascer do sol.

André Schuiteman, especialista em orquídeas do Royal Botanic Gardens, na Inglaterra, se mostrou surpreso com a descoberta: "Este é outro lembrete de que descobertas surpreendentes ainda podem ser feitas. Mas é uma corrida contra o tempo para encontrar espécies como esta que só ocorrem em florestas tropicais primitivas. À medida que, como todos sabemos, estas florestas estão desaparecendo rapidamente".

 

Fonte

 

Jornal Botânico da Linnean Society

 

The Guardian

 

Mudanças climáticas preocupam dirigentes de países do Himalaia

Mudanças climáticas preocupam dirigentes de países do Himalaia

23 de novembro


Os governos dos países da região do Himalaia trabalham para encontrar uma solução para os sintomas que a cordilheira vem apresentando por conta das mudanças climáticas. Entre as alterações estão as chuvas sem frequência definida e o derretimento de geleiras, que causa impacto para a população e também à biodiversidade local, considerada uma das maiores do mundo pela organização WWF.

As mudanças climáticas foram o tema da Cúpula do Clima pela Vida do Himalaia, realizada no último fim de semana no Butão, com a presença de representantes da Índia, Bangladeche e Nepal. De acordo com especialistas, a neve na cordilheira está diminuindo e o gelo está derretendo por causa do aumento da temperatura, o que terá efeitos sobre o nível dos rios que nascem da região montahosa.

Durante a conferência, os dirigentes dividiram os trabalhos em torno dos projetos para a região em quatro áreas: biodiversidade, alimentação, segurança energética e gestão de água. Esta última é a mais preocupante, pois a população depende dos rios que nascem no Himalaia. Eles fornecem água para milhões de pessoas no subcontinente indiano, além de regar as plantações e  fornecer energia elétrica. Além disso, também deverão ocorrer impactos na fauna a no flora de toda a localidade. Outra preocupação é que o derretimento de geleiras formará lagos e, consequentemente, será uma  ameaça às comunidades que moram em lugares mais baixos.

Entre os encaminhamentos dessa conferência está o trabalho em conjunto entre os países para diminuir os efeitos da mudança climática. A cooperação entre eles irá ajudar a reduzir custos e também trará a difusão do conhecimento sobre a região do Himalaia.

 

Grupo de cientistas faz experimento que nega partícula mais rápida do que a luz

Grupo de cientistas faz experimento que nega partícula mais rápida do que a luz

22 de novembro de 2011


Depois da polêmica afirmação de um grupo de cientistas de que existem partículas que viajam mais rápido do que a velocidade da luz, um outro time de pesquisadores tenta provar que a teoria da relatividade de Einstein está correta. Ambos os estudos foram realizados por cientistas da instalação de Gran Sasso, na Itália.

No primeiro caso, o de que é possível viajar mais rápido do que a velocidade da luz, a experiência, conhecida como Opera, mostrou que minúsculas partículas, chamadas de neutrinos, disparados a partir da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (da sigla em francês Cern), na Suíça, haviam chegado 60 nanossegundos antes do que um raio de luz a Gran Sasso. No final de semana, os pesquisadores realizaram um nova versão do experimento e afirmaram que os neutrinos novamente foram mais rápidos do que a luz.

Agora, um outro grupo de cientistas, conduzindo um estudo separado no mesmo feixe de neutrinos no Gran Sasso, diz "refutar uma interpretação (sobre ser mais rápido que a luz) do resultado do Opera". Em vez de medir o tempo que os neutrinos levaram do Cern até Gran Sasso, o experimento, conhecido como Icarus, monitorou quanta energia eles tinham quando chegaram. Os físicos acreditam que viajar um pouco mais rápido que a luz faz com que as partículas percam energia no processo.

Contudo, de acordo com cálculos do Icarus, publicados de fim de semana, as partículas chegaram exatamente com a mesma quantidade de energia. Tomasso Dorigo, um físico do Cern, escreveu no Scientific Blogging que "a diferença entre a velocidade de neutrinos e da velocidade da luz não pode ser tão grande quanto o observado pelo Opera, e é certamente menor por três ordens de magnitude, e compatível com zero."

De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, nada pode viajar mais rápido do que a luz. Caso essa lei da Física seja superada, será necessário mudar a compreensão do universo. Além disso, isso abre portas para a possibilidade de viagem no tempo.

 

Fonte

 

Opera

Novo teste volta a contestar teoria da velocidade da luz de Einstein

Novo teste volta a contestar teoria da velocidade da luz de Einstein

21 de novembro de 2011


Um novo experimento do laboratório de Gran Sasso, na Itália, voltou a indicar que Albert Einstein pode ter se enganado ao afirmar que nada pode ser mais rápido do que a velocidade da luz. A constatação, se confirmada, mexeria com um dos dogmas da Física: a teoria da relatividade. No caso, os testes indicaram que partículas subatômicas, chamadas de neutrinos, viajam algumas frações de segundo mais rápido do que a luz.

 

Na segunda experiência na Itália, um feixe de neutrinos foi emitido da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecido como CERN, na Suíça, a 720 quilômetros de distância. O objetivo do teste foi verificar o resultado de uma experiência semelhante, realizada em setembro, que constatava que era possível superar a velocidade da luz. O resultado do primeiro experimento foi recebido com ceticismo pela comunidade cientifica.

 

Cientistas do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália (INFN) anunciaram que os novos testes deveriam excluir um possível efeito sistêmico que poderia ter interferido no resultado original. No primeiro experimento, os pesquisadores analisaram 15 mil feixes de neutrinos emitidos durante três anos pelo CERN para o laboratório Gran Sasso.

Os físicos que conduziram a experiência, chamada OPERA, disseram ter verificado os resultados iniciais várias vezes para eliminar qualquer fator que pudesse resultar em erro de leitura antes de anunciar suas conclusões. Se realmente derrubada a teoria da velocidade da luz, será necessário também uma nova análise de como funciona o cosmos.

Fonte

Cornell University (onde está publicado o estudo)

 

Descoberta civilização perdida no deserto da Líbia

Descoberta civilização perdida no deserto da Líbia

19 de novembro


Arqueólogos da Universidade de Leicester, no Reino Unido, descobriram, por meio de imagens de satélite, indícios de uma civilização perdida na região líbia do Saara, uma das áreas mais inóspitas do deserto. Os pequisadores do projeto Trans-Saara, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (CEI), encontraram fazendas fortificadas, vilas com estruturas similares a castelos e cidades datadas entre o ano 100 e o ano 500 de nossa era.

Os cientistas acreditam que esta civilização perdida pode estar vinculada aos garamantes, um povo nômade do Saara. A descoberta pode confirmar uma “suspeita” dos especialistas de que os garamantes possuíam uma cultura mais avançada do que se pensava até agora. Segundo o professor David Mattingly, diretor do projeto, os garamantes “contavam com um grau elevado de civilização, viviam em centros fortificados de grande tamanho e cultivavam os oásis, (...) foram pioneiros no aproveitamento dos oásis e na abertura do comércio trans saariano.”

Cabe destacar que esta exploração esteve suspensa devido ao clima político derivado do regime de Muammar Kadafi. Agora, com o fim da ditadura, a expectativa é de que o país africano possa ser reconstruído em direção ao futuro e que a pesquisa do passado ajude a reescrever sua história.


Fontes

TransSAHARA

Madri+D

 

Ovos de dinossauro de 67 milhões anos são recuperados

Ovos de dinossauro de 67 milhões anos são recuperados

18 de novembro de 2011


Três ovos de dinossauro, roubados há seis anos na Romênia, foram encontrados em Veneza, na Itália, e retornarão ao país de origem nesta sexta-feira, de acordo com informações da imprensa romena. Os ovos, pertencentes à espécie de dinossauros anões, têm 67 milhões de anos e estão avaliados em 500 mil euros.

 

O tesouro foi roubado do parque de dinossauros de Tustea, na província de Hunedoara, e comprados por um italiano. A recuperação dos ovos começou depois que arqueólogos romenos encontraram na internet um anúncio da venda dos objetos. Desde então, autoridades da Romênia e Itália trabalharam em conjunto para recuperá-los.

 

Fonte

Jornal Adevarul

 

Pesquisadores descobrem ilhas submersas do antigo continente de Gondwana

Pesquisadores descobrem ilhas submersas do antigo continente de Gondwana

17 de novembro


Pesquisadores na Austrália descobriram duas ilhas marinhas submersas que integravam o antigo continente de Gondwana. Estima-se que há 200 milhões de anos, a terra firme do planeta estava dividida em duas enormes porções: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul.

 

A descoberta aconteceu no Oceano Índico, a uma distância de 1,6 mil quilômetros do litoral sudoeste australiano. A expedição dos cientistas da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade de Austrália achou planaltos submersos do Montículo Batavia e da Cordilheira de Gulden Draak.

 

O supercontinente de Gondwana foi dividido pela primeira vez há 155 milhões de anos, dando origem a dois blocos: Gondwana Leste (Antártica, Índia, Madagascar e Austrália) e Gondwana Oeste (América do Sul e África). Depois, houve uma nova divisão que formou um bloco com a Índia e Madagascar e outro com o que seriam hoje Austrália e Antártica.

 

Fonte

 

Adelaidenow.com.au


Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade de Austrália

 

Astronautas são recebidos na Estação Espacial Internacional

Astronautas são recebidos na Estação Espacial Internacional

16 de novembro de 2011


A nave espacial Soyuz TMA-22 com três astronautas a bordo acoplou com sucesso na Estação Espacial Internacional nesta quarta-feira. Os russos Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin e o astronauta da Nasa Dan Burbank deixaram a Terra na segunda-feira, após o lançamento da nave no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Depois de acoplar, foram abertas as escotilhas entre a Soyuz e a estação. Os três tripulantes receberam as boas vindas do comandante Mike Fossum, da Nasa, de Satoshi Furukawa, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, e do russo Sergei Volkov. Os novos “habitantes” da estação ficarão quatro meses no complexo espacial.

Os seis membros da tripulação, contudo, terão pouco tempo de convivência: menos de uma semana, já que Fossum, Furukawa e Volkov voltarão para casa na próxima segunda-feira, a bordo da espaçonave Soyuz TMA-02M, que os trouxe à estação no dia 9 de junho. A partida dos três marcará o início da Expedição 30, sob o comando de Burbank. A cerimônia formal para a mudança de comando deve ocorrer no domingo.

Em dezembro, outros três engenheiros de voo deverão viajar rumo à estação espacial: o astronauta da Nasa Don Pettit, o cosmonauta russo Oleg Kononenko e astronauta da Agência Espacial Europeia Andre Kuipers. O lançamento está programado para o dia 21 de dezembro.

Comandante da missão, Burbank está fazendo sua terceira visita à estação. Nas duas anteriores, ele viajou a bordo do ônibus espacial Atlantis. Durante a missão STS-106, em setembro de 2000, ele ajudou a preparar a estação para a sua primeira tripulação permanente. Durante a missão STS-115, em setembro de 2006, ele conduziu uma caminhada espacial de sete horas e 11 minutos para a instalação de uma estrutura espacial, ativou articulações rotativas de solares alpha e permitiu a implantação de painéis solares. Este é o primeiro voo espacial de Shkaplerov e Ivanishin.

Missão

Os novos tripulantes farão 37 experimentos e colocarão em órbita o minissatélite Chibis-M, que estudará tempestades de raios, analisando espectros de radiação eletromagnética. Além disso, eles também devem descarregar dois cargueiros e realizar uma caminhada espacial.

 

Fonte

 

Nasa

 

Traduzida inédita inscrição em arábe das Cruzadas

Traduzida inédita inscrição em arábe das Cruzadas

15 de novembro


Uma inédita inscrição em árabe das Cruzadas foi encontrada em uma casa particular em Tel Aviv, Jerusálem e, recentemente, decifrada, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel. A placa é de mármore cinza e datada do século XIII. Nela, consta o nome do imperador Frederico II, líder da Sexta Cruzada (1228-1229), que se autoproclamou rei de Jerusalém no Santo Sepulcro, a igreja construída onde nasceu Jesus. Geralmente, essas inscricões das Cruzadas eram em francês ou latim. Contudo, Frederico, que tomou a Terra Santa sem derramar sangue, falava fluentemente árabe e tinha proximidade com esta cultura.

A inscrição é datada textualmente em "1229 a partir da encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo" e lista os títulos do imperador, excomungado pelo Papa Gregório IX. O texto está em arábe clássico e a maior dificuldade em compreendê-lo ficou por conta da dificil leitura da inscrição. A versão da placa em latim está na Sicília, no palácio onde viveu Frederico.

Foguete Soyuz, com missão tripulada, é lançado com sucesso no Cazaquistão

Foguete Soyuz, com missão tripulada, é lançado com sucesso no Cazaquistão

14 de novembro


A cápsula russa Soyuz com três astronautas – um norte-americano e dois russos – decolou com sucesso na manhã desta segunda-feira, no Cazaquistão, em uma missão com destino à Estação Espacial Internacional. A decolagem tripulada foi a primeira desde julho, quando a Nasa encerrou seu programa de 30 anos de ônibus espaciais, anunciando um intervalo de alguns anos. A missão também tem o objetivo de restabelecer a confiança no programa russo após um incidente com a sonda Mars, que falhou em deixar a órbita da Terra.

 

A Soyuz TMA-22 decolou como programado na hora local (8h14 no Cazaquistão, 0h14 em Brasília), do cosmódromo de Baikonur. O local de lançamentos atualmente é “alugado” pela Rússia. A bordo da cápsula estão o astronauta da Nasa Dan Burbank e russos Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin. Eles devem chegar à Estação Internacional na quarta-feira. O lançamento havia sido adiado por dois meses por conta das preocupações com a segurança da tripulação.

 

FONTE

 

Nasa

 

Atividade vulcânica está formando novo território nas Ilhas Canárias

Atividade vulcânica está formando novo território nas Ilhas Canárias

12 de novembro de 2011


Espectadores próximos da ilha de El Hierro, nas Ilhas Canárias, estão acompanhando a formação de um novo território, originado pelo magma que espelido a aproximadamente 20 metros de altura por um vulcão.  A lava é resfriada pela água do mar na superfície e depois se solidifica para criar a massa de terra. A atividade sísmica na região começou no dia 17 de julho e foi seguida de mais de 10 mil tremores. Desde então, fissuras subaquáticas lançaram um fluxo quase contínuo de gases sulfurosos, fumaça e rocha quente.

 

Duas grandes bolhas de gás vieram à superfície do Atlântico, perto da costa, e um cheiro muito forte de enxofre foi sentido a muitos quilômetros de distância. El Hierro tem cerca de 11 mil habitantes e foi formada por atividade vulcânica há cerca de 150 milhões de anos. Trata-se da menor ilha, localizada na porção mais ocidental do arquipelágo das Ilhas Canárias, no Oceano Atântico.

Recentemente, os habitantes tiveram que deixar suas casas e o principal túnel de acesso foi fechado por causa de um tremor de 3,9 de magnitude, registrado no último sábado, precedido de um terremeto de 4,4 na noite anterior.

Aos navegadores, a recomendação é passar longe das águas do porto de La Restinga, e os aviões estão proibidos de voar pela ponta sul da ilha. Ao todo, existem mais de cinco mil vulcões submarinos no mundo, alguns são extremamente difíceis de serem encontrados, mesmo com todos os recursoso atuais. Um fenômeno parecido está originando a ilha Lo'ihi, na costa sudeste do Havaí, no Pacífico.

 

Fontes

 

Metro

 

Governo das Ilhas Canárias

Fóssil de bicho-preguiça gigante é descoberto no Brasil

Fóssil de bicho-preguiça gigante é descoberto no Brasil

11 de novembro


Os restos de um bicho-preguiça gigante pré-histórico, que teria aproximadamente seis metros de altura, foram encontrados na região do Triângulo Mineiro. O exemplar, pertencente à espécie "Eremotherium laurillardi", viveu no período Holoceno, há 10 mil. A descoberta deste gigante do passado tem uma história curiosa. Seus ossos foram encontrados pelo fazendeiro José Bezerra, em 2005, que os guardou em sua coleção pessoal.

 

A fama dos ossos foi crescendo, assim como o rumor de uma possível descoberta, chegando aos ouvidos dos cientistas do Museu dos Dinossauros, na cidade de Uberaba (MG). Apenas em 2009, depois de uma avaliação, os pesquisadores concluíram que o animal era um adulto, com cerca de seis metros de altura, que podia se sustentar com as pernas traseiras e, com suas enormes garras, pegar alimentos no topo das árvores. De acordo com o diretor do museu Carlos Borges, "é uma descoberta surpreendente e de grande valor para a ciência, já que é um mamífero pré-histórico e abre novas e amplas possibilidades de estudo."

 

Fontes

Correio Braziliense

Museu do Dinossauro

 

Sem registrar incidentes, asteroide passa perto da Terra

Sem registrar incidentes, asteroide passa perto da Terra

10 de novembro de 2011


A Nasa afirmou que não houve incidentes na passagem do asteroide 2005 YU55, que cruzou o espaço a uma distância de 325 mil quilômetros da Terra. A última vez que uma rocha espacial chegou tão perto da atmosfera do planeta foi em 1976. O asteroide tem um tamanho aproximado de um porta-aviões e, apesar da sua proximidade com a Terra, o Laboratório de Propulsão à Jato (Jet Propulsion Laboratory), da Nasa, já tinha garantido anteriormente que não haveria nenhum risco de colisão.

 

Os cientistas aproveitaram a passagem do asteroide nesta terça-feira para observar detalhes da rocha. Com imagens de uma definição de dois metros por pixel, os pesquisadores concluíram que o 2005 YU55 tem uma forma quase esférica, 400 metros de diâmetro e um período de rotação de 18 horas.

 

A Nasa tem um programa dedicado ao acompanhamento, detecção e ao estudo de asteroides que passam próximos da Terra, com o objetivo de prevenir a chegada de algum que seja potencialmente perigoso para o planeta.

 

Fonte

 

Nasa

 

Casa Branca nega ter evidência de vida extraterrestre

Casa Branca nega ter evidência de vida extraterrestre

09 de novembro de 2011


O governo dos Estados Unidos se expressou formalmente nesta semana sobre a existência de vida extraterrestre. O comunicado foi uma resposta ao projeto da Casa Branca chamado “Nós, o povo”, um ambiente no site do governo em que a administração de Barack Obama responde questões da população. No último dia 22 de setembro, foi enviada uma declaração popular, que não era exatamente uma pergunta: "admitir que o governo dos EUA está em contato com alienígenas há algum tempo”. Foram enviadas duas petições sobre a questão. Em uma, assinada por cinco mil pessoas, o pedido era que a Casa Branca divulgasse qual o nível de  conhecimento do governo sobre seres extraterrestres. A outra, com 12 mil assinaturas, solicitava o reconhecimento formal de presença extraterrestre ou do contato alienígena com a raça humana.

Intitulado "Procurando por ET, mas sem nenhuma evidência ainda", o texto oficial de resposta permaneceu longe das especulações, mas reconheceu que esta é uma questão importante e que o governo segue trabalhando nesta pesquisa por meio de projetos como o SETI (Search for Extra Terrestrial Intelligence).

Em um dos trechos mais significativos da carta: "O Governo dos Estados Unidos não tem nenhuma evidência de que existe vida fora do nosso planeta, ou que uma presença alienígena entrou em contato com qualquer membro da raça humana. Além disso, não existe informação verídica sugerindo que alguma evidência sobre isso foi escondida da opinião pública".

Uma resposta clara e contundente do governo norte-americano, mas que, certamente, não será suficiente para aqueles que estão convencidos do contrário.

Fonte

Casa Branca

 

Nova análise de fósseis revela Homo Sapiens mais antigo da Europa

Nova análise de fósseis revela Homo Sapiens mais antigo da Europa

08 de novembro de 2011


Restos fósseis de dois dentes, encontrados na Grotta del Cavallo, ao sul da Itália, em 1964, foram analisados novamente ​​por uma equipe de cientistas que, com novas tecnologias e técnicas de datação, chegaram à conclusão de que sua verdadeira idade é entre 43 mil e 45 mil anos. Ou seja, estes são os mais antigos fósseis de Homo Sapiens da Europa. Na década de 60, pensava-se que estes dentes haviam pertencido ao Homo Neanderthalensis, mas agora, segundo os autores do artigo publicado na revista Nature, eles são de um humano anatomicamente moderno.

 

Esta nova datação tem implicações importantes para a reconstrução histórica dos caminhos de nossa espécie, pois demonstra que o Homo Sapiens chegou ao continente europeu muito antes do que se pensava, por isso conviveu ali com os neandertais por milhares de anos a mais do que se acreditava até o momento. Isto abre uma nova perspectiva para um dos debates atuais mais agitados no mundo científico: o tempo e as formas de coexistência entre os humanos anatomicamente modernos e os neandertais. Por outro lado, traz novas questões com respeito aos modos em que o humano moderno se expandiu no território europeu.

 

Fontes

 

Agência Sinc

 

Science

 

Bloco de gelo do tamanho de Nova York vai se desprender da Antárdica

Bloco de gelo do tamanho de Nova York vai se desprender da Antárdica

07 de novembro de 2011


Os cientistas da missão IceBridge na NASA informaram que o desprendimento da geleira Pine Island vai resultar no aparecimento de um iceberg do tamanho da cidade de Nova York, aproximadamente. A geleira em questão está localizada na região oeste do continente antártico, com uma fissura de 30 quilômetros de comprimento e de pelo menos 50 metros de profundidade. A divisão está crescendo dois metros por dia, de modo que pesquisadores estimam que o enorme bloco de gelo estará separado do continente no final deste ano ou início de 2012. O iceberg resultante poderá chegar a um tamanho de 880 quilômetros.

 

Embora os pesquisadores expliquem que esse fenômeno é natural e não está ligado à mudança climática (a formação de grandes icebergs na área é periódica, a última ocorreu em 2001),  esse bloco de gelo poderá causar efeitos prejudiciais ao meio ambiente da região por conta da grande quantidade de água doce que será introduzida no ambiente marinho e pelo obstáculo que representará aos animais que migram em busca de comida.

 

Fonte

 

Nasa

El Diario 24

 

Vida na Terra pode ter começado na Groenlândia

Vida na Terra pode ter começado na Groenlândia

05 de novembro de 2011


É um verdadeiro mistério, talvez um dos maiores, onde e como surgiu a primeira forma de vida em nosso planeta. Esta questão motivou a investigação de um grupo de cientistas, liderada por especialistas da Universidade de Lyon, e agora publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Ainda que não tenham conseguido a resposta completa (isso talvez nunca se consiga), os pesquisadores deram um grande passo: eles são os primeiros a encontrar o ambiente certo para o surgimento de vida na Terra, há 4.000 milhões de anos.

Onde se localiza esse lugar, possível berço da vida? Na Groenlândia, mais precisamente ao sudoeste, perto das Ilhas Mariana, em vulcões de lama que se encontram no fundo do mar. A composição química das rochas deste local tem as características necessárias para a formação das primeiras biomoléculas em um ambiente adequado.

Após a exclusão de outros possíveis cenários, tais como as fontes hidrotermais no fundo do oceano, por seu grau de acidez, os geólogos se fixaram nos vulcões por causa da presença do mineral conhecido como serpentinita. Este mineral é geralmente encontrado nas paredes das fontes hidrotermais e favorecem a estabilização de aminoácidos, de modo que poderia ter sido decisivo para o surgimento das primeiras moléculas orgânicas. Deste modo, embora não possamos ter certeza ainda de onde surgiu a vida na Terra, já temos um forte candidato: os vulcões de lama.

 

Fonte

 

Proceedings of the National Academy of Sciences

 

O pequeno Eris é um gêmeo quase idêntico de Plutão

O pequeno Eris é um gêmeo quase idêntico de Plutão

04 de novembro de 2011


A última edição da revista Nature traz as conclusões sobre a observação de Eris, registrada no final de 2010, no Chile, por vários telescópios. Quando este planeta anão passou em frente a uma estrela de luminosidade baixa, um fenômeno pouco comum chamado de "ocultação" tornou possível aos astrônomos interceptá-lo, para medir com precisão seu diâmetro, pela primeira vez. A "ocultação" é uma das poucas formas de se medir com precisão e fidelidade objetos distantes no sistema solar. Utilizando, entre outras ferramentas, o telescópio belga TRAPPIST 1, do observatório La Silla, pertencente ao Observatório Europeu do Sul (ESO), os cientistas anunciaram que Eris é um gêmeo quase idêntico de Plutão.

 

Dos 26 locais de onde se tentou observar o fenômeno, apenas dois, ambos localizados no Chile, foram capazes de registrar o momento em que o planeta anão bloqueou a luz da estrela. Assim, os astrônomos conseguiram dados para determinar sua forma e tamanho: Eris é um corpo quase esférico, de tamanho idêntico ao de Plutão, entre 2.300 e 2.400 quilômetros.

A descoberta de Eris em 2005 levou à nova classificação astronômica de "planeta anão", categoria para a qual Plutão foi então integrado, sendo destituído de seu status de planeta. Isto significa que agora sabemos que foi um gêmeo distante que conspirou contra a hierarquia do ex-planeta.

 

Fonte

 

ESO

 

Royal Society disponibiliza na internet três séculos de avanços científicos

Royal Society disponibiliza na internet três séculos de avanços científicos

03 de novembro de 2011


A prestigiada instituição britânica Real Society, em funcionamento desde 1660, decidiu publicar na internet 60 mil documentos digitalizados que estavam em seus arquivos. Por meio deles, qualquer internauta poderá, gratuitamente, fazer uma viagem pelo tempo e acompanhar os passos dados pelos avanços científicos. A revista da Royal Society, criada em 1665, foi a primeira publicação científica rigorosa e de qualidade, um modelo que inspirou outras prestigiadas publicações atuais. O arquivo aberto da Royal Society constitui um testemunho importantíssimo do progresso da sociedade e dá ao mundo a possibilidade da leitura deste avanço em todos os seus detalhes.


Quem se aventurar por estes arquivos poderá, por exemplo, ler o primeiro texto científico de Isaac Newton, publicado em 1672, chamado “Nova teoria sobre a luz e as cores”. Também está disponível o artigo no qual Benjamin Franklin relata seu experimento com um cometa para demonstrar que a eletricidade dos raios pode ser capturada artificialmente. Por outro lado, há numeroso artigos que tratam de hipóteses e experimentos que hoje, à luz dos resultados, podem nos parecer um tanto quanto insólitos. Também foram membros da Royal Society, além dos já mencionados Isaac Newton e Benjamin Franklin, outros famosos pesquisadores como Albert Einstein, Charles Darwin e Stephen Hawking.

 

Fonte

 

Royal Society

 

Pedra do Sol teria ajudado Vikings na chegada à América do Norte

Pedra do Sol teria ajudado Vikings na chegada à América do Norte

02 de novembro de 2011


Um estudo publicado nesta quarta-feira sugere que as Pedras do Sol, feitas de cristal calcita, poderiam mesmo ter ajudado os Vikings em suas longas viagens marítimas. Nunca se soube ao certo como estes navegadores teriam se orientado em dias e noites nublados, sob tempestades ou em algumas regiões do norte, onde as luzes do dia são perpétuas e eles não poderiam ter usado estrelas para navegar. Como ainda não existiam as bússolas, é possível que essas pedras tenham sido importantes na orientação pelo sol.

Um experimento realizado com uma pedra recuperada de um naufrágio do século 16 revela que estes objetos poderiam de fato ter ajudado os Vikings da Noruega na navegação rumo à América do Norte. Os Vikings são conhecidos por viajar grandes extensões de águas abertas e por terem chegado à América do Norte há mais de mil anos.

A Pedra do Sol é citada como ajuda extra na navegação em uma saga islandesa de um marinheiro chamado Sigurd que, frustrado com o tempo, a usou para localizar o sol e definir o curso do navio.

A localização do sol é possível por meio da calcita, pois ela divide os raios de entrada de luz em dois. Com isso, a pedra fica mais clara ou mais escura quando colocada em diferentes polarizações. Os Vikings poderiam ter “calibrado” as pedras em um dia claro. Ao erguer o objeto em direção ao céu, reparam que ele brilhava onde estava o sol. Eles poderiam, então, repetir o truque para localizar o sol, quando este não era mais visível.

De acordo com o estudo da equipe liderada por Guy Ropars, da Universidade de Rennes, a pedra encontrada a bordo de um navio militar Elizabetano tem mesmo propriedades que podem ajudar na localização do sol. Através de uma série de experimentos, ele atestaram que o cristal pode identificar a posição do Sol com uma precisão de um grau em qualquer direção. Antes, contudo, o cristal deve ser calibrado em um dia de sol visível. O estudo também sugere que a Pedra do Sol foi usada por outros navegadores, mais de quatro séculos depois da época dos Vikings.

 

Fonte

 

Journal: Proceedings of the Royal Society A


The Guardian

 

Desmatamento na Amazônia registra aumento em relação ao último mês

Desmatamento na Amazônia registra aumento em relação ao último mês

01 de novembro de 2011


A Amazônia perdeu uma área de 253,8 quilômetros quadrados (km²) de floresta em setembro, segundo dados do Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação ao mesmo mês de setembro do ano passado, quando foram registrados 448 km² de desmate, houve queda de 43%. Na comparação com o mês de agosto, entretanto, houve aumento em relação aos 164 km² de derrubadas regitradas.

O estado com mais desmatamentos, em setembro, foi Mato Grosso, com 110 km². Em seguida está Rondônia, com 49,88 km², e em terceiro, o Pará, com 46,94 km². O estado com menor registro de desmatamento foi Tocantins, com 2,24 km². Segundo o Inpe, as nuvens impossibilitaram o monitoramento de apenas 5% da região.

Fazem parte da região da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão.

Sobre o  Deter

Em operação desde 2004, o Deter é uma ferramenta importante para o suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados diariamente ao Ibama, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

O Deter utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilita detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados por causa da eventual cobertura de nuvens.

 

FONTE

 

Inpe

 

Agência Brasil

 

Bebê filipino é o habitante de número 7 bilhões

Bebê filipino é o habitante de número 7 bilhões

31 de outubro de 2011


A bebê Danica May Camacho entrou para a história como o ser humano de número 7 bilhões da Terra. A pequena veio à luz dois minutos antes da meia-noite, neste domingo, em Manila, nas Filipinas. A menina nasceu com 2,5 quilos, na maternidade José Fabella Memorial Hospital.

Representantes das Nações Unidas presentearam com um bolo os pais da criança, Florante Camacho e Camille Dalura. Danica ganhará uma bolsa de estudos e seus pais receberão um valor em dinheiro para a abertura de uma loja.

Atualmente, dois terços da população mundial estão na Ásia. A China, com 1,350 bilhão de habitantes, é o  mais populoso do mundo. A Índia aparece em seguida, com 1,240 bilhão. Os filipinos estão em 12o. , com 94,9 milhões.

Asteroide 21 Lutetia pode ser um remanescente da criação do Sistema Solar

Asteroide 21 Lutetia pode ser um remanescente da criação do Sistema Solar

30 de outubro de 2011


Um artigo publicado na revista Science traz o resultado de observações recentes do asteroide "21 Lutetia". Segundo um grupo internacional de especialistas, as fotografias tiradas pelo dispositivo ótico Osiris, a bordo da sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), permite estabelecer que este asteroide tem cerca de 4.500 milhões de anos, o que significa que ele data das primeiras fases do Sistema Solar. Para estimar a sua idade, os cientistas se guiaram pelas crateras na superfície, pela distribuição delas em número e tamanho, e pela densidade do asteroide.

Os especialistas concluíram que, em seus primeiros dias, o Lutetia foi atingido por um impacto de grande magnitude que lhe provocou rupturas, mas não chegou a destroçá-lo. Apesar disso, ele não é uma pilha de escombros desprendidos de colisões ou um fragmento de um objeto maior: é um corpo de uma geologia complexa, com uma grande densidade.

Esta descoberta abre uma porta para investigar e conhecer, através do Lutetia, como foram os primeiros estágios da formação do Sistema Solar.

 

FONTE

 

Agencia Sinc

ESA

Science


 

Qual é a previsão dos maias para 2012?

Qual é a previsão dos maias para 2012?

29 de outubro de 2011


A ideia de que os maias profetizaram o fim do mundo para o ano de 2012 é, na realidade, um erro de interpretação. Quem explica isso é o antropólogo Orlando Casares Contreras, do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), do México, no guia do museu que acompanha a grande exposição sobre o legado maia, chamada "A Sociedade e o tempo maia", que está sendo exibida no Museo del Oro, de Bogotá, Colômbia, desde a última quinta-feira. Como explica na seção "Presságios e profecias maias", a era tem 5.125 dias e, ao chegar ao seu fim, o que acontece é que uma nova era se inicia, o que não quer dizer que vá ocorrer desastres, mas sim que os eventos diários, tanto bons como ruins, voltarão a acontecer. Isto tem a ver com a visão do cosmo mais profunda dos maias, segundo a qual, explica Casares, não há lugar para conceber um "fim do mundo", por sua natureza cíclica.

A imponente mostra consiste em 96 peças arqueológicas de grande valor, destacando os conhecimentos avançados em matemática, astronomia e escrita da cultura maia. A exposição permanecerá em Bogotá até fevereiro de 2012, tempo suficiente para se mergulhar nos mistérios e na sabedoria desta cultura ancestral e conhecer como eles viam este mundo que, segundo seus textos, não acaba, simplesmente, entra em uma nova era.

FONTE


El Informador (México)


Presidência do México


INAH

 

Inpe assina acordo com a Nasa para obter dados sobre chuvas

Inpe assina acordo com a Nasa para obter dados sobre chuvas

28 de outubro de 2011


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) assinou com a Nasa um acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites. O acordo foi assinado em São José dos Campos (SP), nesta quinta-feira, e contou com a presença do diretor da agência espacial norte-americana, o astronauta Charles Bolden (foto).

 

O acordo assinado abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.


Além do acordo sobre o GPM, foi assinado outro termo de cooperação, sobre o ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra.
 

Na ocasião, o Inpe ainda apresentou uma proposta de cooperação com a Nasa para o projeto do satélite Flora, que poderá analisar características químicas e físicas da vegetação. A expectativa brasileira é que esse acordo possa ser assinado em fevereiro.


Esta foi a primeira visita de Charles Bolden ao Brasil. Sua vinda é um desdobramento da visita do presidente Barack Obama, em março, para identificar parcerias entre Estados Unidos e Brasil na área espacial.

 

Fonte

 

Inpe

 

Documento secreto do século 18 é finalmente decifrado

Documento secreto do século 18 é finalmente decifrado

27 de outubro de 2011


Cientistas suecos e norte-americanos conseguiram decifrar o "Cifra Copiale", um manuscrito alemão de dois séculos e meio de idade. Um programa para a tradução do documento foi criado pelo pesquisador Kevin Knight, da Universidade da Califórnia do Sul, que faz parte da equipe internacional que estuda o manuscrito secreto de 105 páginas. O documento foi encontrado em Berlim Oriental, depois da Guerra Fria, e estava em uma coleção particular.

O Cifra Copiale foi escrito por uma estranha sociedade secreta alemã que coloca ali sua ideologia e seus rituais. Do conteúdo traduzido, verifica-se uma forte obsessão com a cirurgia ocular e a oftalmologia.

Knight e seus colegas Beata Megyesi e Christiane Schaefer, da Universidade de Upsala, na Suécia, digitalizaram o texto e usaram um programa de computador, criado por Knight, para ajudar a quantificar a ocorrência de certos símbolos e outros padrões de escrita. Graças à técnica de tradução estatística, a mensagem, composta por uma mistura de caracteres romanos e gregos com símbolos desconhecidos, pôde ser decodificada.

Em primeiro lugar, os pesquisadores perceberam que tinham de deixar de lado os caracteres gregos e romanos (que estão intercalados no texto como o objetivo de confundir o leitor) e se dedicaram aos símbolos desconhecidos. Uma vez decodificadas as primeiras expressões, como "cerimônia de iniciação", puderam passar o texto completo para uma versão legível. No site dos pesquisadores, no link no final deste texto, você pode ler a versão em inglês do manuscrito.

Encorajados pelo sucesso do Cifra Copiale, os especialistas planejam fazer o mesmo com outros textos criptografados famosos, como o manuscrito Voynich, o maior desafio ainda sem solução da criptografia de textos antigos.


Fonte

 

Leia o documento na íntegra

 

EuropaPress


 

Encontrado morto o último rinoceronte de Java, do Vietnã

Encontrado morto o último rinoceronte de Java, do Vietnã

26 de outubro de 2011


A triste notícia vem do Vietnã, onde vivia o último exemplar desta subespécie ameaçada de extinção. O animal foi encontrado morto, com tiros em seus pés e sem seu chifre. Membros do WWF e da Fundação Internacional pelos Rinocerontes atribuíram o fato a caçadores clandestinos, responsáveis por grande parte das matanças dos últimos rinocerontes de Java, do Vietnã, durante as últimas décadas. O chifre deste rinoceronte é muito utilizado pela medicina tradicional chinesa, por isso chega a custar aproximadamente US$ 30 mil no mercado negro.

O rinoceronte de Java tem, ou tinha, três subespécies: o Rhinoceros Sondaicus Inermes, habitante do norte da Índia, extinta há anos, o agora extinto R. Sondaicus Annamiticus, do Vietnã, único no território da Ásia Continental, e o R. Sondaicus Sondaicus, dos quais existem atualmente cerca de 50 exemplares em uma ilha na Indonésia.

Vários grupos de proteção estão trabalhando para evitar que estes últimos rinocerontes tenham o mesmo fim por meio do Programa de Espécies de Grande Mekong. O governo da Indonésia, inclusive,  anunciou um plano para trasladar alguns destes últimos rinocerontes de Java para uma região especialmente protegida, tanto dos caçadores como de possíveis epidemias.

 

Fonte

Saving Rhinos

 

Telescópio Vista encontra dois novos aglomerados globulares

Telescópio Vista encontra dois novos aglomerados globulares

25 de outubro de 2011


O telescópio Vista, do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado em Paranal, no Chile, forneceu as imagens que permitiram descobrir dois novos aglomerados globulares, que se somam aos 158 encontrados até agora na Via Láctea.

 

A descoberta foi o resultado do plano de sondagem de Variáveis na Via Láctea (VVV), que estuda suas partes centrais com luz infravermelha, sob o comando de Dante Minniti (Universidade Católica do Chile) e Philip Lucas (Universidade de Hertfordshire, Inglaterra).

A segunda descoberta ocorrida nesta ocasião, chamada de VVV CL002, tem, além disso, a característica de ser um aglomerado globular mais próximo ao centro da Via Láctea se comparado aos que já são conhecidos. Estes aglomerados são fracos por causa da absorção e do avermelhamento da luz estelar pela poeira interestelar. Eles ficam mais densos à medida que a observação se aproxima do centro da galáxia. É por isso que podem ser detectados apenas com luz infravermelha, o que torna o Vista, o maior telescópio de sondagem do mundo, a ferramenta ideal para sua descoberta.

Um aglomerado globular tem formato aparentemente esférico e seu interior é muito denso e rico em estrelas antigas. Ele pode ser formado por até um milhão de estrelas, que são mantidas juntas pela força da gravidade. A maioria desses aglomerados tem aproximadamente 13 bilhões de anos e contêm algumas das mais estrelas mais antigas já registradas.

 

FONTE

 

ESO

Descoberta nova espécie de perereca em Minas Gerais

Descoberta nova espécie de perereca em Minas Gerais

24 de outubro de 2011


Uma nova espécie de perereca está sendo investigada na parte alta do Pico do Itambé, na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. O animal foi encontrado acima de 1900m, apenas em bromélias. A espécie se desenvolve no reservatório central dessa planta, onde é possível reter água mesmo durante a estação seca. No pico, de acordo com a bióloga Izabela Barata, não há muita água e, mesmo no período de seca, a bromélia serve como um refúgio para muitas espécies que são dependentes de água.

 

"Estas bromélias proporcionam um ambiente favorável para desenvolvimento, alimentação, reprodução das espécies. Encontramos muitos invertebrados dentro desta mesma bromélia, que podem estar usando (a planta) com o mesmo objetivo: a disponibilidade de um recurso limitado (a água), localmente (no pico)”

 

Em entrevista por e-mail, concedida ao site do History Channel Brasil, Izabela disse que a afirmação de que a perereca realmente se trata de uma nova espécie ocorreu rapidamente. “Registramos a espécie a primeira vez em janeiro deste ano, e, desde lá, venho tentando identificar a espécie com a ajuda de outros pesquisadores, que são taxonomistas. Em setembro, durante uma reunião com pesquisadores, concluímos que era realmente uma espécie nova, e que seria necessário coletar mais informações”.

 

Como a nova espécie ainda requer mais investigações, ela ainda não tem um nome científico definido. Quando isso acontecer, a bióloga sugere que a perereca possa receber uma identificação que homenageie o local da descoberta. Segundo Izabela, é necessário ainda estudar características do animal, como o seu canto.

 

“A prioridade é fazer a descrição da espécie e agora precisamos ter mais informações. Já coletamos machos e fêmeas, o que é ideal, porque podemos descrever com mais detalhes e apontar diferenças morfológicas entre sexos. Precisamos de informações sobre os girinos e o canto, porque são informações complementares. Cada espécie tem vocalização e girino específicos, ou seja, se escuto um bicho cantando, posso saber apenas pelo canto quem ele é. Da mesma maneira quando encontro um girino, posso até não ver o adulto, mas o girino valida a presença da espécie na área. Enquanto isso, temos que estudar sobre espécies que são semelhantes, para poder fazer uma classificação certa e saber o gênero e a família a qual ela pertence. Ainda não temos nome científico definido, mas podemos fazer uma homenagem ao lugar de ocorrência, por exemplo”, disse Izabela.

 

A descoberta da nova espécie de perereca faz parte de um programa de pesquisa, um convênio entre o Instituto Biotrópicos e o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. O objetivo específico não é o de registrar novas espécies, mas, sim, avaliar a riqueza de espécies em relação ao gradiente altitudinal. O projeto se encerra em dezembro, e, de acordo com Izabel, “infelizmente, não tem previsão para ser renovado”.

 

Fontes

 

Instituto Biotrópicos

 

Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais

 

Satélites Galileo dão o primeiro passo para versão europeia do GPS

Satélites Galileo dão o primeiro passo para versão europeia do GPS

22 de outubro de 2011


Após o adiamento de um dia por problemas técnicos, foram lançados com sucesso os dois primeiros satélites Galileo. Eles foram ao espaço nesta sexta-feira a bordo do foguete russo Soyuz, que decolou da Base Espacial Europeia, na Guiana Francesa. É o primeiro passo de um ambicioso projeto da Agência Espacial Europeia (ESA) para implantar uma constelação de 30 satélites que operarão em conjunto para gerar um sistema de navegação global, uma espécie de GPS europeu. Apesar de ser independente, o sistema funcionará de forma compatível e complementar com a sua versão norte-americana.

No próximo ano será lançado o segundo par de satélites, quando poderá ser verificado o funcionamento do projeto. O chamado Sistema Global de Navegação por Satélite Galileo funcionará  sob controle civil e oferecerá aos usuários um serviço avançado de posicionamento.

Será de grande utilidade em áreas como transportes, telecomunicações e energia, prestará serviços especiais para o setor aduaneiro e de proteção civil e contará com a nova opção de "busca e salvamento", com a qual uma pessoa pode lançar um alarme, se estiver em perigo, e receber a confirmação de que a equipe de resgate recebeu a sua chamada. Galileo atingirá o seu desempenho total, com os 30 satélites operacionais, em 2020.

A importância deste lançamento é reforçada por ser a primeira vez que o lendário foguete Soyuz é lançado de uma base fora da Rússia ou do Cazaquistão. A partir de agora, a Soyuz também irá partir da Base Espacial Europeia, o que abre um capítulo na história da vida no espaço.

Fonte:

European Space Agency

mumia-retrato-noticia-history-channel-brasil

Retratos de múmias de 2 mil anos serão expostos na Inglaterra

21 de outubro de 2011


O museu Ashmolean, de Oxford, na Inglaterra, vai exibir no próximo mês o retrato restaurado de três múmias, sendo uma mulher, de aproximadamente dois mil anos. Eles, provavelmente, eram membros de um misterioso grupo chamado de "6475". O retrato mais antigo, em linho, é de uma jovem mulher que data de 55-70 a.C, escavado por Flinders Petrie - o fundador da egiptologia no Reino Unido - nos cemitérios romanos de Hawara no Fayum, a sudoeste de Cairo, em 1911. Os retratos dos dois homens datam de cerca de 100 anos depois. Na época, Petrie tinha que fazer algum tipo de conservação imediata, então optou por derramar parafina derretida em banho-maria sobre os retratos que encontrou.

Nos detalhes do retrato da mulher, que teria vivido durante o tempo de Nero, é possível perceber que ela tem pele pálida, então não era alguém que trabalhava sob o sol todos os dias. Ela foi pintada com brincos com bolas douradas, um colar de ouro, uma bandana vermelha com pérolas penduradas e um manto de cor púrpura sobre os ombros. Os homens usam túnicas brancas com listras vermelhas. Ainda não se sabe se os retratos foram feitos quando as pessoas estavam vivas ou depois de mortas, como parte do processo de mumificação de 70 dias.

Acredita-se que as pessoas nos retratos eram os descendentes diretos dos colonizadores originais de Fayum, que eram soldados mercenários gregos que lutaram pela dinastia Ptolomaica que governou o Egito. Eles receberam a terra e adotaram a vida egípcia. Sua linhagem importa porque, quando os romanos conquistaram o Egito, os egípcios pagavam tributos mais altos do que os gregos em locais como Alexandria. Então, as pessoas em Fayum conseguiram obter um “desconto” argumentando que eles também eram gregos. A comunidade em Fayum se chamavam de 6475, pois suspeita-se que este era o número de descendentes de sobreviventes ou o número de pessoas que lá foram assentados em primeiro lugar.


Fontes

The Guardian

Ashmolean Museum
 

Biografia revela que Van Gogh não teria se matado - The History Channel Brasil

Biografia revela que Van Gogh não teria se matado

20 de outubro de 2011


Uma biografia extensa e completa do genial artista holandês Vincent Van Gogh, publicada recentemente na Grã-Bretanha, revela que o pintor não teria cometido suicídio, hipótese mais conhecida e aceita sobre sua morte em 1890. Steven Naifeh e Gregory White Smith, autores da biografia “Van Gogh: The Life”, são especialistas em história da arte e estudiosos de Direito que combinaram seus conhecimentos para fazer um longo e árduo trabalho que oferecesse uma pesquisa esclarecedora sobre a vida e a morte do rebelde pintor.


Os dois explicam que, no dia de sua morte, em 29 de julho, Van Gogh levava consigo seu equipamento de pintura, e, ao contrário, não tinha nenhuma arma. Sempre se argumentou que ele havia comprado uma arma para espantar os corvos dos campos de trigo, mas os autores explicam que não existem corvos em julho nesses campos. Além disso, de acordo com Naifeh e Smith, o pintor amava e conhecia profundamente os pássaros para tomar tal precaução. Na época, Van Gogh havia saído do manicômio fazia apenas dois meses e essa não era uma de suas piores fases psíquicas.


Então, o que teria acontecido no fatídico dia? A resposta envolve os irmãos René e Gastón Secrétan, de 16 e 18 anos, amigos do pintor. René, o menos próximo do artista, gostava de caçar, e sempre carregava sua pistola calibre .380. Costumava se vestir de cowboy e era o responsável, entre outras coisas, de recrutar prostitutas para animar as reuniões entre eles. Esta hipótese ganhou força na pesquisa dos autores depois de uma entrevista de René Secrétan, em 1956, na qual, apesar de não confessar nada, dá a impressão de sentir muita culpa.


Ainda que os pesquisadores não tenham as provas para fazer qualquer afirmação precisa, consideram provável que Van Gogh tenha saído nesse dia em direção aos campos de trigo com a intenção de pintar, encontrou os irmãos Secrétan e, depois de algum incidente que nunca conheceremos, um tiro tenha acabado com sua vida, aos 43 anos.


Além de tentar desvendar os mistérios da morte do pintor, a biografia de 900 páginas lança luz sobre a vida de uma das personalidades mais importantes da história das artes plásticas.

Nasa fecha acordo e

Nasa fecha acordo e "freta" nave espacial da Virgin Galactic para experimentos no espaço suborbital

19 de outubro de 2011


A Nasa fechou um acordo com a Virgin Galactic para “fretar” até três voos na nova nave da empresa espacial privada, a SpaceShip 2, pelo valor de até US $ 4,5 milhões . Com isso, a agência norte-americana espera realizar experimentos no espaço suborbital da Terra. De início, a Nasa deverá fazer apenas um voo, com opção de outros dois. Cada missão da Nasa poderá levar até 600 quilos de equipamento por voo experimental. A Virgin Galactic irá fornecer um engenheiro de teste para em cada voo para monitorar e interagir com os experimentos. As datas dos voos não foram anunciadas.


Fora os experimentos científicos, a Virgin Galactic também aposta no turismo espacial. A empresa já recebeu US$ 58 milhões em depósitos dos 455 futuros turistas. Cada passagem para viagem, que durará duas horas e meia, custa US$ 200 mil (R$ 340 mil).


"Estamos muito animados em trabalhar com a Nasa para fornecer à comunidade científica esta oportunidade de realizar experimentos no espaço", disse George Whitesides, presidente e CEO da Virgin Galactic.


"Uma enorme gama de disciplinas podem se beneficiar do acesso ao espaço, mas, historicamente, as oportunidades de pesquisas têm sido raras e caras. Na Virgin Galactic estamos totalmente dedicados ao acesso ao espaço, tanto para turistas e astronautas como para pesquisadores”, completou.

FONTE:
Virgin Galactic

GLORIA: a primeira rede de telescópios ao alcance de todos - The History Channel Brasil

GLORIA: a primeira rede de telescópios ao alcance de todos

18 de outubro de 2011


Esta rede terá dezessete telescópios robóticos para uso livre e gratuito para qualquer cidadão do mundo que queira observar e investigar o espaço através da Internet. A rede, chamada GLORIA (Global Robotic-telescopes Intelligent Array), é um projeto europeu de ciência cidadã conduzido pela Faculdade de Informática da Universidade Politécnica de Madri (FIUPM), que permitirá que qualquer astrônomo, profissional ou amador, possa trabalhar usando tanto os telescópios como os dados já coletados por outros observadores e armazenados em bases de dados públicas. Os usuários irão utilizar este grande observatório de modo remoto através do software Cíclope Astro, com o qual poderão controlar telescópios, câmeras e cúpulas como desejarem.
O primeiro telescópio robótico estará disponível dentro de um ano a partir de agora. Logo se juntará à iniciativa um projeto da Universidade de Oxford, também aberto aos usuários, para a classificação de galáxias.

Assim, a rede Gloria nasce com o objetivo de aproximar as ferramentas de trabalho astronômico de todos aqueles que estejam interessados​​, e ao mesmo tempo aproveitar a sua colaboração para aprofundar a qualidade das pesquisas, dando lugar a um projeto de inteligência coletiva de grande magnitude.

Fonte:
FIUPM

Objetos de 100 mil anos apontam que homem moderno surgiu antes do imaginado - The History Channel Brasil

Objetos de 100 mil anos apontam que homem moderno surgiu antes do imaginado

Objetos de 100 mil anos apontam que homem moderno surgiu antes do imaginado


Pigmentos de cor primária, recipientes naturais de pintura, pedras para moer e espátulas para misturar a tinta e, talvez, até criar cores novas... tudo isso foi desenterrado por uma equipe de arqueólogos na gruta de Blombos, no litoral da África do Sul. Um achado de nada menos que 100 mil anos de idade. Segundo o artigo assinado pelos pesquisadores e publicado pela revista Science, esta descoberta é uma prova de que nossos antepassados tinham pensamentos complexos, como os atuais. É, segundo o diretor do trabalho, Christopher Henshilwood, professor da Universidade de Witwatersrand, de Johannesburgo, uma mostra de como o “Homo Sapiens, similar a nós, se transformou no homem moderno”, muito antes do que pensávamos. A fabricação de tintas de modo sistemático para a elaboração de obras de arte, o grande planejamento que isto implica, fornece indícios de que os antigos habitantes de Blombos eram capazes de simbolizar. Este novo precedente é decisivo para entender quando e onde se localiza a origem do ser humano moderno tal como o conhecemos. As pinturas encontradas na Europa, de 35 mil anos de idade, já não são suficientes para medir o início do ser humano trabalhando em sociedade, com marcas de identidade e comunicando-se com linguagem complexa. A exploração de nosso passado continua em aberto, mas na África do Sul foi dado um novo passo para a compreensão da história humana.

Estudo aponta que Tiranossauro rex era 30% mais pesado - The History Channel Brasil

Estudo aponta que Tiranossauro rex era 30% mais pesado

15 de outubro de 2011


Um estudo divulgado na última semana aponta que o Tyrannosaurus rex cresceu duas vezes mais rápido e também era 30% mais pesado do que se imaginava. Por conta da sua massa corpórea robusta, o dinossauro perdia velocidade na locomoção. Esta foi a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores do The Royal Veterinary College, de Hertfordshire, e da Universidade de  Liverpool, ambos da Inglaterra, juntamente com o Museu Field de História Natural, de Chicago, nos Estados Unidos.

Para simular o desenvolvimento do T. rex foi usado um scanner de alta precisão com laser 3-D que fez varreduras nos esqueletos reais dos dinossauros. Entre os fósseis utilizados na pesquisa, está o famoso tiranossauro rex Sue, o maior e mais completo do mundo, exposto no Museu Field.

Segundo o estudo, Sue pesava mais de nove toneladas na fase adulta, ou seja, 30% a mais do que anteriormente era estimado pelos cientistas. As análises também mostraram que ele teve uma fase de crescimento acelerada, ganhando 1,790 tonelada por ano quando “adolescente”, mais que o dobro do que era então pensado.

Por conta do seu peso, o estudo também concluiu que a locomoção do T. rex era mais lenta. Isto ocorreu porque o torso ficou mais longo e pesado, enquanto seus membros eram curtos e mais leves, o que trouxe o centro de equilíbrio do animal para frente. Assim, o tiranossauro não seria o mais rápido animal terrestre. O estudo confirma o relativo consenso dos pesquisadores de que grandes tiranossauros poderiam atingir picos de velocidade entre 16 km/h e 40km/h durante uma corrida.

O estudo é intitulado "Uma análise computacional de dimensões dos membros e do corpo em Tyrannosaurus rex, com implicações para a locomoção, ontogenia e crescimento" e foi publicado no no jornal online PLoS One.

Fontes
Museu Field

PLoS One

Expedição quer desbravar lago da Antártida “escondido” há 125 mil anos - The History Channel Brasil

Expedição quer desbravar lago da Antártida “escondido” há 125 mil anos

14 de Outubro de 2011


Uma expedição do Reino Unido escavará e atravessará mais de três quilômetros de gelo para obter, pela primeira vez, amostras do lago subglacial de Ellsworth, um dos lugares mais remotos e hostis do planeta. Localizado no oeste da Antártida, ele está separado do mundo exterior há pelo menos 125 mil anos. A camada de gelo que cobre o lago, um dos 387 que existem no subterrâneo da Antártida, segurou o calor geotérmico da Terra, impedindo o congelamento da água subterrânea.

Este projeto ambicioso custará US$ 10 milhões e utilizará 70 toneladas de equipamentos para revelar formas de vida desconhecidas até o momento, obter informações sobre as mudanças climáticas e conhecer a história natural do território antártico. A previsão é que um primeiro grupo de engenheiros viaje à Antártica esta semana.

Segundo a Natural Environment Research Council, da Grã Bretanha, entidade que financia o projeto, a exploração subglacial pode ajudar os cientistas no planejamento de missões espaciais, como é o caso de Europa, uma das luas de Júpiter, que teria um oceano sob uma grossa camada de gelo.

Chegar ao fundo do lago submerso exigirá bastante técnica e será uma tarefa arriscada. Primeiro, uma broca lançará água a temperatura de 97ºC para perfurar o gelo, o que formará um orifício de 36 centímetros de diâmetro e três quilômetros de profundidade. Uma vez obtido este acesso, os cientistas terão 24 horas para retirar amostras de água e de sedimentos do lago, antes que o buraco comece a fechar. Pelo acesso, será inserida uma sonda de cinco quilômetros, que levará 24 recipientes para o recolhimento de amostras e também uma câmera de vídeo de alta definição.

O duro trabalho deverá ser recompensado com muitas descobertas, acreditam os pesquisadores. Se tudo sair bem, um ambiente totalmente desconhecido até hoje será revelado por meio de imagens e fragmentos de um mundo gelado e submerso, que poderá trazer mais surpresas do que qualquer outro mundo distante.

Créditos foto - Lake Ellsworth Project

Artigos Relacionados:
Lake Ellsworth Project

Baleia primitiva mais antiga do mundo é encontrada na Antártica - The History Channel Brasil

Baleia primitiva mais antiga do mundo é encontrada na Antártica

13 de outubro de 2011


Pesquisadores do Instituto Antártico Argentino encontram restos da baleia primitiva mais antiga do mundo. Trata-se do "arqueoceto", que teria existido há aproximadamente 49 milhões de anos. O achado aconteceu durante uma expedição à Ilha Seymour (ou Marambio), próxima do mar de Weddell, no noroeste da península.

Segundo o diretor do Instituto, Mariano Mémolli, à agência DyN, o cetáceo "não apenas é o fóssil mais antigo do mundo de uma baleira primitiva, como também é o primeiro localizado na Antártida".

A descoberta é de autoria dos paleontólogos argentinos Cláudia Tambussi e Marcelo Reguero e dos suecos Thomas Mörs e Jonas Hagström, do Museu Sueco de História Natural de Estocolmo. A importância da descoberta foi destaque na mostra Tecnópolis, na Villa Martelli, na Argentina.

De acordo com o pesquisador Marcelo Reguero, o cetáceo de quase 50 milhões de anos "é antecessor das baleias, orcas e golfinhos que passaram a ser semiaquáticos", disse à agência DyN.

O fóssil seria da época em que a "Antártida estava ligada à América do Sul", completou o Reguero, que afirmou ainda que o cetáceo tinha "uma capacidade de nadar que lhe permitia percorrer grandes distâncias pelo mar".

Dentre os achados, o mais importante foi a mandíbula, com dentes multidenticulados. O objeto está passando pela parte final de um processo de restauração.

Vale lembrar que durante esta mesma expedição, realizada no verão, outro grupo de paleontólogos que trabalhavam na Antártida Argentina, em Caleta Santa Marta, na Ilha James Ross, extraiu pela primeira vez do local restos de um dinossauro sauropodomorfo, que se caracterizava pelo longo pescoço e uma pequena cabeça.

ARTIGO RELACIONADO
UOL

O grande monstro marinho em seu esconderijo - The History Channel Brasil

O grande monstro marinho em seu esconderijo

11 de outubro de 2011


Habitante dos oceanos do Triássico, há 200 milhões de anos, esta criatura colossal marinha era similar a um polvo ou lula gigante, e tinha mais de 30 metros de comprimento. Apesar de não encontrarem fósseis de seu corpo que comprovem definitivamente a sua existência, para Marc McMenamin, do Mount Holyoke College (Massachusetts), diretor do grupo de antropólogos que conduziu a pesquisa, existem indícios suficientes para afirmar que este animal realmente existiu. O que suporta esta hipótese é a descoberta do local onde teria vivido o gigante marinho. Ali foram encontrados numerosos restos de ictiossauros, dinossauros que até agora se acreditava terem sido os verdadeiros "reis dos mares" em sua época. Entretanto, os ossos quebrados de ictiossauros em um enorme buraco mostram que eles foram vítimas do polvo gigante. A disposição dos restos das vítimas nas escavações Berlin Icthyosaur State Park, de Nevada, permitem reconstituir a história distante e profunda: depois de batalhas aquáticas infernais, o gigante afogava os ictiossauros e depois lhes quebrava o pescoço, para os levar a seu esconderijo. As marcas dos enormes tentáculos persistem nos ossos dos ictiossauros encontrados. É lógico que não foram encontrados fósseis do monstro já que seu corpo era macio (como os corpos de seus descendentes: as lulas), e por isso se decompunham com facilidade logo após sua morte. Mas ficaram as marcas de suas façanhas, cujas dimensões são quase inimagináveis.

ARTIGO RELACIONADO
ABC (Espanha)

Quase 100 anos depois, fotos de expedição ao Pólo Sul são publicadas - Créditos: Guardian e Little, Brown Book Group

Quase 100 anos depois, fotos de expedição ao Pólo Sul são publicadas

10 de outubro de 2011


Após quase 100 anos fora do alcance do público, as fotos da capitão Scott de sua expedição inglesa para o Pólo Sul deixaram uma caixa de papelão para rechear as páginas do livro “The Lost Photographs of Captain Scott” (ou, "As fotografias perdidas do Capitão Scott", em uma tradução livre), lançado neste mês de outubro.

Robert Falcon Scott e seus companheiros morreram de frio e de fome durante a expedição Terra Nova, em janeiro de 1912. Seus corpos só foram encontrados em novembro e, desde então, teve início um imbróglio por conta dos direitos autoriais das imagens captadas por Scott.

Dois anos após a Terra Nova, as milhares de fotografias da expedição foram devolvidas ao fotógrafo oficial, Herbert Ponting. O filme de nitrato da coleção se desintegrou, mas um conjunto de positivos impressos por Ponting sobreviveu, armazenados em uma caixa de papelão. Depois da morte de Ponting, em 1935, as imagens foram compradas por uma agência comercial.

Em 2001, as fotografias foram adquiridas em um leilão em Nova York pelo norte-americano Scott Richard Kossow, que trabalha com livros antigos em Londres. Kossow, posteriormente, conheceu David M. Wilson, historiador polar e sobrinho de Edward Wilson, que morreu com Scott. A dupla colaborou para o livro com a fotos capitão Scott, de autoria de Wilson.

Em 1910 e 1911, Scott lutou para angariar fundos e apoio público para o empreendimento Terra Nova, que tinha como objetivo vencer a “corrida" ao Pólo Sul - “vencida” pela equipe norueguesa de Roald Amundsen. Ciente da necessidade de registrar de maneira profissional a expedição, o explorador inglês recrutou Ponting que, para fotografar, recebeu um salário mais alto do que qualquer um dos cientistas.

As imagens deslumbrantes de Ponting tornaram-se ícones da Antártida. Contudo, o fotógrafo não conseguiu seguir com a expedição até o fim por causa de sua condição física e também porque o seu equipamento era muito pesado. Durante a aventura, ele ensinou noções de fotografia para Scott.

De volta à cabana de expedição, o fotógrafo revelou o ​último rolo de filme de Scott. Ponting ficou entusiasmado com a qualidade das imagens do capitão, que, na verdade, nunca mais iria ver as fotos. "Deixe o capitão ver essas fotos quando voltar", teria dito Ponting a um outro membro da equipe e emendado em seguida: "Ele vai amar as fotos”.

ARTIGO RELACIONADO
The Guardian

Instituto Butantan testará vacina contra coqueluche para bebês com menos de seis meses

Instituto Butantan testará vacina contra coqueluche para bebês com menos de seis meses

08 de outubro de 2011


O Instituto Butantan testará uma nova vacina contra coqueluche, especifica para bebês menores de seis meses de idade. Após bons resultados com experimentos realizados com camundongos, os testes em seres humanos devem começar até 2013, de acordo com informações divulgadas pelo Instituto. Não há ainda estimativa para a produção da vacina. Desta forma, é importante que as crianças continuem sendo vacinadas com a vacina atual que garante uma boa imunização.

Atualmente, a vacina contra coqueluche é distribuída gratuitamente em postos de saúde. A vacinação ocorre em três doses (aos dois, quatro e seis meses de idade) e há mais duas doses de reforço, uma aos 18 meses e outra aos cinco anos de idade, garantindo a imunização por até dez anos.

Segundo pesquisadores do Instituto, a vacina distribuída atualmente contém a bactéria responsável pela coqueluche, a Bordetella, na forma inativada. A vacina atual utiliza a bactéria morta que, ao ser aplicada, desperta o sistema imunológico, produzindo anticorpos capazes de destruir a bactéria ativa. Este processo não ocorre de forma eficiente em crianças com menos de seis meses.

O novo produto, em vez de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos, age através da imunidade celular, ou seja, por meio de células produzidas pelo sistema de defesa. Para obter esta nova vacina, foi criada um nova linhagem da bactéria da tuberculose, que produz também uma proteína da Bordetella, que promove o reconhecimento e o combate imunológico da tuberculose e também da coqueluche.

Casos de coqueluche aumentaram no Brasil

A coqueluche ou Pertussis, também conhecida como tosse comprida, é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório, podendo causar pneumonias, convulsões e que pode matar. O número de casos confirmados de coqueluche no Brasil dobrou no primeiro semestre deste ano em comparação a todo o ano de 2010. Até agosto, foram registrados 583 casos, contra 291 no ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde. São Paulo foi um dos estados com maior registro de casos da doença, passando de 176, em 2010, para 183 casos, em 2011. As crianças são o grupo mais suscetível à coqueluche.

Apesar do aumento de casos, o ministério nega um surto da doença. De acordo com o governo federal, a cada cinco anos, ocorre uma elevação no número e, depois, eles voltam a cair. A sazonalidade está relacionada ao percentual de cobertura vacinal das crianças a cada ano, já que estima-se que 5% das crianças deixam de ser vacinadas e, com o tempo, ocorre um acúmulo de pequenos sem proteção.

O calendário prevê a vacina contra a coqueluche junto com a de difteria e tétano, a partir dos 2 meses de idade até os 7 anos de idade e protege por quase uma década. Não há previsão de vacinação para adultos.

Sintomas e transmissão

Na fase adulta, a coqueluche se manifesta de forma leve e, muitas vezes, é confundida com outras doenças. Por isso, os adultos podem transmiti-la às crianças sem saber. Na infância, principalmente entre os menores de um ano de idade, há maior risco de complicações, como o desenvolvimento de pneumonia. A coqueluche atinge o sistema respiratório provocando acessos de tosse em uma única respiração, conhecida como tosse comprida. Outros sintomas são dificuldade de respirar e vômitos pós-tosse. A doença é transmitida ao falar, tossir ou espirrar.

ARTIGO RELACIONADO
Instituto Butantan

A morte do grande Steve Jobs

A morte do grande Steve Jobs


Esta semana o mundo da tecnologia e da comunicação, desde especialistas até usuários, ficou comovido pela morte do mítico fundador da Apple. Sua morte nos fez conhecer mais sobre este personagem, chave importante nos progressos tecnológicos das últimas décadas, considerado um inventor brilhante, e ao mesmo tempo uma espécie de guru que ganhou o carinho de milhares de pessoas ao redor do mundo por seu discurso a respeito da vida no mundo atual.

Steven Paul Jobs nasceu em 24 de fevereiro de 1955 em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos. Durante o ensino médio, Jobs começou a visitar a empresa Hewlett Packard, em Palo Alto, para assistir às conferências que se realizavam depois do horário escolar e não demorou muito tempo para se tornar um empregado. Lá ele conheceu Stephen Wozniak, com quem fundaria em 1976 a empresa Apple Computer, que funcionou originalmente na garagem da família Jobs. Em 1977 desenvolveram o modelo de computador Apple II, que foi uma verdadeira revolução no mercado de eletrônicos. Em 1984 a Apple lançou no mercado o computador Macintosh, equipado com o revolucionário mouse e um sistema operacional baseado em gráficos, o que representou o primeiro computador pessoal fácil de usar por qualquer usuário, muito além de seus conhecimentos. Apesar do sucesso, os problemas entre a cúpula administrativa da Apple levaram Steve Jobs a demitir-se para iniciar uma nova empresa que ele chamou de NextStep. Focando diretamente a indústria eletrônica de entretenimento, Steve Jobs comprou a divisão da Lucas Film e em 1986 nascia os Estúdios Pixar, outra empresa revolucionária, desta vez na indústria cinematográfica. Em 1996, a Apple, golpeada pela concorrência com a Microsoft, comprou a NextStep, e Jobs voltou à empresa que ele mesmo criou, desta vez como assessor e, por escolha própria, sem nenhuma remuneração. Em 1997, assumiu a liderança da Apple, e desde então, com realizações como o iMac e o iPhone, reposicionou a Apple como uma das principais empresas do mundo.

Grande buraco na camada de ozônio no Ártico

Grande buraco na camada de ozônio no Ártico

06 de outubro de 2011


O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA detectou que o buraco na camada de ozônio no Ártico teve um crescimento inesperado, a ponto de ser comparável, pela primeira vez, com o que existe na Antártida. De acordo com artigo publicado na revista Nature, a partir de uma investigação liderada pela cientista Gloria Manney, a observação de satélites realizada durante o ano passado, indicou um desgaste alarmante na barreira que protege a Terra dos raios ultravioleta, principalmente na região do Ártico. Lá, a lesão da camada é evidente, a uma altura entre 18 e 20 km, e é de tal magnitude que, pela primeira vez, se pode falar em "buraco". Uma das hipóteses sobre a causa deste fenômeno aponta para o frio extremo que atingiu por duas semanas a região da Europa Oriental.

A deterioração da camada de ozônio vem da emissão de moléculas de gás que quebram as moléculas de ozônio (compostas por três átomos de oxigênio). Esta nova descoberta acentua o alarme sobre os efeitos que as práticas humanas vêm tendo há anos sobre a habitabilidade da Terra. Espera-se que em um futuro próximo, o enorme investimento técnico utilizado para descobrir e fazer advertências sobre essas tendências, seja acompanhado por práticas que ajudem o mundo humano a percorrer um caminho inverso ao que tem percorrido.

ARTIGO RELACIONADO
NASA
NATURE

Nobel de Física para os descobridores da aceleração do universo

Nobel de Física para os descobridores da aceleração do universo

06 de outubro de 2011


O mais prestigiado e tradicional prêmio no campo da física foi este ano para três norte-americanos que descobriram que a expansão do Universo está se acelerando. Adam Riess, Saul Perlmutter e Brian Schmidt trabalham há mais de 10 anos nesta pesquisa através de observações cosmológicas que, embora ainda não lhes tenha permitido explicar a causa do fenômeno, possibilitou que comprovassem a sua veracidade. Vozes do campo da ciência dão como explicação a constante cosmológica de Einstein (que havia sido até considerada errada por ele mesmo), e atribuem a causa à misteriosa "energia escura", um dos grandes enigmas atuais da física astronômica, e que representa 72% da composição do cosmos. Esta descoberta estranha e memorável foi realizada simultaneamente por duas equipes, uma liderada por Perlmutter e outra por Schmidt. Ao receber o prêmio, Perlmutter destacou acima de tudo o trabalho em equipe, deixando claro que, entre ambas as equipes que participaram nesta descoberta, trabalharam coordenadamente 130 especialistas. E os três cientistas foram unânimes ao definir que este prêmio, mais que um reconhecimento pessoal, é uma celebração da ciência astronômica. Vamos nos unir a esta celebração, por uma descoberta decisiva quando se pensa sobre o futuro de nosso universo.
 

ARTIGO RELACIONADO
UOL

ALMA começa a desvendar os segredos do cosmos

5 de outubro de 2011


Começou a funcionar oficialmente, no deserto do Atacama no norte do Chile, o observatório astronômico mais complexo do mundo: o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). Embora ainda esteja em fase de construção (conta com um terço das 66 antenas previstas, dispostas a 5.000 metros de altura) já fez sua primeira imagem. Para o diretor-geral do Observatório Europeu Austral, principal sócio no projeto ALMA, "estamos vivendo um momento histórico para a ciência, especialmente para a astronomia, e talvez também para a humanidade, já que começamos a utilizar o maior observatório construído até agora. "A potência e a sofisticação do ALMA são sem precedentes: é capaz de revelar partes do universo que não podem ser captadas por telescópios ópticos ou infravermelhos. Para a primeira fase de observações, chamada de Ciência Inicial, foram selecionados, com base em seus méritos, 100 cientistas dos 900 que se apresentaram com propostas para explorar horas de observação.
Estima-se que até 2013 estarão funcionando em conjunto as 66 antenas ultraprecisas, localizadas em um raio de 16 quilômetros , e interligados por um supercomputador capaz de realizar 17.000 trilhões de operações por segundo.
O ALMA abriu nossos olhos e mesmo em estágio de gestação nos surpreende com sua visão incrível. A partir de agora devemos estar preparados e colocar à prova nossa capacidade de assombro ante as descobertas cósmicas, que sem dúvida irão ocorrer.

 

ARTIGO RELACIONADO
ESO

Os sons do passado, no presente

03 de outubro de 2011


Um grupo de pesquisadores britânicos das universidades de York e de Huddersfield conseguiram escutar o mundo como se escutavam nos tempos antigos, em lugares e em momentos anteriores a toda tecnologia de gravação. A ideia de recriar o passado através de seus sons, e realizar uma viagem auditiva, por exemplo, um ritual de 4.000 anos, depois sentir uma tempestade em Stonehenge, ou escutar um concerto em lugares que não existem mais, como a Catedral Coventry (destruída na Segunda Guerra Mundial), obcecou estes cientistas que se dedicaram a encontrar formas técnicas para realizá-lo. O primeiro passo foi a confecção de uma câmara anecoica, ou seja, uma câmara cujas paredes estão recobertas com um tipo de espuma que pela maneira como é colocada, absorve toda a energia sonora, para que não gere eco. Depois é realizado um modelo acústico virtual do local para o qual se quer "viajar". Ao introduzir a gravação da câmara anecoica no modelo acústico, se reproduz fielmente o modo como nossos antepassados escutavam o que acontecia lá.
Esses experimentos já começaram a ser usados em museus, para recriar sonoramente as atmosferas antigas, e com vários fins estéticos. O horizonte do imaginário se expande através dos sentidos, e talvez nós possamos começar a reconstruir outra história, além da cadeia de causas e efeitos dos grandes marcos: a história secreta dos sons, a privacidade de cada época.
Na BBC pode-se ouvir alguns exemplos deste experimento.

 

A China deu seu primeiro passo na corrida espacial

30 de setembro de 2011


O dia 29 de setembro será lembrado como o dia em que o gigante asiático entrou para sempre no espaço, com o lançamento do seu primeiro módulo experimental, talvez um pequeno passo para a tecnologia, mas um grande passo rumo à criação de uma estação espacial permanente, prevista para 2020, que servirá para estabelecer finalmente uma base lunar. A nave chamada Tiangong-1, nome cuja tradução significa "Palácio Celestial" decolou às 21h15min desde uma base localizada no deserto de Gobi. Meia hora depois, o comandante-chefe dos programas espaciais da China anunciou que a operação foi bem sucedida. Vale lembrar que a China já havia feito incursões no espaço através de voos tripulados, mas a estação espacial em si tem uma magnitude de grande escala, e sugere que este país será num futuro não muito distante uma potência espacial ao nível dos Estados Unidos, e que inclusive assumirá a liderança. Para deixar clara a importância que é dada ao assunto, o governo de Hu Jintao ordenou que as celebrações patrióticas do dia 1º de outubro fossem adiantadas para coincidir com as celebrações por este lançamento. Assim, com um olhar no futuro, a China se dispõe a recuperar o tempo perdido com relação à exploração espacial.

 

ARTIGO RELACIONADO
La Tribuna (Honduras)

Encontrado o maior tesouro submarino da história

29 de setembro de 2011


A empresa americana Odissey Marine Exploration, que se dedica há anos a tornar realidade a fantasia de encontrar tesouros nas profundezas dos oceanos, anunciou há poucos dias a descoberta histórica do maior tesouro em metais preciosos proveniente de um naufrágio. Trata-se de um navio cargueiro britânico, o SS Gairsoppa, afundado pelos torpedos de um submarino alemão em 1941, e encontrado agora próximo à Irlanda, a 480 quilômetros da costa, imerso a 4.700 metros de profundidade. Embora ainda não tenha sido realizado nenhum trabalho de recuperação, a Odissey garante que, segundo os documentos encontrados, se encontram no navio 290 toneladas de prata. Especialistas da empresa trabalharam arduamente para reconstituir a viagem do cargueiro e finalmente localizá-lo. Segundo o acordo previamente assinado com o governo britânico, 80% do tesouro recuperado passará para as mãos da Odissey. Porta-vozes da própria empresa destacaram que esta descoberta constitui, além de seu valor econômico, uma homenagem aos tripulantes do SS Gairoppa, que não sobreviveram ao naufrágio.

 

ARTIGO RELACIONADO
CNN (México)

O Cometa Elenin se alinhou, e o mundo continua girando

28 de setembro de 2011


O dia do alinhamento do cometa Elenin passou e estamos a salvo. O cometa conhecido como Elenin (cujo nome oficial é C/2010 X1) chegou precedido de previsões sombrias: uma onda de rumores científicos (apesar da contradição) anunciou que quando o cometa se alinhasse com a Terra e o Sol, aconteceria uma série de catástrofes naturais de dimensões incalculáveis: tsunamis, terremotos, inversão magnética dos polos, morte e destruição. Os defensores dessas teorias apocalípticas, encabeçados pelo cientista Mensur Omerbashib, se baseavam em uma hipótese conhecida como o "fenômeno de ampliação da ressonância", segundo a qual os cometas, ao se alinharem como neste caso, adquirem um caráter destrutivo incontrolável. Esta ideia surgiu porque nas datas em que o Elenin esteve alinhado com o Sol e a Terra, aconteceram os terremotos no Chile e no Japão (27 de fevereiro de 2010 e 11 de março deste ano, respectivamente). Como em 27 de setembro o cometa infame estaria muito mais perto de nosso planeta do que naquelas ocasiões, os agourentos previram um efeito ainda pior. Como se isto fosse pouco, houve quem desenvolvesse complexos sistemas de leitura que vinculava a passagem do cometa com profecias maias. A verdade é que hoje é dia 28 de setembro e nada aconteceu. A NASA explicou, através de uma declaração, que o Elenin é muito pequeno ( 3,5 quilômetros de diâmetro) para nos prejudicar, já que é impossível que altere a órbita da Terra ou que remova placas tectônicas.
Embora o anúncio da NASA tenha trazido tranquilidade na véspera, a verdade é que nem a própria ciência conhece de fato o futuro... Por isso, e para não gerar temores infundados, é que publicamos esta notícia hoje, o "dia seguinte".

 

ARTIGO RELACIONADO

Ciência Hoje

Rastros de uma antiga caminhada pelo Continente Americano

27 de setembro de 2011


Pesquisadores do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, localizaram na Sierra Tarahumara (na região Chihuahua, ao norte do país), a marca de cinco pegadas de 25 mil anos de antiguidade. Pela medida das marcas, após terem sido examinadas com a técnica de análise morfoscópica, de acordo com especialistas, tratam-se de vestígios de uma caminhada compartilhada por três adultos e uma criança, o que pode ser o testemunho dos primeiros habitantes do continente. A descoberta foi feita por um habitante do local que informou a existência de pegadas humanas antigas ao Seminário do Homem Primitivo no México. Foi desse modo que os especialistas chegaram até a região e, depois de uma busca árdua, conseguiram encontrar essas pegadas em um riacho que tem água apenas em alguns períodos. Reconstituindo a caminhada, eles puderam encontrar nos arredores outras evidências de ocupação humana, tais como acampamentos primitivos e pinturas rupestres em cavernas rochosas que cercam o vale. O valor antropológico destas descobertas é grande, pois implica na presença de vida humana no local, na época do pleistoceno e até mesmo antes disso.
Como normalmente acontece com essas descobertas impressionantes, à medida que se expande nosso horizonte de certezas multiplicam-se novas incertezas. Neste caso, um dos adultos que deixou os vestígios de sua caminhada por milênios, o único de quem se pode observar ambos os pés, tinha seis dedos em cada pé. Os cientistas preferem atribuir o fato a uma má formação, o que não exclui a possibilidade de fazermos conjecturas estranhas sobre a evolução da nossa espécie.

 

ARTIGO RELACIONADO
INAH (México)

O experimento que parece desmentir a teoria da relatividade

26 de setembro de 2011


Um dia, o impensável aconteceu: 15 000 neutrinos (partículas pequenas de carga neutra) viajaram 730 quilômetros e fizeram-no em 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz. 60 nanossegundos representam um espaço de tempo insignificante para a nossa percepção das coisas, mas torna-se altamente significativo se eles separam nossa noção do universo de uma completamente desconhecida, onde a lei da relatividade é desmentida, e se poderia viajar no tempo (em sentido inverso, é claro), o que faria cair os princípios básicos de causa e efeito que constituem a pedra fundamental do nosso modo de entender a vida.
Pode ser possível?
Aconteceu no experimento Opera, realizado pela Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN). É a primeira vez que uma partícula real rompe a barreira da velocidade da luz. A primeira vez que uma parte de nosso mundo ousa discutir a veracidade da teoria de Einstein. Os próprios cientistas encarregados da pesquisa duvidam do resultado obtido, e submeteram ao escrutínio de centenas de cientistas ao redor do mundo, que tentaram encontrar um erro de procedimento. No entanto, mesmo quando a comunidade científica concorda que "não pode ser", ninguém foi capaz de encontrar o erro, a falha que teria levado a este resultado impossível ou radicalmente revolucionário.
Por enquanto, ninguém quer "se apressar" pensando quais seriam as consequências, caso fosse confirmado o resultado de Opera. Em primeiro lugar, começaram a preparar uma contraprova, para a qual será necessário repetir o experimento com outro acelerador de partículas. Esta comprovação vai demorar entre um e cinco anos, o tempo que será preciso para conseguir condições necessárias para a reprodução total do experimento, em um laboratório dos Estados Unidos. Como disse o diretor do CERN "... Eu só acredito nos resultados de uma pesquisa quando há dois experimentos que chegam à mesma conclusão." Assim deve ser, não existe motivo para se adiantar os passos da ciência... mas será difícil conviver com a inquietude desta primeira metade de uma certeza.

 

ARTIGOS RELACIONADOS

CERN
Meio Bit (Brasil)

Esperando pelo satélite que cairá na Terra

23 de setembro de 2011


O satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite), da NASA, cairá na Terra em algum momento desta sexta-feira, após seis anos de uma órbita improdutiva ao redor do planeta, e vinte anos depois de ter sido posto em órbita pelo ônibus espacial Discovery. Ainda não há dados exatos de onde ele cairá, embora estejam sendo feitos todos os tipos de medições e cálculos para adiantar quais são as probabilidades. O certo é que, depois que o satélite se despedaçar no ar, muitas de suas partes (fabricadas com berílio, titânio e aço) não irão se desintegrar ao penetrar na atmosfera terrestre: serão 26 fragmentos que pesam cerca de 530 quilos no total. A NASA afirma que não se pode antever com exatidão o local da queda destes objetos (eles cairão próximos, dentro de um raio de mil quilômetros), dado aos inúmeros fatores que interferem em sua trajetória, quase impossíveis de serem previstos em sua totalidade. Apesar disso, a NASA está fornecendo informações sobre a movimentação do UARS através de uma página própria na internet. A Agência Espacial Russa, por sua vez, tem suas próprias medições, e anunciou há alguns dias que os restos do satélite cairão no mar, próximo a Papua Nova Guiné. Aficionados também têm participado, como o engenheiro francês Thierry Legault, que tornou públicas algumas imagens feitas por ele mesmo do andar desequilibrado do satélite. Todos concordam, porém, que o risco da queda provocar algum acidente envolvendo vidas humanas é muito baixo, uma probabilidade de 1 para 3.200. De qualquer forma, o ingresso de partes de um satélite como este na Terra é um episódio tão pouco comum que serve para fazer surgir todo tipo de previsões, debates e, porque não, apostas... Onde cairá, afinal, o UARS? Já que o perigo é praticamente nulo, só nos resta acompanhar as informações minuto a minuto, e lhe dar as boas vindas.

 

PÁGINA OFICIAL DO UARS, DA NASA

Que asteroide causou a extinção dos dinossauros?

22 de setembro de 2011


Uma investigação recente da NASA rejeitou a hipótese de que um asteroide da família Baptistina tenha sido culpado pela extinção dos dinossauros.

Os antigos habitantes da Terra desapareceram, juntamente com a grande maioria das formas de vida no planeta, há 65 milhões de anos, quando um asteroide do tamanho de uma montanha caiu no local onde hoje é o Golfo do México (deixando como marca permanente a famosa cratera de Chicxulub). Esta é a história da "grande extinção do Cretáceo", apoiada pelo mundo científico. Um dos mistérios desta hipótese tem a ver com o fato de que não se descobriu ainda que asteroide, específicamente, teria sido o culpado por esta extinção. A NASA se dedicou a esta busca, usando as observações da sonda espacial WISE para testar a hipótese (apoiada desde 2007) de que teria sido um asteroide da família Baptistina, localizado no cinturão de asteroides entre Júpiter e Marte. O resultado foi negativo. Depois de examinar a refletividade e o tamanho de 1.056 objetos desta família e estudar a velocidade de seu movimento, chegou-se à conclusão de que ele não poderia ter estado lá, na "cena do crime", tendo-se em conta o período desde a sua formação até o seu impacto sobre a Terra. Desta forma, a NASA, graças a seus grandes avanços na observação do espaço, vestiu-se de juíza para absolver, com provas concretas, o asteroide suspeito. E assim, deu continuidade ao mistério sobre um dos episódios decisivos na história de nosso planeta.

 

ARTIGO RELACIONADO
NASA

O Labirinto da Noite, a região marciana com passado habitável

20 de setembro de 2011


São dois oásis, pequenas depressões cuja riqueza em minerais atesta a presença de água líquida há cerca de 2.000 milhões de anos, quando o resto do mundo estava frio e seco. Ambos os lugares estão localizados na região conhecida como o Labirinto da Noite (Noctis Labyrinthus), uma área de cânions e falhas íngremes, que envolve os pesquisadores em um outro labirinto: se por um lado é o lugar perfeito para ser explorado por causa da riqueza de seu conteúdo, por outro lado, sua complexa formação tornaria estas explorações muito mais arriscadas do que em outros lugares do planeta vermelho. O estudo foi publicado pela revista Geology, e liderada por Catherine Weitz, do Instituto de Ciência Planetária de Tucson, Arizona (Estados Unidos). Ela explica que as argilas encontradas, constituídas por ferro, magnésio, silício e alumínio, são muito mais jovens do que as encontradas em outras áreas de Marte, o que implica dirigir as pesquisas para tipos de ambientes aquáticos bastante diferentes dos que se supunham até agora.
Esta descoberta, baseada nas imagens obtidas pela sonda HiRISE, é uma nova evidência de que Marte já foi habitável no passado, e pela quantidade e diversidade de variantes de habitabilidade que vão aparecendo, a continuidade dessas investigações poderá, talvez, proporcionar alguma certeza sobre a existência de vida em outros planetas.

(Foto: NASA)

 

ARTIGO RELACIONADO
El Comercio (Peru)

A mais antiga "caçarola de frutos do mar"

19 de setembro de 2011


O registro mais antigo de consumo de mariscos na história evolutiva do ser humano foi encontrado, como qualquer conhecedor dos hábitos alimentares ao redor do mundo poderia supôr, na Península Ibérica, mais precisamente em Cueva Bajondillo, Málaga. Tem mais de 150 mil anos, tornando-o contemporâneo das evidências de "mariscos" encontradas há alguns anos na África do Sul, na escavação de Pinnacle Point, embora com a notável diferença de que estas correspondem ao homem de Neanderthal e não ao Homo Sapiens. A pesquisa, publicada pela importante revista PLoS ONE, conduzida por uma equipe da Universidade de Sevilha, com a colaboração de cientistas ingleses, portugueses e japoneses, foi realizada com as mais modernas técnicas arqueológicas, tais como as datações e a análise isotópica. Esta constatação, além de fornecer com precisão uma nova data, acrescenta informações importantes para a compreensão da evolução humana, já que o consumo de mariscos é considerado uma prática típica do homem moderno, por isso se atribuía o início de seu desenvolvimento ao antigo Homo Sapiens. Agora será necessário repensar essas hipóteses, pois chega do passado o testemunho da paixão Neanderthal por sua própria e ancestral paella. Todas as dúvidas e releituras vinculadas a esta descoberta são uma nova comprovação da importância transcendental da arte de cozinhar na história da nossa espécie.

 

ARTIGO RELACIONADO
Agencia Sinc

Um planeta com dois sóis, da ficção à realidade

16 de setembro de 2011


Até poucos dias, a imagem de um planeta com dois sóis fazia parte da ficção científica: desde os relatos de Isaac Asimov até Tatooine, o planeta imaginário da saga de "Guerra nas Estrelas", criada por George Lucas. Agora é realidade: a sonda Kepler, da NASA, conseguiu detectar pela primeira vez um planeta que orbita duas estrelas. Ainda que se soubesse ser muito provável a existência de planetas circumbinários, nunca até agora sua observação havia sido comprovada. O primeiro deles, cuja descoberta foi descrita em um artigo publicado na revista Science foi nomeado como Kepler-16 B. Trata-se de um planeta de características similares a Saturno, localizado a 200 anos-luz da Terra, na constelação Cygnus. Tem uma órbita de 229 dias ao redor de suas estrelas, ambas menores que nosso Sol, que por sua vez giram uma em órbita da outra a cada 41 dias, dando lugar a duas eclipses por mês. Esta descoberta é uma nova demonstração da incrível diversidade planetária de nossa galáxia, e do enorme horizonte de descobertas que ainda nos espera no espaço, indo e vindo da realidade à ficção.


ARTIGO RELACIONADO

La Nación

A lenta e longa história dos cristais gigantes de Naica.

14 de setembro de 2011


Ano 2000, Estado de Chihuahua, México. Um grupo de operadores de uma mina de chumbo e prata escavava a 300 metros de profundidade para alcançar uma nova galeria. Após horas de trabalho extenuante na escuridão, a uma temperatura de 50 graus centígrados e uma umidade relativa de 90%, o grupo tem acesso a uma visão única, incomparável, ao descobrir a caverna dos cristais de Naica, onde se acumulam enormes blocos de cristal de gesso, alguns com mais de dez metros de comprimento e um metro de largura. Pouco tempo depois deste encontro fortuito, o cientista cristalógrafo Juan Manuel García Ruiz, do Instituto Andaluz de Ciências da Terra, consegue acesso ao lugar tão sonhado e começa a investigar: como é possível semelhante beleza? Que fatores da natureza se combinaram para resultar no crescimento em equilíbrio destes cristais? Depois de anos trabalhando com especialistas de várias universidades do Japão, García Ruiz revelou parte do mistério. Com um microscópio especialmente concebido com a Universidade de Sendai, pôde observar em detalhes o tipo de crescimento desses cristais, um crescimento tão lento que é quase imensurável: o tamanho dos cristais aumenta o equivalente à espessura de um fio de cabelo... a cada 100 anos. Isso, durante um milhão de anos. A causa deste fenômeno tem uma explicação: um ponto vulcânico emite calor e libera mineral embaixo da mina de Naica há milhões de anos, o que, combinado com um curso de água em alta temperatura, deu lugar a esta câmara subterrânea de cristais. Segundo explica o artigo publicado pela Proceedings of the National Academy of Sciense, a formação de cristais começou quando a temperatura da água ficou abaixo de 50 graus. Esta pesquisa, por seu caráter apaixonante, e pela beleza indescritível de suas imagens, resultou em um documentário, O Mistério dos Cristais Gigantes, dirigido por Javier Trueba.
Atualmente, a exploração da mina por suas riquezas econômicas põe em risco a sobrevivência deste local único. A necessidade de bombeamento de água para o exterior faz com que os cristais não tenham mais seus "alimentos", por isso deixaram de crescer. A proposta de Garcia Ruiz é que a caverna seja declarada Patrimônio da Humanidade, para evitar a sua deterioração, e torná-la um museu vivo do mundo mineral.
(Foto: página da internet de Juan Manuel García Ruiz)

 

ARTIGO RELACIONADO

El Mundo

50 novos exoplanetas, 26 novas super-Terras

13 de setembro de 2011


Ontem, como parte de uma conferência que reúne mais de 350 especialistas em exoplanetas no Wyoming, Estados Unidos, foi anunciado o resultado de dois anos de trabalho de observação com o formidável espectrógrafo HARPS instalado no telescópio que o Observatório Europeu do Sul (ESO) tem em La Silla , Chile. Trata-se de cinquenta exoplanetas que orbitam estrelas próximas, entre os quais se incluem dezesseis super-Terras. Segundo o diretor da equipe HARPS, Michael Mayor, esta descoberta surpreendeu até os mais otimistas, e é um avanço notável na busca por planetas com condições habitáveis. As descobertas seguiram um levantamento rigoroso de estrelas similares ao Sol, as quais têm boas probabilidades de abrigar planetas menos massivos que Saturno. Então, através da nova técnica da velocidade radial, procedeu-se à busca de planetas em zonas habitáveis, ou seja, a uma tal distância de sua estrela que permitiria a presença de água em estado líquido. Assim, foram descobertos estes cinquenta exoplanetas, entre os quais está o HD 85512 b, cuja massa equivale a apenas 3,6 vezes a da Terra, e se localiza na orla da zona habitável de sua estrela.
Estas descobertas são uma plataforma valiosa para futuras pesquisas. Estima-se que ao longo dos próximos vinte anos, se possa estabelecer uma primeira lista de planetas potencialmente habitáveis, um passo indispensável para realizar experimentos em busca de vestígios espectroscópicos de vida em suas atmosferas.


ARTIGO RELACIONADO
ESO

A origem extraterrestre dos metais preciosos

12 de setembro de 2011


Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Bristol (Inglaterra), publicado recentemente na revista Nature, explica que os metais preciosos presentes na crosta terrestre, como o ouro e a platina, chegaram à Terra por meio de uma tempestade ou “bombardeio” de meteoritos, ocorrido há 4.900 milhões de anos, ou seja, cerca de 200 milhões de anos depois da formação de nosso planeta; este mesmo episódio provocou efeitos visíveis nas crateras da Lua. Esta investigação traz respostas a uma questão clássica: como estes metais teriam permanecido próximos da superfície, se o núcleo da Terra foi formado com o afundamento dos mesmos, fundidos pelo magma da superfície, e levados em direção à profundidade. Esta teoria implicaria que, por exemplo, todo o ouro da Terra estivesse apenas em seu centro, e ausente de sua crosta, algo muito distante da realidade. Após realizar estudos que analisaram a quantidade de tungstênio em rochas da Groenlândia (as mais antigas do planeta) e em outras mais jovens, os pesquisadores, liderados por Matthias Wilbold, chegaram à recente conclusão que nos permite estimar uma imagem impressionante da formação do nosso mundo como o conhecemos: uma tempestade de pedras caindo do céu. Apesar de que uma chuva de meteoros possa ter consequências funestas em qualquer época, a de 4.900 milhões de anos atrás parece ter sido uma verdadeira tempestade “afortunada”.

 

ARTIGO RELACIONADO
Nature

Um antepassado direto do nosso gênero

9 de setembro de 2011


O Australopithecus Sediba foi descoberto há um ano no chamado “berço da humanidade”, em Malapa, África do Sul, e desde então tem sido estudado por mais de 80 cientistas de todo o mundo, de distintas especialidades, que se envolveram no trabalho com os restos fósseis de dois indivíduos: um menino de uns dez anos, e uma mulher de cerca de trinta; acredita-se que possam ter sido mãe e filho, e foram encontrados em uma caverna, onde podem ter morrido ao mesmo tempo por causa de algum acidente. Os resultados dos minuciosos estudos, publicados pela revista Science, são reveladores: é muito provável que estejamos na presença do elo perdido, um hominídeo que é antepassado direto do gênero Homo, de uma antiguidade de 1,97 milhões de anos. Talvez o mais relevante dos estudos realizados sobre este hominídeo tenha a ver com a complexa combinação de traços, que integra caracteres primitivos com outros muito parecidos aos humanos. Por um lado, um cérebro pequeno, mas por outro, uma pélvis similar à humana, mãos complexas que permitem acreditar que desenhavam suas próprias ferramentas (antes inclusive que o Homo Habilis), e pés e joelhos que demonstram a capacidade para correr e caminhar sobre duas pernas e, além disso, que eram também preparados para subir em árvores.

O trabalho sobre o Australophitecus Sediba recém começa, e o tempo dirá seu valor real para a compreensão da história evolutiva de nosso gênero, mesmo que já se possa prever uma transcendência destacada. Os avanços técnicos e científicos da humanidade seguem avançando para o futuro para remontar o passado, e revelar a história de sua própria espécie.

 

ARTIGOS RELACIONADOS
ABC (Espanha)

As pegadas do homem na Lua

8 de setembro de 2011


Já não restam dúvidas, as imagens têm a última palavra. Após décadas de polêmicas e debates fervorosos sobre a verossimilidade da chegada do homem na Lua, a NASA apresentou as fotografias tiradas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) nas quais se podem ver as marcas das missões Apolo 12, 14 e 17, no local onde as naves se apoiaram, e inclusive as pegadas dos astronautas que andaram na superfície lunar. Em 21 de julho de 1969 a primeira missão tripulada chegou ao satélite natural da Terra, e os astronautas Amstrong, Aldrin e Collins realizaram a primeira caminhada humana sobre sua superfície, que foi seguida por outras três missões tripuladas. Depois de um tempo daquele acontecimento histórico, muitas vozes começaram a se opor à história oficial, lançando dúvidas sobre a legitimidade do filme que documenta o fato, e afirmando que o pouso foi representado em todo o mundo, chegando a negar inclusive que o homem tenha estado realmente na Lua. Esta semana, a NASA anunciou outro evento histórico: as 1.500 imagens tiradas pela sonda LRO, de uma precisão sem precedentes, além de detalhar de qual lugar precisamente foram tiradas as fotos da Lua que têm sido estudadas pelos cientistas, dão por encerrada uma longa discussão.

ARTIGO RELACIONADO
NASA

A estrela que não deveria estar ali

7 de setembro de 2011


Esta estrela, muito velha e pequena (tem uma massa menor que a do nosso Sol), põe em discussão e desmente as teorias de formação estelar mais amplamente aceitas pela comunidade científica. Foi captada pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu Austral (ESO), situado no Cerro Paranal, Chile, e o artigo com a resenha sobre ela, escrito por astrônomos da Alemanha e da França, aparece no último número da revista Nature. Esta tênue estrela, situada na constelação de Leão, é composta por hidrogênio, hélio, e uma escassa quantidade de lítio; pode-se dizer que não possui quantidades significativas de metais (denominação astronômica de todos os elementos mais pesados que o hélio), o que contradiz a teoria clássica da formação estelar, segundo a qual uma estrela assim, simplesmente não poderia existir, dado que as nuvens do material de sua formação não poderiam ter se condensado. Por outro lado, a presença de hidrogênio e hélio, primeiros elementos criados depois do Big Bang, demonstra que se trata de uma estrela muito antiga (calcula-se que ela tenha mais de 13 bilhões de anos), já que deve ter sido criada antes das explosões de supernovas, que espalharam no cosmo os metais mais pesados. No entanto, esta estrela também se rebela contra esta teoria: sua proporção de lítio é muito baixa em comparação com a distribuição de materiais produzida pelo Big Bang.

Desse modo, um telescópio potente e uma estrela estranha e desafiante estão obrigando os cientistas a revisar suas teorias mais sólidas…

 

 

ARTIGO RELACIONADO

ESO

Grafeno: o futuro da Internet

6 de setembro de 2011


Os cientistas russos Andre Geim e Kostya Novoselov, ambos da Universidade de Manchester, que em 2010 receberam o Nobel de Física pela descoberta do grafeno, agregaram um novo valor a este material, a ponto de afirmar que ele poderá revolucionar a comunicação na Internet dotando-a de uma velocidade incrível. O grafeno é o material mais fino que existe, à beira do inimaginável: tem um átomo de espessura, motivo pelo qual se trata de um material bidimensional.
Agora, Geim e Novoselov, segundo o artigo publicado na última edição da Nature Communications, descobriram um método de aproveitá-lo ainda mais. O problema do grafeno estava em sua pouca absorção da luz (deixando passar quase 97% dela) o que não permitia gerar eletricidade. Agora, os cientistas combinaram este material com nanoestruturas metálicas, dispostas de um modo específico, o que permitiu que o grafeno aproveite a luz até vinte vezes mais. A altíssima mobilidade dos elétrons de grafeno, nestas condições, pode gerar uma velocidade que multiplica centena de vezes a dos cabos de Internet atuais. A história do material mais fino de todos está apenas começando, mas dado a suas características únicas e sua imensa gama de aplicabilidade, pode-se vislumbrar para ele um futuro cheio de surpresas.

 

ARTIGO RELACIONADO
Agencia Sinc

A causa da peste negra, caso resolvido

2 de setembro de 2011


Depois de anos de busca e pesquisa, a humanidade pode respirar mais tranquila: foi finalmente descoberta a bactéria que causou a peste bubônica, conhecida também como peste negra por seus efeitos sobre a pele dos doentes. Esta terrível epidemia, que durante o século XIV causou a morte de um terço da população europeia (suas vítimas são estimadas entre 30 e 50 milhões de pessoas), surgiu de uma variedade de cepa da bactéria Yersinia Pestis, aparentemente transportada por ratos provenientes de barcos da Ásia Central. Os cientistas que fizeram a pesquisa, do Instituto de Arqueologia Científica de Tübingen, Alemanha, e da Universidade de MacMaster, Canadá, analisaram amostras de cadáveres medievais com uma nova técnica de “pesca molecular” para captar fragmentos genéticos, com a finalidade de colher amostras da bactéria original. A bactéria Y.Pestis continua atualmente em atividade, causando surtos isolados, muito menos virulentos, claro, que os de antigamente. Agora os cientistas envolvidos na pesquisa, publicada por Proceedings of the National Academy of Scienses, pretendem traçar todo o genoma da bactéria para entender quão diferentes são as variedades atuais e se existe a possibilidade de que este agente patogênico ressurja no futuro… o que seria indispensável para que a humanidade possa se preparar, agora com técnicas científicas infinitamente superiores às que possuiam na era Medieval.

 

ARTIGOS RELACIONADOS

El Nuevo Herald

BBC Mundo

A pequena mãe chinesa de todos os mamíferos

01 de setembro de 2011


Trata-se de uma pequena musaranha de 160 milhões de anos, talvez a antecessora evolutiva de todos os mamíferos placentários (os que alimentam suas crias antes de seu nascimento, através da placenta, como os humanos e 90% dos mamíferos). Seus restos fósseis, em notável estado de conservação, foram encontrados no nordeste da China, e são uma peça valiosa para o estudo da evolução. Segundo explica o paleontólogo Zhe-Xi Luo, diretor da pesquisa publicada pela revista Nature, esta musaranha representa o vestígio mais antigo de um animal mamífero placentário, concluindo assim o momento evolutivo em que estes descenderam dos marsupiais (da família dos cangurus atuais) e outros mamíferos não placentários. Desse modo, este pequeno animal jurássico é o primeiro capítulo de uma história que nos inclui, assim como a todos os mamíferos que vivem atualmente, e nos conta que esta história começou 35 milhões de anos antes do que acreditávamos. Assim acontece com os humanos; à medida que se aprofundam no passado, não deixam de encontrar familiares cada vez mais estranhos.

Um “rio” gigante embaixo do Amazonas

31 de agosto de 2011


A incrível descoberta foi anunciada na semana passada pelos pesquisadores do Departamento de Geofísica do Observatório Nacional do Brasil. Este grande rio subterrâneo foi batizado Rio Hamza em homenagem ao cientista indiano Valiya Hamza, que há décadas pesquisa o Amazonas, e é o promotor da hipótese de que esta selva tem dois sistemas de drenagem separados: um na superfície, e outro subterrâneo, através de profundas camadas sedimentárias. Este “irmão gêmeo oculto” do Rio Amazonas (o mais longo do mundo sobre a superfície) tem 6 mil quilômetros de extensão, a uma profundidade de 4 mil metros. Esta descoberta talvez não tivesse sido possível se não fosse pelas dezenas de perfurações realizadas pela empresa Petrobrás, durante a década de 70, em busca de petróleo.

O debate sobre este descobrimento é nominal: Pode ser chamado de “rio”, dadas suas características? Vozes da comunidade científica se puseram contra tal denominação. Como argumento indicam principalmente sua escassa velocidade, já que sua água avança apenas entre 10 e 100 metros por ano, mais lento ainda que nos glaciais. Além disso, mencionam que não é possível se tratar de água fresca, dado que a 4 mil metros de profundidade a água deveria ser salgada. A respeito, o próprio Hamza interveio no debate, e assegurou que em pouco tempo poderá demonstrar que os críticos estão equivocados. Apesar de toda esta polêmica, nada pode ofuscar as dimensões da descoberta, que demonstra o pouco que sabemos ainda sobre o planeta em que habitamos.

 

 

ARTIGO RELACIONADO

A Tarde (Brasil)

Em 2012, usinas nucleares em Marte e na Lua

30 de agosto de 2011


As primeiras usinas nucleares em Marte e na Lua foram anunciadas por James Werner, diretor do Laboratório Nacional de Idaho, do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, sigla em inglês), no encontro anual da Sociedade de Química dos Estados Unidos, realizado recentemente na cidade de Denver.
Estas usinas nucleares, desenvolvidas em conjunto pelo DOE e pela NASA, estarão prontas no início de 2012, e, em princípio, têm como objetivo gerar a energia elétrica necessária para o funcionamento das bases permanentes que no futuro se localizariam na Lua e em Marte, e que, mais adiante, seriam usadas para a exploração de planetas mais afastados.
Estas usinas têm pouco em comum com as que funcionam na Terra; em Marte não serão grandes estruturas de concreto e torres de refrigeração, lá elas terão o tamanho de uma mala de mão, com 61 centímetros de altura por 30,5 centímetros de largura.
O desenvolvimento de tais usinas é um primeiro passo fundamental para um futuro assentamento em outros planetas, já que, diferente dos reatores solares, os nucleares têm a capacidade de gerar energia ainda que nos ambientes mais hostis, sem a necessidade de receber a luz solar.

ARTIGO RELACIONADO
RTVE (Espanha)

O relógio da hora exata

29 de agosto de 2011


Trata-se de um relógio atômico de césio do Reino Unido, o qual, depois de ser avaliado por cientistas do Laboratório Nacional de Física (NPL), tem sido mencionado como o medidor de tempo mais preciso do mundo. Esta máquina faz parte de um grupo de relógios de césio criados e construídos nos laboratórios da Europa, Japão e Estados Unidos, encarregados de medir e dispor as normas nacionais que, ao serem calculadas em média, dão como resultado o Tempo Atômico Internacional e o Tempo Universal Coordenado, o fuso horário de referência a partir do qual são estabelecidas todas as outras zonas horárias do mundo, a navegação de satélites e as transações das Bolsas de Valores e do mundo financeiro.

O relógio de Reino Unido, chamado NPL-CSF2, é o mais perfeito até o momento, já que incorporou melhorias com relação à diminuição das fontes de incertezas na medição temporal, tais como o efeito Doppler ou a força das microondas sobre os átomos ao se medir a longitude de um segundo.

O artigo derivado desta recente avaliação será publicado na Revista Metrologia no mês de outubro.

 

 

ARTIGOS RELACIONADOS

EuropaPress

Descobertos os mais antigos vestígios de vida na Terra

23 de agosto de 2011


Um grupo de cientistas das universidades de Western Austrália e de Oxford encontraram fósseis microscópicos de bactérias de 3.400 milhões de anos de antiguidade. Estas bactérias viviam na ausência de oxigênio, e obtinham energia através do metabolismo de enxofre. Seus fósseis foram encontrados na localidade de Strelley Pool, ao noroeste da Austrália, em cujas costas estão as rochas sedimentares mais antigas do planeta. Próximo do local, o mesmo grupo de cientistas havia encontrado em 2002 microfósseis similares, mas depois de efetuar estudos concluíram que não se tratava de bactérias preservadas, mas sim de mineralizações. Neste caso, com técnicas cada vez mais avançadas de análise, puderam estabelecer que a descoberta é uma prova concreta de vida há 3.400 milhões de anos, quando a Terra tinha pouco a ver com o mundo que atualmente conhecemos, já que pela ausência de plantas o oxigênio era muito escasso: estes fósseis são testemunho de um ecossistema baseado no enxofre. Esta descoberta não apenas nos permite seguir conhecendo o passado de nosso planeta, com a mais antiga presença vital, mas traz também perguntas sobre a possibilidade de encontrar vida, ou restos de vida, em outros planetas, como Marte, ou nas luas de Júpiter ou Saturno, o que seria possível determinar a partir de estudos similares nos fósseis biológicos.
O artigo foi publicado recentemente pela revista Nature Geoscience.

A verdadeira idade da Lua

22 de agosto de 2011


Agora a Lua demonstra ter 200 milhões de anos menos do que pensávamos, e não se trata de pura vaidade. Segundo um estudo publicado pela revista Nature, resultado de uma pesquisa conduzida pelos cientistas James Conelly (do Museu de História Natural da Dinamarca) e Lars Borg (do Lawrence Livermore National Laboratory, na Califórnia), o satélite natural de nosso planeta teria não mais que 4.360 milhões de anos. A evidência deste novo cálculo é uma rocha trazida da Lua por astronautas em uma missão Apollo da NASA, que foi analisada pelos pesquisadores com um ácido especial que lhes permitiu se desfazer da primeira camada, descartando assim do experimento a possível contaminação terrestre. Este importante ajuste na datação do satélite pode mudar por completo sua história geoquímica, inclusive a ponto de negar a existência inicial de um oceano de magma em sua superfície, tal como se acreditava até hoje.


ARTIGOS RELACIONADOS
El Mundo (Espanha)

Retomada a busca de inteligência extraterrestre


O Instituto para a Busca de Inteligência Extraterrestre (SETI) tem sua base na Califórnia e tem se dedicado desde 1984 a buscar sinais de vida inteligente fora (e distante) da Terra, através das 42 antenas do Conjunto de Telescópios Allen, assim chamado em homenagem a Paul Allen, sua alma mater. Durante muitos anos empregou um grande número de cientistas e tinha tecnologia avançada para conseguir responder a uma das perguntas mais apaixonantes e polêmicas, e que é unânime entre os habitantes de nosso planeta: Estamos sozinhos no Universo? Claro que, por mais próximos que estejamos de outros mundos, os problemas terrestres não deixam de nos afetar, e o SETI não é exceção: teve que suspender suas atividades e deixar em hibernação suas antenas parabólicas por falta de dinheiro. Este complicado contexto levou o Instituto a lançar uma campanha em busca de voluntários que realizassem doações, e dado o interesse que muitas pessoas têm por este tema, em apenas 45 dias conseguiu juntar 200 mil dólares, com os quais a busca pôde, a princípio, ser novamente ativada. Claro que será necessário muito mais para cobrir o orçamento anual do SETI, por isso já se encontram avançadas as negociações com a Força Aérea dos Estados Unidos para assinar um contrato que asseguraria a continuidade das buscas.

Como curiosidade, a atriz Jodie Foster, que interpretou uma astrônoma no filme Contato, em 1997, foi uma das principias doadoras. Fica claro que nesta busca nunca faltará quem apoie de uma maneira ou outra a possibilidade de atravessar com a ciência a barreira entre a ficção e a realidade.

 

 

ARTIGOS RELACIONADOS

BBC Mundo

A fêmea de plesiosauro grávida

18 de agosto


Os plesiousauros eram répteis aquáticos que habitavam os mares na época dos dinossauros. O que até agora constituía um enigma para os cientistas, desde 200 anos atrás, quando os seus fósseis começaram a ser encontrados, era de que forma era feita sua reprodução. Os estudiosos concordavam que os corpos destes predadores carnívoros de quatro nadadeiras não eram de todo funcionais para sair da água e pôr ovos em um ninho, mas de algum modo tinham que se reproduzir, e não havia nenhum elemento que comprovasse outra hipótese, até agora. Tal como explicam em seu artigo assinado na revista Science, os pesquisadores Robin O’Keefe e Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles (Estados Unidos), o fóssil encontrado em Kansas em 1987, e que somente agora pôde ser estudado, dá por encerrado o mistério. Esta fêmea de plesiosauro grávida chegou até nós, 80 milhões de anos mais tarde, para trazer explicações sobre sua espécie: eram vivíparos, e não apenas isso, o tamanho do embrião, grande em comparação com a mãe, permite pensar que estes animais teriam um comportamento maternal, mais parecido com os golfinhos atuais que qualquer outro réptil. Assim, outro mistério científico é concluído com relação a estes antigos habitantes do planeta, e um tom suave e afetivo é acrescentado à nossa imagem deste monstro carnívoro das profundezas.

 

ARTIGOS RELACIONADOS

El País (Espanha)

O mistério do planeta incrivelmente negro

17 de agosto de 2011


Seu nome é TrES-2b: é o planeta mais escuro dos que já foram descobertos até agora, e é difícil imaginar outro planeta que o supere em escuridão. Este gigante gasoso, similar a Júpiter em tamanho e composição, refrata menos de 1 por cento da luz que chega de seu sol. Habitante da constelação do Dragão, a 750 anos luz da Terra, este estranho planeta apresenta um aspecto tenebroso: é mais negro que o carvão, embora emita um ligeiro brilho avermelhado, produto dos mil graus centígrados de sua superfície: uma brasa acesa, um inferno escuro. O mistério de sua inimaginável escuridão (sua superfície é muito menos refratária que uma pintura negra) é abordado pelos cientistas David Kipping, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, e David Spiegel, da Universidade de Princeton, em um artigo recentemente publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Ali eles fazem um estudo pormenorizado dos elementos químicos presentes no TrES-2b, mas mesmo assim se mantém o mistério: nenhuma combinação entre esses elementos é causa suficiente para semelhante escuridão. Kipping e Spiegel embasaram seu trabalho no telescópio espacial Kepler, da NASA, capaz de medir com grande precisão o brilho de objetos sumamente longínquos.

(Foto: NASA)

 

Artigo relacionado

ABC (Espanha)

Nova descoberta do Projeto Magdala em Israel

16 de agosto de 2011


O Projeto Magdala é uma exploração arqueológica bíblica em Israel, feita por especialistas das universidades de Anáhuac del Sur e a UNAM (México). Recentemente foi encontrado, em Magdala (lugar de nascimento de Maria Madalena), um grande mosaico de quatro metros de largura, com oito pétalas em branco e negro, e um miqwe, tradicional banho de purificação ritual para entrar na sinagoga, de três metros e meio de profundidade. Este Miqwe tem sete degraus que representam os sete dias da criação e os sete contatos de Javé com o povo judeu, como explica Marcela Zapata, a diretora do grupo,
Este projeto iniciado em 2010, depois da descoberta de uma sinagoga do século I, tem como objetivo recolher vestígios que descrevam o modo de vida cotidiano e o desenvolvimento histórico e cultural do povo de Magdala. A hipótese do Projeto a respeito da cidade de Magdala é que pode ter sido um dos lugares mais importantes no desenvolvimento e transição das primeiras comunidades cristãs. Os numerosos vestígios lá encontrados até hoje permitiram entender que o final desta cidade histórica não foi causado por uma destruição, como se acreditava, e sim por que foi abandonada por seus habitantes, que fugiram dos romanos rumo ao sul, deixando em seu caminho alguns poucos objetos. Não se encontraram indícios de ocupações posteriores do local.
(Foto: Universidade Anáhuac México Sur)

ARTIGO RELACIONADO
El Universal (México)

Os novos icebergs da Antártica

12 de agosto de 2011


Os novos icebergs da Antártica são produto de tsunamis, e existem há poucos meses, mais precisamente desde 11 de março deste ano, quando um terremoto de 9.0 no Japão gerou um potente tsunami, cujas ondas percorreram 13 mil quilômetros do Oceano Pacífico até chegar à região da Antártica Ocidental. Segundo explica o estudo publicado recentemente pelo Journal of Glaciology, as ondas produziram o desprendimento de grandes blocos de gelo ( 125 quilômetros quadrados no total) na plataforma de Sulzberger, após 46 anos de perfeita estabilidade. O maior destes novos icebergs mede 6,5 por 9,5 quilômetros , um tamanho similar ao da ilha de Manhattan, Nova York. Ao contrário do que se poderia imaginar, o rompimento aconteceu não pela potência das ondas, mas sim por um efeito de “fadiga” da plataforma, já que as ondas não superavam os 30 centímetros , mas sua ocorrência durante dezenas de horas, embora dispersa, acabou provocando as rupturas. O trabalho dos pesquisadores, liderados por Kelly M. Brunt, se baseou nas imagens tomadas pelo satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia, com as quais se pode comprovar que todos os mecanismos de desprendimento glacial coincidiram com a chegada do Tsunami e seus efeitos.

 

ARTIGO RELACIONADO
NASA

A lua da Lua e o mistério do lado escuro

08 de agosto de 2011


É possível que a Terra tenha tido, em seus primórdios, não uma, mas duas luas. Isto é o que propõe um artigo publicado recentemente pela revista Nature, escrito por Erik Ashpaug (da Universidade da Califórnia, Santa Cruz) e Martin Jutzy (Universidade de Berne). Segundo os pesquisadores, quando há 4.500 milhões de anos um grande objeto, do tamanho de Marte, chocou-se contra a Terra, os fragmentos que foram expelidos para o espaço pelo impacto formaram não apenas a Lua que conhecemos, mas também outro objeto que se manteve orbitando junto ao nosso satélite natural como uma irmã menor, submetida à sua gravidade - seu tamanho teria sido de um terço do tamanho da Lua. Algum tempo depois da formação de ambas as luas, algumas dezenas de milhões de anos mais tarde, a lua pequena se desviou de sua órbita e colidiu contra seu par. Dado que este choque foi em baixa velocidade, em lugar de produzir uma enorme cratera, a lua menor se fundiu com a maior em forma de fragmentos. E esses detritos são, nem mais nem menos, os que modelaram a face oculta e distante da Lua, tão diferente da face próxima, dando lugar a seu relevo montanhoso e à notável espessura de sua crosta. Também teria sido aquele choque o causador do traslado ao pólo oposto dos elementos que o formam, como o fósforo, o potássio e as terras raras. Ashpaug e Jutzy utilizaram simulações que lhes permitiram compreender a dinâmica dos movimentos de ambas as luas e poder imaginar os efeitos de seu encontro. Isto poderá ser comprovado no futuro, com dados fornecidos por sondas e telescópios espaciais, e a partir de agora constitui uma verossímil e interessante linha de investigação.

ARTIGO RELACIONADO
Nature

A longa viagem de Juno até Júpiter

05 de agosto de 2011


Depois de oito anos de construção, a nave espacial Juno, da NASA, está pronta para partir hoje rumo a Júpiter. Juno, assim batizada em referência à deusa da mitologia romana, Rainha do Olimpo e esposa possessiva de Júpiter (Zeus), partirá da Base Aérea de Cabo Canaveral (Flórida, Estados Unidos) e percorrerá 2.800 milhões de quilômetros para chegar dentro de cinco anos, em 2016, à órbita de seu gigantesco amado. Lá se dedicará a estudar em detalhes as características físicas e a composição do planeta, e ao mesmo tempo recolher dados importantes para conhecer mais sobre o Sistema Solar. Realizará medições gravitacionais que permitirão saber se o núcleo de Júpiter é composto por gelo e rocha; investigará a composição de sua atmosfera e suas variadas auroras e, além disso, irá estudar seus ventos profundos e buscar dados para resolver o enigma do campo magnético e o grande luar vermelho, uma tormenta que vem ocorrendo há 300 anos.

Se não puder partir hoje por problemas climáticos, o prazo de lançamento vai até 26 de agosto. Depois de tantos anos de espera, um pequeno atraso não vai aumentar a ansiedade de Juno, a ciumenta deusa do casamento, agora segura de que será a primeira a ver de perto seu enorme e atraente esposo.

 

 

Artigo relacionado

Prensa Libre

Descoberto um monumento da cultura olmeca

04 de agosto de 2011


A “Tríade dos Felinos”, tal como a batizaram os pesquisadores, é uma gravação em alto relevo em uma pedra de 3,2 metros de largura por 1,6 de altura. Calcula-se que tenha 2.800 anos de idade, e foi encontrada na zona arqueológica de Chalcatzingo, no município de Jantelteco, em Morelos, no México. Os arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) deste país, encontraram o valioso objeto desmembrado em onze pedaços. Após três meses de trabalho, os restauradores conseguiram reconstruir e apresentar a imagem completa dos três felinos. Acredita-se que os felinos tenham sido uma espécie tão temida quanto admirada, e até venerada, pelos olmecas, o que pode ser sustentado tendo-se em conta que entre as quarenta peças arqueológicas encontradas em Chalcatzingo nos últimos trinta anos, quatro das mais impressionantes apresentam felinos de diversas maneiras.

Cabe destacar a respeito, que a cultura olmeca, civilização das terras baixas do centro-sul mexicano que se desenvolveu entre 1.200 a.C. e 400 a.C. é difícil de ser localizada por suas crenças religiosas , já que nunca foram encontradas referências claras de seus deuses nem cerimônias, mas apenas amostras de sua arte iconográfica, através da qual os pesquisadores tentam decifrar seu modo de vida e suas crenças. Pouco a pouco, por meio de descobertas como esta é possível ir juntando as peças e reconstituindo uma parte importante do passado de nosso continente: a vida da cultura olmeca, mãe das sociedades mesoamericanas.

(Foto: INAH)


ARTIGOS RELACIONADOS

La Razón (México)

Oxigênio no espaço

03 de agosto de 2011


Pela primeira vez foram observadas de maneira indiscutível moléculas de oxigênio no espaço, graças ao telescópio espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA). Estas moléculas foram encontradas na Nebulosa de Órion, formação estelar próxima ao Sistema Solar. Até o momento haviam sido encontrados muito poucos átomos de oxigênio ao redor das estrelas mais quentes, mas nunca como agora, unidos em moléculas complexas, o que constitui o elemento vital para uma vida como a que conhecemos na Terra. Há algumas décadas os astrônomos se dedicam à busca destas moléculas, embora até o momento tenham obtido poucos resultados ou aparições pouco convincentes. Segundo explica Paul Goldsmith, investigador da NASA que participa nesta pesquisa junto com a ESA, o oxigênio detectado nesta ocasião se formou quando a estrela esquentou suficientemente os grãos gelados onde o oxigênio se encontrava, o que possibilitou aos cientistas saber onde estaria escondida parte do oxigênio. Ainda assim, enquanto não encontrem quantidades maiores de moléculas de oxigênio, não têm elementos para entender por que aparecem em lugares tão especiais, o que representa um verdadeiro mistério. A busca continuará, com a inestimável ajuda do telescópio Herschel, ainda que não se possa saber ao certo até quando persistirá o mistério das moléculas de oxigênio.

ARTIGOS RELACIONADOS

ABC (Espanha)

A quantidade de Homo Sapiens teria sido a possível causa do desaparecimento dos Neandertais

01 de agosto de 2011


Um estudo da Universidade de Cambridge (Inglaterra), publicado recentemente na revista Science, acrescenta uma nova hipótese interessante para responder a uma das perguntas mais complexas da nossa história: qual teria sido a razão para o súbito desaparecimento dos neandertais há 40 mil anos, depois de terem habitado por 300 mil anos o continente europeu. Seu desaparecimento e substituição pelo homo sapiens na Europa pode ter sido devido à superioridade numérica das populações destes últimos, em sua chegada da África. Embora esta hipótese já soasse entre as possíveis no mundo científico, foi de fato proposta pela primeira vez em 1973, na investigação liderada pelo professor Paul Mellars, onde se contou com evidências arqueológicas suficientes, e cuja análise determinou que a diferença entre a população de ambos os grupos chegou a ser de 10 contra 1 a favor dos visitantes africanos, que além disso ostentavam uma utilização muito superior da técnica, motivo pelo qual passaram a se impor na luta por recursos de subsistência, marcando o fim da história dos neandertais. Ainda que se soubesse que o homo sapiens era muito mais avançado que seu predecessor europeu (tanto na fabricação de ferramentas e armas como em seu desenvolvimento cultural), as provas sobre sua grande superioridade numérica acaba com as dúvidas sobre a causa desta substituição que marcou a história de nossa espécie no mundo.

ARTIGOS RELACIONADOS
Agencia Sinc

A história da Terra dentro de um diamante

22 de julho de 2011


A história da Terra e o movimento de seus continentes pode estar escrita em letras minerais e eclipsada dentro dos mais antigos diamantes. Um artigo publicado recentemente na revista Science explica que, através da análise das impurezas e dos minerais inalterados preservados por estas pedras preciosas, é possível determinar com notável precisão a época que se deu o "ciclo de Wilson", em que os continentes começaram seu movimento de separação ou de choque, as bacias oceânicas foram abertas e fechadas, as montanhas se formaram e os materiais da crosta terrestre se distribuíram. Como os diamantes atestaram aos investigadores Steven Shirey (Departamento de magnetismo Terrestre) e Stephen Richardson (Universidade de Cape Town), este ciclo aconteceu há 3 bilhões de anos.
O trabalho foi feito em mais de 4.000 inclusões de silicato e mais de 100 inclusões de sulfeto extraídas dos cinco continentes, nas quais foi analisado quando foram encapsuladas e com que composição. Assim, comparando os dois tipos de composição (peridotíticas ou eclogíticas) encontrados em diamantes de diferentes idades, foi possível estabelecer uma linha de tempo clara a respeito dos momentos em que a superfície do nosso planeta foi mudando sua fisionomia.

ARTIGOS RELACIONADOS

Europa Press

A quarta lua de Plutão

21 de julho de 2011


O telescópio espacial Hubble, da NASA, talvez encorajado, ou ferido, em sua autoestima devido às notícias recentes que falam sobre seus novos concorrentes e sobre o fim de seu reinado, provou mais uma vez seu inestimável poder de observação ao permitir que fosse encontrada uma nova lua, a quarta, em órbita ao redor do pequeno e distante Plutão.
O satélite, chamado provisoriamente como P4, foi descoberto por acaso quando os cientistas da NASA estavam à procura de anéis em torno de Plutão. P4 tem um diâmetro de aproximadamente 13 a 34 km, o que o torna a menor das quatro luas deste planeta, que fica às margens do nosso sistema solar. Esta nova lua está situada entre Hidra e Nix, as duas luas descobertas em 2005, e mais distante um pouco de Charon, a maior das quatro, vista pela primeira vez em 1978.  
 
ARTIGO RELACIONADO:
Reuters

A corrida dos telescópios

20 de julho de 2011


Julho parece ser o mês de telescópios, e através deles duas grandes potências tecnológicas e científicas estão ressuscitando a "corrida espacial", a competição por conquistas vinculadas à descoberta do espaço exterior que caracterizou a chamada "Guerra Fria" entre a Rússia e os Estados Unidos .
Na América do Norte, a NASA escolheu a data significativa de 04 de julho (Dia da Independência) para realizar a milionésima observação através do telescópio Hubble. O objeto escolhido para esta observação foi Kepler 2b, um planeta gigante que fica a alguns milhares de anos-luz distante da Terra. Este marco coroou 20 anos de trabalhos na observação do universo distante, e que conduziram a grandes avanços científicos nas áreas da física e da astronomia, realizados através do telescópio mais poderoso do mundo... até agora.
Poucos dias depois desta celebração, a agência espacial russa anunciou o lançamento do Spectrum-R, um rádiotelescópio que, segundo afirmam seus criadores, tem uma potência mil vezes superior à do Hubble, o que poderá ser comprovado quando ele começar a operar dentro de poucos dias. 20 anos, as mesmas duas décadas do reinado do Hubble, foi o que levou a construção desta máquina impressionante, em um processo que teve idas e vindas, relacionadas, é claro, às mudanças nos quadros políticos e históricos. Agora, a ideia do governo russo é lançar três telescópios de características semelhantes nos próximos seis anos. Um dos objetivos do Spectrum-R é a investigação profunda dos buracos negros, e se aventurar na possibilidade de visualizar e comprovar a existência de "buracos de minhoca", supostos túneis cósmicos que funcionariam como direcionamento ou desvio de espaço-tempo.
Ao mesmo tempo, as notícias que chegam dos Estados Unidos não são animadoras em termos de telescópios: estima-se que o projeto carro-chefe da NASA, o telescópio espacial James Webb, está prestes a ser abandonado, o que significaria a perda de 4 bilhões de dólares já investidos em seu desenvolvimento. O James Webb estava destinado a superar e substituir o Hubble no seu papel de importante instrumento para explorar os pontos mais distantes do universo. No entanto, desde o início do projeto, os prazos para o término de sua construção foram sendo estendidos, a tal ponto que hoje já seria lançado seis anos depois do previsto, com um custo superior a 2 bilhões de dólares em relação ao seu orçamento inicial. Por esse motivo, um comitê do Congresso elaborou uma proposta para cancelar o financiamento do projeto. Ainda não foi dada a palavra final, mas a verdade é que o sucessor do Hubble, e possível concorrente do Spectrum-R, tem um futuro repleto de dúvidas.

ARTIGOS RELACIONADOS
ABC (Espanha)
BBC Mundo
AGENCIA SINC

A Antártida era una festa

19 de julho de 2011


Conforme explica à BBC Mundo a prestigiosa cientista britânica Jane Francis, do Colégio do Meio Ambiente da Universidade de Leeds (Inglaterra), a paisagem congelada e inóspita da região antártica é algo novo, já que durante a maior parte de sua história geológica, até cerca de quarenta milhões de anos atrás, a Antártida era formada por uma grande quantidade de florestas e desertos, que foram desenvolvidos em clima quente, similar aos atuais paraísos tropicais. Lá a vida era comum: inúmeras espécies animais habitavam aquelas terras, entre elas os dinossauros. A explicação mais precisa para esse fenômeno está ligada à quantidade de dióxido de carbono que existia na atmosfera. Isso poderia voltar a acontecer devido à grande quantidade de dióxido de carbono que é emitido atualmente, produzindo um rápido aumento na temperatura atmosférica. Desde o início da era industrial, a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera aumentou de 280 partes por milhão (ppm) para 390 ppm, causando o acréscimo de 1 grau à temperatura global.
Claro que esse processo de tornar a Antártida habitável viria acompanhado de um aquecimento geral de consequências não tão agradáveis. A diferença das transformações na atmosfera daquela época e seus efeitos sobre as espécies, explica Francis, é que elas eram devidas a causas naturais, como a atividade vulcânica, e ocorreram em períodos de tempo extensos o suficiente para que os animais e plantas pudessem se adaptar gradualmente à mudança. Atualmente, as transformações se devem a fatores humanos, e seu ritmo tem sido muito mais acelerado. Então, no final das contas, seria melhor manter a Antártica congelada, e deter os processos que estão nos levando quase que inevitavelmente a tempos difíceis para a própria humanidade.

Rumo a 2015: A sonda Dawn entrou na órbita de um grande asteroide

18 de julho de 2011


A NASA informou que, após quatro anos de buscas, a sonda Dawn alcançou um novo marco na história da exploração espacial, ao entrar pela primeira vez na órbita de um asteroide. Trata-se de Vesta, um objeto planetário de 530 quilômetros de diâmetro, o que o torna um dos maiores do cinturão de asteroides localizado entre as órbitas de Júpiter e Marte. Agora, superado o primeiro objetivo, tem início a missão de Dawn, que a uma distância de 188 milhões de quilômetros da Terra, se instalará a 16.000 quilômetros de Vesta, e o estudará com precisão por um período de um ano. As informações coletadas ajudarão a trazer novas certezas sobre os primeiros “instantes” do Sistema Solar.
Essa façanha espacial é resultado de um pedido do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que encarregou à NASA a missão de enviar astronautas a um asteroide em 2025.
Depois de estudar Vesta, a sonda Dawn irá seguir viagem rumo a Ceres, outro grande objeto do cinturão de asteroides.
Christopher Russell, diretor científico da sonda, expressou claramente o sentimento de transcendência que gera essa conquista: “Sentimo-nos como Cristóvão Colombo se aproximando das costas do Novo Mundo". Dando continuidade a sua metáfora, cabe agora questionar sobre os métodos e os resultados desta possível nova colonização.

ARTIGOS RELACIONADOS:

TERRA

Será leiloada obra de Klimt saqueada pelos nazistas

15 de julho de 2011


A pintura do artista austríaco Gustav Klimt, realizada em 1915 e intitulada "Litzberg em Attersee", havia sido roubada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e foi devolvida na semana passada a seu proprietário, Georges Jorich (sobrinho-neto do colecionador austríaco Viktor Zuckerkandi, proprietário original da obra), depois de passar anos no Museu de Arte Moderna de Salzburg. Conforme foi anunciado, no dia 2 de novembro ela será leiloada pela casa de leilões Sotheby’s, em Nova York, e estima-se que seu valor alcançará uma cifra superior a 25 milhões de dólares, dos quais uma parte será doada ao museu alemão onde a obra esteve exposta.
Vale lembrar que este caso não é isolado, já que o roubo de obras de arte pelos nazistas era uma prática habitual, e o confisco e a destruição de muitas delas, por não serem consideradas dignas de Hitler e seus homens, estão diretamente relacionados aos efeitos do Holocausto.
Entre as obras mais importantes saqueadas pelos nazistas, tanto para a destruição como para fazer parte da coleção do Terceiro Reich, são: “Santa Justa e Santa Rufina”, do pintor espanhol Bartolomé Esteban Murillo; “O pintor na estrada de Tarascon”, de Vincent Van Gogh, que foi sequestrada e incinerada, e “Retrato do Dr. Gachet”, do mesmo autor; “O Astrônomo”, de Johannes Vermeer, devolvida aos seus proprietários após a guerra e doada ao Museu do Louvre; e a “Madonna de Bruges”, confiscada em 1944 e depois levada de volta à Itália, entre muitas outras.

ARTIGO RELACIONADO
El Universal (Venezuela)

O primeiro aniversário de Netuno

14 de julho de 2011



Anteontem, 12 de julho, completou-se um ano da descoberta de Netuno... um ano netuniano, é claro, equivalente a 164,79 anos terrestres; mas não parece conveniente impor nossos parâmetros de tempo a uma data tão especial. Este planeta misterioso, do qual estamos tão distantes no espaço (algo como 4,4 mil milhões de quilômetros) quanto no conhecimento a seu respeito (sabe-se muito pouco sobre ele além do básico), foi descoberto em 24 de setembro de 1846. A primeira pista sobre sua existência foi oferecida através da descoberta e da classificação do planeta Urano, já que os astrônomos perceberam que este planeta realizava uma órbita estranha, e logo deduziram que ela estivesse sendo alterada por algum corpo desconhecido. Presumiu-se que este corpo seria provavelmente um planeta, o oitavo, e a comunidade científica da época se dedicou então à sua busca. Graças às teorias matemáticas do francês Urbain Le Verrier, foi fácil detectar a localização de Netuno, e foi assim que Johann Gottfried Galle conseguiu visualizá-lo pela primeira vez, no Observatório de Berlim. Embora tenham sido as previsões matemáticas de Verrier as que foram comprovadas na época, hoje se aceita que o cientista britânico John Couch Adams também tenha chegado às mesmas conclusões, e por isso a honra do cálculo que permitiu a observação deste oitavo planeta é repartida entre eles. Também há quem afirme que Netuno já estaria presente nos estudos de Galileu, que o teria incluído em um de seus gráficos de 1.613. A verdade é que o vimos pela primeira vez daqui da Terra há um ano netuniano. Devido a sua curta existência para nós, é compreensível que pouco saibamos sobre ele. E levando-se em conta o tempo e o espaço que nos separa, é ainda pouco provável que o conheçamos melhor em um futuro muito próximo.

ARTIGO RELACIONADO:

BBC Mundo

Os novos gigantes chineses

6 de julho de 2011


Junto com o notável crescimento econômico dos últimos anos, e coincidindo com os festejos do 90º aniversário do Partido Comunista Chinês, o governo do gigante asiático realizou uma série de inaugurações que se caracterizam por consolidar recordes mundiais de infraestrutura. Por um lado, começou a funcionar a ponte mais longa do mundo sobre o mar, na cidade costeira de Qingdao, com 36,4 quilômetros de extensão. A construção durou quatro anos e contou com um investimento de 2.300 milhões de dólares. Por outro lado, foi inaugurado o gasoduto mais extenso do mundo, que transportará o gás desde o Turquemenistão até a China, após percorrer 8.700 quilômetros . Além disso, há alguns dias foi também inaugurado o trem de alta velocidade com o maior percurso do planeta, que alcança uma velocidade de 300 quilômetros por hora e liga as duas cidades mais importantes do país, Pequim e Shangai, separadas por 1.318 quilômetros . O trajeto poderá ser realizado em 4 horas e 48 minutos, a metade do tempo que leva a viagem no trem tradicional. Este projeto, que foi realizado em tempo recorde (menos de três anos), faz parte de um plano geral de prioridades de crescimento ferroviário, que resulta em uma metáfora perfeita entre a velocidade e a potência de um crescimento econômico sem precedentes.

ARTIGOS RELACIONADOS:

ABC (Espanha)

Modelo quase perfeito do campo gravitacional

6 de abril de 2011


Depois de dois anos de missão espacial, o satélite GOCE da Agência Espacial Europeia (ESA) conseguiu uma grande quantidade de dados que permitiram desenhar com precisão o geoide modelo da superfície de nosso planeta. Esta imagem, de uma fidelidade assombrosa, permitirá avançar nas investigações sobre os processos e mecanismos internos da Terra.

Como explica com perfeição a página espanhola da ESA na internet, este geoide é “a superfície imaginária que teria um oceano que cobrisse todo o planeta, na ausência de correntes ou marés, definida por seu campo gravitacional”. E o resultado pode se assemelhar a uma batata andina, ou o simpático crânio de um personagem de desenho animado.

Estima-se que o notável valor deste trabalho permitirá estudar com maior precisão as mudanças do nível do mar, a circulação das correntes oceânicas e a dinâmica do gelo polar.

O satélite GOCE tem a característica de conseguir uma órbita baixa, o que lhe permite mapear o campo gravitacional como nenhum outro satélite de observação. 
Fotografía: gentileza da Agência Espacial Europeia (ESA)

ARTÍCULOS RELACIONADOS:

El Comercio (Perú)
Clarín (Argentina)

A origem da vida, por Stanley Miller, sessenta anos depois

4 de abril de 2011


Como a vida surgiu em nosso planeta é uma das questões básicas da ciência, e muitos pesquisadores têm se concentrado na busca de uma resposta. Nos anos 50, um professor de química realizou uma série de experiências para reproduzir as condições da Terra primitiva, por meio de uma mistura de sulfeto de hidrogênio, água, metano, dióxido de carbono e gás de amônia. Depois de vários testes em seu laboratório, o jovem Miller abandonou a pesquisa. Quase sessenta anos depois, um de seus ex-alunos, Jeff Bada, recuperou aquelas amostras do arquivo e, graças aos avanços técnicos de hoje, conseguiu junto com sua equipe, chegar a algumas respostas possíveis e importantes: a reação dos gases resultantes da ação vulcânica e de relâmpagos teriam se transformado em aminoácidos que permitiram o aparecimento de proteínas simples.

Esta demonstração também pode sustentar a hipótese da Panspermia, que sugere que a vida foi trazida por asteroides, particularmente por seus aminoácidos produzidos por sulfeto de hidrogênio, como no experimento de Miller. Isto implicaria, por sua vez, que assim como trouxeram vida à Terra, os asteroides podem tê-la semeado em muitos outros lugares.

O jovem químico estava, assim, no caminho certo, mas demasiado avançado para as ferramentas técnicas do seu tempo. É aí que reside o valor de se criar discípulos fiéis e curiosos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

ABC (Espanha)
Proceeding of the National Academy of Sciences (PNAS)

O muito antigo amigo do homem

30 de março de 2011


O esqueleto de um cão da raça Husky, de 7 mil anos de antiguidade, enterrado em um cemitério da Sibéria, se tornou a mais antiga evidência do uso de animais de estimação.

Segundo pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá), encarregados da descoberta, o cão vivia junto a uma família humana a quem servia de transporte de produtos de caça e pesca. Através de seu DNA foi possível constatar que o mascote se alimentava da mesma maneira que os humanos, e as características da descoberta demonstram que foi enterrado como se fosse uma pessoa.

Junto ao cão siberiano e seus familiares humanos, os arqueólogos encontraram também o esqueleto de um lobo, embora se presuma, segundo o Journal of Anthropological Archaeology, que ele não estivesse ali por ser tratado como mascote, mas sim para acompanhar os mortos e proteger suas almas no Além.

ARTIGOS RELACIONADOS:

RTVE (Espanha)

Lixeira espacial a laser

29 de março de 2011


Há tempos que a NASA se pergunta o que fazer com o lixo espacial, composto por mais de 60 mil objetos em órbita ao redor da Terra, e que se reproduzem e se multiplicam ao colidirem entre si. Por isso, e pelo risco de que estes resíduos se incorporem às naves que realizam voos espaciais, a NASA descobriu finalmente a técnica para eliminar o lixo e prevenir graves acidentes: raios laser de baixa potência, que desviariam os escombros reduzindo sua velocidade, para, assim, conseguir que modifiquem sua órbita e queimem ao reingressar na atmosfera.

Este sistema, segundo o anunciado pelo pesquisador James Mason, do Ames Research Center, não só é eficaz e viável, mas também é muito barato.

Cálculos indicam que a taxa de remoção de escombros seria significativamente superior à de sua criação, e em pouco tempo a órbita estaria livre.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
La República (Perú)
ABC (Espanha)
 

Resolvido o teorema de “Uma Mente Brilhante”

23 de março de 2011


Dois matemáticos espanhóis conseguiram resolver um teorema formulado na década de 60 por John Nash, o conhecido prêmio Nobel de Economia com problemas de esquizofrenia, cuja vida foi retratada no filme “Uma Mente Brilhante”.

Javier Fernández de Bobadilla e María Pe Pereira demonstraram a hipótese de Nash, vinculada com o conceito matemático de “singularidade”, com uma abordagem surpreendentemente nova e simples, quase elementar, que levou apenas três anos.

Ainda que o problema da “singularidade” seja do campo da matemática pura, segundo o jovem matemático espanhol “acabará tendo aplicações”, já que se trata de um conceito que pode ser percebido no mundo físico. Embora não se possa dizer com certeza que isso vá acontecer, a resolução do teorema já é um importante passo dentro deste misterioso mundo de perguntas, hipóteses e demonstrações, às quais aquela “mente singular” soube recorrer tão profundamente. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Razón (Argentina)
El País (Espanha)

Chegando a Mercúrio

22 de março de 2011


Após sete anos de viagem espacial, depois de percorrer quase oito milhões de quilômetros e de dar quinze voltas ao redor do Sol, diminuindo pouco a pouco a sua órbita, a sonda Messenger da NASA se transformou na primeira incursão humana na órbita de Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.

Durante dois dias será realizada a “Fase de Checagem Orbital”, para verificar se todos os sistemas da nave estão se adaptando bem ao complicado meio ambiente do planeta. No dia 24 de março, se tudo estiver como se espera,  os instrumentos começarão a ser ligados, para que dez dias depois se possa iniciar a fase de coleta de dados, que consiste entre outras coisas: fotografar sua superfície, fazer a cartografia do seu campo magnético e buscar água em forma de gelo em seus depósitos polares. Desta maneira, após uma complexa e exigente travessia, a humanidade dará mais um passo em sua voraz vocação de explorar o desconhecido.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Círculo Astronómico (Chile)
El Informador (México)

O som real do terremoto no Japão, a partir do fundo do mar

17 de março de 2011


O tremor de 9.0 na escala Richter pode ser escutado, tal como soou no fundo do oceano, na página da web do projeto LIDO “Listening to the Deep Ocean Environment”.

A Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), através de seu Laboratório de Aplicações Bioacústicas, lidera este projeto internacional cujo objetivo é “registrar, pela primeira vez em tempo real, os sons do fundo do mar e avaliar o impacto dos sons artificiais no estado de conservação do meio marinho”, segundo seu diretor, o Professor Michel André. Desta maneira, pôde ser captado o som do terremoto, assim como o de suas sucessivas réplicas, desde uma rede de observatórios submarinos, equipada com hidrofones do LIDO, situada nos arredores do epicentro do tremor, próximo da localidade de Hatsushima.

Os dados obtidos através desta tecnologia científica foram tratados devidamente para que pudessem ser percebidos pelo ouvido humano, no www.listentothedeep.com/acoustics/

É questão de fechar os olhos, e aguçar os ouvidos e a imaginação, para mergulhar neste testemunho assustador e dolorosamente natural.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Muy Interesante (Espanha)

O eixo da terra se movimentou 17 cm por causa do terremoto no Japão

16 de março de 2011


O forte tremor que sacudiu na quinta-feira passada o país asiático e deixou inumeráveis perdas humanas e materiais, teve também um importante efeito no planeta: segundo o cientista Richard Gross, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, o eixo da Terra moveu-se 17 centímetros, encurtando os dias em 1,8 milionésimos de segundo. Este deslocamento tem o dobro da magnitude do que foi produzido pelo terremoto no Chile em 2010. Outra notável mudança foi a localização da Ilha de Honshu (praticamente 60% da área do Japão), que se moveu quase 2,5 metros.

Todos estes dados implicam em magnitudes de transformação superiores às primeiras estimativas: horas depois que aconteceu o tremor, o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália havia calculado e mostrado mediante um comunicado, que o deslocamento do eixo terrestre podia chegar a 10 cm, cinco a menos que o calculado por Gross. Isto sugere que à medida que o tempo passe, as precisões irão aumentando e os dados podem ser cada vez mais surpreendentes. 
Fotografia: gentileza da NASA

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Nación (Argentina)
El Mundo (Espanha)

Os soldados romanos que foram vítimas de armas químicas

11 de março de 2011


Há 1.775 anos os romanos estavam defendendo a cidade de Dura-Europos (atual Síria) do ataque do exército Persa.

Os persas realizaram escavações debaixo dos muros que protegiam a base militar romana, para fazê-los cair, e os romanos por sua vez fizeram um túnel para enfrentá-los e detê-los. Até então esta era a história conhecida que a arqueologia tentou completar: na década de 30 foram encontrados no local os cadáveres de dezenove soldados romanos e um persa.

O pesquisador a cargo da escavação, o francês Robert du Mesnil du Buisson, concluiu que se tratava de feridos em um combate subterrâneo corpo a corpo. Entretanto, pela posição dos corpos e pela estreiteza do túnel, muitos puseram em dúvida esta versão do ocorrido.

Agora, segundo uma investigação publicada pelo American Journal of Archaeology, podemos saber que os persas atacaram os romanos com fumaça tóxica, fazendo fogo e acrescentando a ele enxofre e alcatrão, que ao converter-se em ácido sulfúrico em seus pulmões produziu uma morte instantânea, tanto aos romanos como ao persa que, conclui-se, foi quem ateou fogo à fogueira. Desta maneira, esses vinte corpos passam a ser os vestígios mais antigos já encontrados de morte por armas químicas, e além disso agregam um novo dado sobre as técnicas de guerra, sofisticadas e brutais, do exército Persa. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile) 

O primeiro registro de um planeta “recém-nascido”

10 de março de 2011


 

Um grupo de astrônomos de vários países conseguiu registrar pela primeira vez a imagem de um sistema solar em plena gestação.

A pesquisa, publicada recentemente na revista Astronomy and Astrophysics, pode significar um importante avanço, e servirá para ampliar os conhecimentos sobre o processo de formação dos planetas ao redor das estrelas. Neste caso, trata-se da estrela T Chamaeleontis cercada por um disco de poeira e gás e em cujo anel vazio está em órbita este jovem planeta.

De acordo com a pesquisadora espanhola Nuria Huélamo, diretora do projeto, esta é a primeira vez que consegue detectar um corpo dentro do anel vazio de um disco protoplanetário, o que reforçaria a hipótese da formação dos planetas.

O cientista Peter Tuthill, um membro da equipe científica que fez esta descoberta, nos lembra a ideia do filósofo Immanuel Kant, que já no século XVIII, afirmava que os planetas cresciam a partir de um grande disco de poeira em rotação, constituído pelo material que sobrou da formação do sol que está em seu centro.

ARTIGOS RELACIONADOS:

ABC (Espanha)

 

O rosto de Ötzi, o Homem das Neves

4 de março de 2011


Após vinte anos de pesquisa, dois especialistas holandeses conseguiram reconstituir o rosto de Ötzi, também conhecido como "O Homem das Neves": um corpo encontrado nos Alpes em 1991, em perfeito estado apesar de seus 5.300 anos, o que o torna a múmia natural mais antiga já encontrada no mundo.

Foram anos de trabalhos científicos na tentativa de entender a vida e a morte de Ötzi (chamado assim após ter sido encontrado perto do vale de Ötz), alguns dos quais resultaram no ambicioso projeto visual Iceman Photoscan, até que hoje finalmente podemos conhecê-lo como conhecemos a um contemporâneo qualquer: por seu rosto. O homem das neves tinha olhos castanhos, barba longa e bochechas afundadas; as rugas profundas que marcam seu rosto lhe dão um ar melancólico e heróico, de quem sofreu e resistiu, e apesar de ter 45 anos, sua aparência era a de um idoso. O corpo de Ötzi se encontra preservado e resfriado a 6º graus centígrados. 

Agora que conhecemos o seu rosto, poucos mistérios ainda permanecem. Sabemos que ele foi morto com uma flechada nas costas. Só resta agora saber o motivo do crime e entender o que ele fazia lá, sozinho em um lugar tão longe.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
El Comercio (Peru)
ABC (Espanha)

Galaxia NGS 247

Espiando a galáxia vizinha

3 de marzo de 2011


Uma imagem impressionante tirada pelo telescópio do Observatório Europeu Austral no Chile, permitiu aos cientistas confirmar uma suspeita: a galáxia espiral NGC 247 é uma das vizinhas mais próximas à Via Láctea, já que está a apenas 11 milhões de anos-luz.

A estimativa que havia sido feita anteriormente a localizava a um milhão de anos-luz mais longe, uma imprecisão que pode ter sido causada pela inclinação desta galáxia quando vista da Terra. Para aperfeiçoar este tipo de cálculo, um grupo de astrônomos está desenvolvendo o Projeto Araucária, que irá avaliar os fatores que afetam as Cefeidas, estrelas luminosas cujo brilho é usado como um marcador de distâncias cósmicas.

Como pode ser visto na fotografia magnífica, a NGC 247 contém em si um grande número de estrelas, nuvens de hidrogênio rosa, e braços espirais irregulares.
Sua beleza é inegável, mas como está muito perto, será preciso olhar para ela com certo pudor.
Fotografia: gentileza do Observatório Europeu Austral

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Gaceta (Argentina)
ABC (Espanha)

O Código Maia de Dresden conduziria a um tesouro?

2 de março de 2011


Assim diz o matemático Joachim Rittseig, que passou os últimos quarenta anos de sua vida estudando o manuscrito pertence à cultura maia, protegido por séculos na Biblioteca Estatal da Saxônia em Dresden.

Rittseig afirma ter encontrado indícios claros no texto que conduziriam a um tesouro de oito toneladas de ouro, que teria afundado perto da capital maia de Atlan, no Lago Izabal, no leste da Guatemala; ele explica que na página 52 do documento há referências a esta cidade, destruída por um terremoto em 666 a.C, e na qual eram guardadas 2.156 tábuas em ouro onde os maias registraram suas leis. O cientista também afirma ter encontrado os restos desta cidade submersa graças a imagens de radar. Atualmente ele está em busca de financiamento para realizar uma expedição à Guatemala, onde a descoberta pode ser confirmada ou descartada definitivamente. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

Clarín (Argentina)
La Crónica de Hoy (México)

A viagem inicial do Robonaut R2

1 de março de 2011


A NASA enviou ao espaço, como parte da tripulação da última missão da Discovery, o Robonaut R2, o primeiro robô androide a realizar este tipo de viagem.

A Discovery partiu na quinta do Centro Espacial Kennedy (Cabo Canaveral, Flórida) rumo à Estação Espacial Internacional; a missão STS-133 conta com seis astronautas humanos além do Robonaut R2, que ajudará nas tarefas técnicas e de manutenção da nave. Este robô de aparência humana foi criado pela General Motors para a NASA; é feito com fibra de carbono niquelado e alumínio, tem braços extensíveis, mãos com mobilidade rotatória e cinco dedos, capazes de levantar 2,5 kg cada um. Também tem um sistema de visão: na altura dos olhos possui duas câmeras que geram a visão estérea e duas câmeras auxiliares e uma câmera infravermelha instalada em sua boca.

Assim, a viagem de despedida da Discovery, depois de vinte e seis anos de missões, é também a viagem inicial de Robonaut R2, que será estudado e treinado de agora em diante para aperfeiçoar e ampliar suas capacidades no espaço.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Razón (Espanha)
El Economista (México)

A descoberta de “O senhor de Wari” modifica a história pré-inca

28 de fevereiro de 2011


Uma série de importantes descobertas arqueológicas realizadas entre novembro e dezembro de 2010 no distrito de Vilcabamba, situado na selva de Cuzco (Perú), foram reveladas durante a visita oficial da diretora geral da  Unesco.

Tratam-se de 362 peças pertencentes à cultura Wari (a civilização mais importante, junto com a Inca, da época pré-hispânica). As peças são da tumba de um governante, agora batizado Senhor de Wari, entre elas uma máscara de prata, dois braceletes de ouro, três colares de pedras semipreciosas e duzentas lantejoulas de prata.

A descoberta é prova da presença da cultura Wari neste local, localizado a um dia e meio de Cuzco, dado que se desconhecia até hoje e que permite estimar que esta civilização se expandiu para o Leste e para o sul, muito mais do que se acreditava.

O Ministro da Cultura do Perú, Juan Ossio, qualificou de “notável e surpreendente” o resultado desta investigação. Todos os elementos encontrados serão exibidos na Casa Garcilaso, em Cuzco.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Crónica Viva (Perú)
La República (Perú)

A história do Universo em 500 noites de observação

25 de fevereiro de 2011


O Observatório Nacional de Astronomia Ótica dos Estados Unidos aprovou a utilização do telescópio Mayall, no Arizona, para o projeto BigBoss, um ambicioso empreendimento de colaboração internacional que pretende observar o espaço durante 500 noites para confeccionar o mapa mais fiel do firmamento já feito até hoje; de fato, calcula-se que será dez vezes mais completo que o mapa mais completo da atualidade.

O Mayall, um telescópio de quatro metros, será modificado para cobrir um raio mais amplo de visão, e equipado com um instrumento espectroscópico capaz de medir 5 mil galáxias simultaneamente sem perder em precisão. Desta maneira, o BigBoss estudará 50 milhões de objetos astronômicos, estabelecerá a localização de 20 milhões de galáxias e quasares, chegando a observar a primeira infância de nosso universo. Estima-se que a informação obtida poderá servir para resolver os enigmas da energia escura e a expansão do universo, e inclusive provar a validez da teoria geral da relatividade.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Revista Muy Interesante (Espanha)
Diario La Razón (Espanha)

Um automóvel que se dirige com a mente

25 de fevereiro de 2011


O projeto AutoNOMOS da Universidade de Berlim está trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia que permitiria criar um veículo que pudesse ser dirigido com os impulsos do cérebro, sem intervenção do corpo humano. O Brain Driver é um protótipo que utiliza uma interface que codifica sinais eletromagnéticos do cérebro e os converte em um padrão que pode ser reconhecido pelo carro na hora de acelerar, virar, frear.

Este projeto está sendo desenvolvido desde 2006, e desde então conseguiu progressivos e significativos passos rumo a esta utopia: desde o controle através de um iPhone, um iPad, até o Eye Driver, uma interface que acompanha o olhar.

O novo veículo foi posto a prova em uma ampla área aberta (o ex-aeroporto de Tempelhof) já que ainda tinha algumas falhas, como um ligeiro desajuste entre os comandos e a resposta do carro. Os cientistas advertem que ainda falta percorrer um longo caminho, já que nem sequer se pode saber se a “condução psíquica” seria um modo de direção especialmente seguro.
Fotografia: gentileza da Universidade de Berlim - Projeto Autônomo

ARTIGOS RELACIONADOS:

Clarín (Argentina)
ABC (Espanha)

Crânios usados para beber

23 de fevereiro de 2011


Nossos antepassados do Neolítico tinham alguns costumes similares aos nossos: eram caçadores coletores, pintavam nas cavernas e enterravam seus mortos. Mas não todos: alguns (em geral, membros de tribos inimigas) eram comidos, e não contentes com isso, utilizavam seus crânios como taças ou copos para beber. 

Cientistas do Museu Natural de Londres chegaram a esta conclusão logo após estudar os restos de corpos de quase 15 mil anos de antiguidade, encontrados em uma caverna de Gough ao sudeste da Inglaterra.

O paleontólogo Chris Stringer explica, no artigo publicado na revista Plos One, que os moradores da caverna de Gough “arrancavam os cabelos dos crânios, removiam os olhos e as orelhas, limavam os traços do rosto, desprendiam as mandíbulas e esculpiam as bordas. Faziam um trabalho muito meticuloso”. É este trabalho detalhista e sofisticado de limpeza que sugere que os crânios de alguns mortos eram utilizados como copo. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Razón (Argentina)
El Mundo (Espanha)

As tempestades solares podem ter consequências desastrosas

22 de fevereiro de 2011


Em 13 de fevereiro, uma potente explosão solar foi detectada pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO), um observatório que a NASA lançou há um ano e que nunca deixa de surpreender com sua capacidade de registrar a atividade solar. Mesmo que esta tempestade geomagnética não tenha tido nenhuma consequência e possa ter sido observada a partir das regiões polares como auroras no céu, os cientistas advertem que no futuro estas explosões não serão um simples espetáculo estético e poderão ter efeitos graves sobre o nosso planeta.

Uma tempestade solar tem potência suficiente para destruir a vasta rede de satélites que rodeiam a Terra, desestabilizando o sistema tecnológico que governa nossas vidas: desde a navegação, telecomunicações e GPS, até a sincronização dos computadores.

A grande tempestade solar da semana passada é apenas um anúncio, pois estamos apenas no início do ciclo solar, de modo que tais fenômenos serão mais pronunciados ao longo dos próximos onze anos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

ABC (Espanha)

A propaganda nazista, pioneira do cinema 3D

21 de fevereiro de 2011


Foram descobertos dois filmes de propaganda nazista, de meia hora cada, filmados inteiramente em 3D. O material, encontrado pelo cineasta Philippe Mora e divulgado ontem em pleno Festival Internacional de Cinema de Berlim, é de 1936.

Os filmes foram filmados em 35 mm, com um prisma colocado na frente de duas lentes, segundo estima seu descobridor, e tem um claro objetivo propagandista: Um, "Tão Real que Você Pode Tocar", apresenta imagens de um carnaval, com salsichas em primeiro plano em um churrasco; o outro, intitulado "Seis Garotas num Fim de Semana", mostra algumas atrizes famosas da época desfrutando um fim de semana. Notavelmente, Hollywood fez a sua primeira experiência em 3D durante a década de 50, quase 20 anos depois.

Philippe Mora descobriu o material quando realizava a produção de um documentário sobre o uso de imagens na formação da opinião pública durante o regime nazista, a ser intitulado "How the Third Reich was Recorded”.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El País (Espanha)
La Capital (Argentina)

Revista Variety

As próteses mais antigas são egípcias

18 fevereiro de 2011


Até agora, acreditava-se que o início da história das próteses funcionais para o corpo humano poderia ser estabelecido com a descoberta da Perna Capua romana. No entanto, um estudo realizado pela Universidade de Manchester remonta o nascimento das próteses ao ano 600 a.C.

Dois dedos artificiais colocados em múmias egípcias, um preservado no Museu Britânico (o famoso dedo de Greville Chester), e um artefato tripartido de couro e madeira em exposição no museu do Cairo foram as fontes de pesquisa. Depois de fazer réplicas exatas de ambos os objetos e testá-los em voluntários que perderam o dedão de um pé, o Dr. Jacky Fynch e sua equipe, após uma análise minuciosa, validaram o teste que deu por concluída a investigação.

Segundo Fynch descreve em um artigo no The Lancet, o desgaste na ponta do dedo de Greville Chester e as características do desenho do dedo do Cairo, me levaram a especular que os dedos foram usados por seus donos em vida, e simplesmente juntados ao pé durante a mumificação por razões religiosas ou rituais."
Foto: Cortesia do Museu do Cairo

ARTIGOS RELACIONADOS:

El País (Costa Rica)
La Razón (Argentina)

Primeiro voo simulado a Marte

17 de fevereiro de 2011


No marco do projeto Mars 500, uma simulação de viagem para Marte que tem o propósito de experimentar problemas técnicos e psicológicos nos voos espaciais que serão possíveis no futuro, dois aspirantes a astronautas realizaram sua primeira caminhada pela “superfície do planeta vermelho”.

Depois de 250 dias dentro do simulador espacial, os tripulantes caminharam uma hora e doze minutos por um cenário que recria a cratera do lago Gusev. Agora permanecerão no planeta até 23 de fevereiro, “período durante o qual realizarão três saídas à superfície marciana”, informou um porta-voz do Instituto de Problemas Biotécnicos de Moscou, onde está o simulador utilizado neste projeto pela Agência Espacial Europeia.

Esta viagem simulada antecipa com fidelidade as futuras expedições interplanetárias para analisar a resistência do ser humano em condições de isolamento prolongado, uma iniciativa única que provocou entusiasmo em toda a comunidade astronômica.

A tripulação regressará à Terra em 26 de outubro, logo após diversos testes: desde manobras de emergência ante uma chuva de meteoritos até estudos da superfície com ajuda de robôs.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espanha)

Manuscrito Voynich

Determinada a idade do manuscrito mais estranho do mundo

15 de fevereiro de 2011


O famoso manuscrito Voynich, um livro de textos e desenhos incompreensíveis, que é objeto de estudo desde 1912, é mais antigo do que se acreditava. Mesmo que ainda não se tenha avançado na decodificação de seu sistema linguístico nem na maneira como suas ilustrações são agrupadas (diversas plantas, gráficos possivelmente astronômicos, mulheres tomando banhos de imersão), cientistas da Universidade do Arizona conseguiram determinar aproximadamente sua idade, o que pode ajudar ao menos a resolver o enigma de sua autoria.

Um grupo de pesquisadores do departamento de Física, liderado por Greg Hodgins, pegou uma pequena amostra do pergaminho original e estabeleceu, mediante estudo por datação de radioisótopos de carbono, que o livro foi escrito no século XV, mais de cem anos antes do que os pesquisadores haviam imaginado.

Embora a informação não seja decisiva, depois de um século de pesquisas infrutíferas, qualquer dado concreto que possa ser obtido deste misterioso manuscrito gera uma pequena revolução entre os criptógrafos obcecados de todo o mundo.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
ABC (Espanha)

Comprovado: Lucy caminhava em pé

14 de fevereiro de 2011


Um osso encontrado nas escavações de Hadar, Etiópia, pertencente ao pé de um Australopithecus Afarensis, é a prova definitiva de que esta espécie caminhava em pé.

Mesmo sendo o que se acreditava, até o momento não existia a certeza por causa da pouca quantidade de fósseis acessíveis dos “primos” de Lucy, a famosa fêmea perfeitamente conservada que deu lugar à classificação desta espécie de cerca de 3,2 milhões de anos.

Desta vez os investigadores da Universidade de Missouri (Columbia, Estados Unidos) encontraram, na mesma escavação na qual encontraram há três décadas o fóssil de Lucy, o osso do quarto metatarso de um pé esquerdo que traz consigo a comprovação: os pés dos Australopithecus Afarensis eram rígidos e arqueados, quase como os nossos, o que lhes permitia moverem-se erguidos em trajetos longos e com a capacidade de mudar de velocidade, isto é, duros para suportar o choque contra o solo, mas flexíveis para absorvê-los. Esta estrutura difere dos pés dos macacos, capacitados para trepar em árvores, o que comprova a suspeita generalizada de que Lucy e os seus ancestrais eram perfeitamente bípedes.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Revista Science
El Mundo (Espanha)
ABC (Espanha)

A pata da serpente

10 de fevereiro de 2011


Os antepassados das serpentes tinham patas. Ao menos é o que parece indicar uma recente pesquisa científica baseada na analise de fósseis com raios X. Os restos da Eupodophis Descouensi, descoberta há dez anos no Líbano, e de um espécime antigo de aproximadamente 95 milhões de anos, foram observados à luz do Síncrotron de Grenoble, uma potente máquina que consegue captar detalhes minúsculos, mas às vezes decisivos. Neste caso, uma pequena pata escondida junto à pélvis, que viria a desempatar um tradicional debate científico sobre se as serpentes evoluíram a partir de lagartos terrestres ou de lagartos marinhos.

Esta pesquisa, a cargo do Museu Nacional de História Natural de Paris, foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology, onde se podem ver as imagens em três dimensões e em alta definição da pata da serpente, com dois centímetros de comprimento e dobrada à altura do joelho. 

As faces do Sol pela NASA

9 de fevereiro de 2011


A NASA conseguiu captar a imagem completa do Sol, que poderá ser visto e conhecido de agora em diante em toda sua complexidade tridimensional.

Em 2006 a agência espacial enviou duas sondas solares em diferentes direções com o objetivo de captar através de suas fotografias uma imagem do Sol suficientemente completa, e assim poder analisar, entre outras coisas, as ejeções de massa coronal (ou tempestades solares), violentas erupções de matéria capazes de afetar satélites e redes elétricas da Terra. Cinco anos e 470 milhões de quilômetros depois, ambas as sondas se reencontraram, finalizando com êxito o projeto STEREO.

Até agora não era possível captar acidentes como as manchas solares (que derivam em tempestades magnéticas), porque estas ocorriam na face oculta do sol por conta da rotação.

Segundo explica a NASA em seu comunicado oficial, “as novas imagens ajudarão a melhorar o planejamento de futuras missões de naves espaciais, robóticas ou tripuladas, até o sistema solar”. Além disso se estima que a informação conseguida com este projeto servirá para aperfeiçoar as previsões climáticas.
Imagem da face invisível do Sol tirada pela sonda STEREO da NASA

ARTIGOS RELACIONADOS:

ABC (Espanha)

Conseguem sequenciar o incrível genoma da pulga d'água

7 de fevereiro de 2011


Segundo uma pesquisa publicada na revista Science, cientistas da Universidade de Indiana sequenciaram o genoma da pulga d'água (Daphnia Pulex), e encontraram uma surpresa: aproximadamente 31 mil genes. Este diminuto animal tem o genoma mais complexo de todos os que se tem conhecimento até hoje. Sem ir muito longe, o ser humano conta com apenas 23 mil genes.

A pulga d'água doce, pertencente à família do camarão, pode ter um papel importante na luta contra a contaminação aquática, servindo como organismo modelo para a ciência ambiental.

Os genes da Daphnia se multiplicaram para poder se adaptar às mudanças do ambiente, por isso se poderia utilizá-la como um “detector precoce de riscos ambientais”, segundo palavras de John Colbourne, diretor do projeto.

Este crustáceo é capaz de desenvolver espinhas protetoras no rabo e dentes no pescoço na presença de substâncias químicas nocivas, e de adaptar-se a uma ampla classe de acidez, concentração de oxigênio, toxinas e temperaturas, pelo que se torna ideal para a experimentação científica, e para um possível controle da contaminação em água doce.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Informador (México)
La Nación (Costa Rica)

A NASA descobre um novo sistema planetário

4 de fevereiro de 2011


Trata-se de seis planetas que giram ao redor de uma estrela semelhante ao nosso Sol, batizada de Kepler-11 (descoberta pelo telescópio espacial utilizado para a investigação destes exoplanetas), que fica a 2.000 anos-luz da Terra.

Cinco dos planetas são de tamanho médio e têm órbitas muito reduzidas, de menos de cinquenta dias, o que implica que o calor em sua superfície tornaria possível a existência de vida. Mas o sexto parece ser maior, embora seu tamanho ainda não tenha sido calculado com precisão, e leva 118 dias para dar a volta em Kepler-11.

De acordo com Jack Lissauer, astrônomo especialista da NASA, esta descoberta inesperada “é a coisa mais importante que aconteceu no campo dos exoplanetas desde 51 Pegassi b, o primeiro exoplaneta descoberto em 1995 ".

O telescópio espacial Kepler da NASA se encontra desde 2009 na busca por planetas fora do nosso sistema solar que possam ser semelhantes à Terra, na expectativa de encontrar algum com as condições necessárias para a existência de vida.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espanha)
ABC (Espanha)

O "dinossauro papagaio" de um único dedo

3 de fevereiro de 2011


Foi descoberto um novo e exótico membro da família dos Alvarezsaurios, os terápodes, um grupo de dinossauros carnívoros que deram origem às aves de hoje, e cujos parentes mais famosos são o Tyrannosaurus e o Velociraptor. O "Linhenykus Monodactylus", desenterrado há poucos dias, pesava menos de meio quilo e sua altura era inferior a 70 centímetros, aproximadamente do tamanho de um papagaio de grande porte.

A partícula "Linhenykus" do seu nome se refere ao local onde o fóssil foi encontrado perto da cidade de Linhe, na Mongólia. "Monodactylus", por sua vez, representa a característica mais específica deste novo dinossauro: ele tinha um único dedo em cada membro superior. Estima-se que o utilizava para escavar os ninhos de insetos que lhe serviam de alimentos, dada a pequenez de seus dentes.

Alguns cientistas atribuem essa característica ao avanço evolutivo, em que os dedos externos desapareceram por não apresentarem mais utilidade. Outros salientam que este exemplar é demasiado primitivo para confirmar esta hipótese, motivo pelo qual sugerem que talvez nem todos os membros da família dos Alvarezsaurios tinham três dedos, como se acreditava até agora.

ARTIGOS RELACIONADOS:

O Estado de São Paulo - Estadão (Brasil)
Revista Muy Interesante
Diario Uno (Argentina)

Contra a desvalorização do Quilograma

1 de fevereiro de 2011


Atualmente o quilograma é a única unidade de medida cuja definição se dá com base em um objeto físico: um protótipo de Irídio e Platina, cuidadosamente guardado na sede parisiense do Sistema Internacional de Unidades. As outras unidades existentes baseiam-se em quantidades físicas. Mas isto está para mudar: o objetivo dos cientistas é que todas as medidas sejam universais e estáveis, e o quilograma vinha causando um conflito. A massa do protótipo modificou-se de maneira imperceptível, e hoje em dia pesa 50 microgramas a menos do que pesava quando foi desenhado em 1859.

Perante este risco, foram acelerados os trabalhos dos especialistas em metrologia para redesenhar a definição de quilo, chegando-se à conclusão e ao acordo de que se usará a constante de Plank, uma constante da física quântica, segundo informou o diretor do Escritório Internacional de Pesos e Medidas. Chegaram a este consenso depois de anos de experiências com a complexa “balança de Watt” e após terem descartado outra possibilidade, segundo a qual o quilograma deveria basear-se nas massas atômicas. 
Fotografia: gentileza do Bureau International des Poids et Mesures (BIPM)

ARTIGOS RELACIONADOS:

El País (Espanha)
La Jornada (México)

A galáxia mais jovem, a mais distante

28 de janeiro de 2011


Segundo uma pesquisa astronômica publicada pela prestigiosa revista Nature, foi descoberta a mais jovem das galáxias já vistas até o momento, pode-se dizer a mais distante de nós e a mais próxima do momento do Big Bang.

De acordo com o que foi visualizado pelos astrônomos através das imagens captadas pelo telescópio Hubble (o mais eficaz até o presente), esta galáxia formou-se uns 480 milhões de anos após o início do Universo, há 13.200 milhões de anos. Com isso, pode-se dizer que foi gerada em plena “Era de reionização”, o momento de formação das primeiras estrelas.

Desta maneira, podemos saber com maior certeza como ocorriam as mudanças naquela Era. Garth Illingworth, um dos líderes desta pesquisa, indica que esta galáxia lhes permitiu ver que “o Universo estava mudando muito rapidamente em um período muito curto de tempo".

Cabe acrescentar que esta galáxia é pequena: aproximadamente cem vezes menor que a Via Láctea.

Esta descoberta indica que a ciência está no caminho certo para encontrar as primeiras galáxias, essas esquivas primogênitas do Universo.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espanha)
El Imparcial (Espanha)

O período em que a Terra ardeu

27 de janeiro de 2011


Pesquisadores da Universidade de Calgary, Canadá, liderados por Stephen Grasby, descobriram capas de cinza de carvão sobre rochas, procedentes do Período Permiano. Esta descoberta sugere a verdadeira causa da “Grande Mortandade” de tal período, ocorrida há 250 milhões de anos, quando erupções vulcânicas causaram uma combustão massiva de carvão, gerando um enorme volume de gases de efeito estufa.

No final do período Permiano produziu-se a extinção mais catastrófica da história da vida no planeta: após um aquecimento global, estima-se que foram extintas quase 95% das espécies. O que não se sabia até o momento, era a causa de tal catástrofe: as hipóteses iam desde a explosão de uma supernova até o impacto de um meteorito.

A pesquisa de Grasby parece haver encontrado a explicação. Primeiro, foi a descoberta de que as cinzas do Lago Buchanan pareciam carvão vegetal e não madeira queimada. Estas cinzas (provenientes do período anterior, o Carbonífero), espalhadas pela superfície do único continente formado no período Carbonífero e inflamadas pela intensa atividade vulcânica, causaram o fim de uma Era.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Informador (México)
La República (Perú)
Revista Nature Geoscience

O mistério da jovem Moora... foi resolvido?

26 de janeiro de 2011


Em 2000, a polícia alemã descobriu o corpo de uma jovem, em perfeito estado de conservação, em um pântano perto de Hannover. De acordo com os testes iniciais, o corpo corresponderia ao de uma mulher entre 17 e 19 anos, que teria morrido em circunstâncias misteriosas. A descoberta foi ligada no início com o caso de uma mulher desaparecida em 1969, mas testes de DNA refutaram a hipótese. Cinco anos depois, a mão foi encontrada na mesma área. As impressões digitais estavam intactas e -o primeiro dado decisivo- apresentava substâncias próprias de uma mumificação.

Desta forma, um grupo de arqueólogos assumiu o trabalho, e depois de fazer a datação por radiocarbono, informou-se que a morte da garota teria acontecido entre 764 e 515 aC. A jovem foi batizada de Moora (Moor significa pântano em alemão) e começou-se a pesquisar sua vida e as possíveis causas de sua morte, juntamente com um grupo multidisciplinar de peritos. Concluiu-se que Moore, ruiva e canhota, tinha vivido na atual Baixa Saxônia durante a Idade do Ferro. Durante sua infância sofreu duas fraturas no crânio e passou longos períodos de doença, além de sofrer de desnutrição crônica. Ela trabalhava carregando grandes potes de água em sua cabeça.

No entanto, embora possamos conhecer o seu rosto (reconstituído por especialistas alemães e britânicos), ainda não sabemos a causa de sua morte, e por que estava nua e seu corpo não foi cremado, de acordo com os costumes fúnebres do seu tempo.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espanha)

Os dez maiores avanços da física em 2010

24 de janeiro de 2011


O Instituto de Física Britânico, através da sua secção Physics World, compilou a lista dos feitos mais relevantes para o progresso da física durante o ano passado.

1. Criação e manutenção de antimatéria

A equipe internacional do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) conseguiu produzir 38 átomos de antihidrogênio durante um décimo de segundo (tempo suficiente para analisá-los) com seu experimento ALPHA, abrindo assim a porta para a compreensão das diferenças entre a matéria e a antimatéria.

2. Atmosfera de Exoplaneta

Um grupo de astrônomos do Canadá e da Alemanha mediram de maneira direta, pela primeira vez, a atmosfera de um planeta fora do nosso Sistema Solar.

3. Máquina Quântica

É a primeira máquina quântica fabricada pelo homem. A máquina completa tem espessura menor do que um fio de cabelo. Poderia ser o primeiro passo para a fabricação de computadores quânticos, que seriam capazes de decifrar em alguns segundos, todas as chaves de segurança do Pentágono e da NASA.

4. A capa da invisibilidade

George Barbastathis e sua equipe do Instituto Tecnológico de Massachusetts e da Universidade de Singapura, criaram uma capa que consegue esconder objetos de 2 mm. A equipe da Universidade de Birmingham, do Colégio Imperial e a Universidade Tecnológica da Dinamarca, a cargo de Shuang Zhang, desenhou um metamaterial que consegue tornar invisíveis objetos de 3 mm.

5. Laser acústico

Dois grupos independentes, anunciaram os primeiros lasers acústicos de fônons, que emitem ondas acústicas coerentes de modo similar ao dos lasers convencionais, que emitem ondas de luz coerente.

6. Superfóton

Uma equipe alemã conseguiu construir um condensado de Bose-Einstein (BEC) de fótons, um superfóton.

7. Tempo Relativo

James Chin-Wen Chou e sua equipe do National Institute of Standards and Technology (NIST) dos Estados Unidos, usou dois dos mais precisos relógios ópticos do mundo para demonstrar que o tempo corre mais rápido em um relógio que está localizado a apenas 33 centímetros mais acima que o outro, e que o tempo corre mais devagar em um relógio que se move a 35 quilômetros menos por hora em relação ao outro.

8. Telepresença à maneira de Star Wars

Cientistas da Universidade do Arizona criaram um material que pode armazenar dados de imagens holográficas sucessivas que são atualizados a cada dois segundos, o que representa um passo importante em direção à telepresença.

9. Próton Pequeno

Uma equipe internacional liderada por físicos do Instituto Max Planck de Óptica Quântica na Alemanha, afirma que esta partícula é aproximadamente 4% menor do que se acreditava.

10. LHC recria o Big Bang

PhysicsWorld fecha sua lista dos 10 avanços mais importantes do ano com o novo acelerador de LHC, no qual os especialistas do CERN conseguiram em março de 2010 as primeiras colisões de prótons em energia de 7 teraeletronvolts, a maior já alcançada em um acelerador, recriando assim o Big Bang.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Informador (México)

Um buraco negro supermassivo em uma galáxia anã reabre o debate sobre "o ovo ou a galinha"

21 de janeiro de 2011


O diâmetro da minúscula galáxia Henize 2-10 é trinta vezes menor do que a Via Láctea. O curioso é que recentemente foi descoberto um buraco negro gigantesco no seu centro.

A constatação surgiu de uma tese científica de Amy Reines, da Universidade da Virgínia, e foi publicada em 09 de janeiro na revista Nature.

De acordo com Amy Reines, dados coletados comprovam que o buraco negro é anterior à galáxia ao seu redor. Isto sugere a resposta a uma grande questão na astronomia: é possível que os buracos negros se formem antes das galáxias que os contêm. A semelhança de Henize 2-10 com as galáxias mais jovens apóiam essa hipótese.

Outros astrônomos, como Meg Urry, da Universidade de Yale, apreciaram a descoberta, mas não a consideram decisiva para provar o que veio primeiro, o ovo ou a galinha. Mas há um detalhe: a descoberta aconteceu por acaso. "Eu queria estudar as explosões estelares nesta galáxia, não estava pensando absolutamente em buracos negros", confessou Amy Reines.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espanha)

As descobertas arqueológicas e científicas mais importantes de 2010

27 de dezembro de 2010


A revista Archeology, pertencente ao Instituto de Arqueologia dos Estados Unidos, publicou uma lista com as 10 principais descobertas de 2010, conforme relacionadas abaixo:

1. A tumba de Hecatômno em Milas, no sudeste da Turquia, pertencente ao século IV a.C.

2. Ferramentas de pedra do Paleolítico, encontradas na ilha de Creta na Grécia, que datam de 130.000 a 700.000 anos atrás.

3. A tumba real de El Diablo em El Zotz, a maior metrópole maia descoberta até o momento, localizada na região florestal de Petén na Guatemala.

4. As antigas pirâmides da província peruana de Jaen, com pelo menos 2.800 anos de antiguidade.

5. A descoberta do barco britânico “Investigator”, que havia se perdido no Ártico em 1853 durante a expedição de resgate do pesquisador Sir. John Fanklin.

6. A decodificação do genoma do homem de Neanderthal pelos cientistas do Instituto Max Plank em Leipzig, que revelou que o DNA do Homo Sapiens é idêntico em 99,5% ao do Homem de Neanderthal.

7. A investigação das tumbas de crianças no Templo de Tophet em Cartago, Tunes, que refuta a ideia de que os cartagineses praticavam infanticídios maciços.

8. O estudo do esqueleto de um hominídeo de 3,6 milhões de anos, descoberto na Etiópia e chamado “Kadanuumuu”, que determinou tratar-se de um bípede e que podia caminhar erguido.

9. A descoberta em Jamestown, estado da Virgínia, dos restos da igreja protestante mais antiga dos Estados Unidos, construída em 1608.

10. O método de datação arqueológica não destrutivo do cientista americano Marvin Rowe, que permite determinar a idade das múmias, obras de arte antigas e outras relíquias, sem provocar danos a estes tesouros do patrimônio cultural mundial.

Encontrados na Coreia do Sul fósseis de um dinossauro desconhecido até agora

7 de dezembro de 2010


Trata-se de um “Koreaceratops”, um novo tipo de dinossauro semiaquático pertencente à família dos ceratopsianos, que viveu durante o período Cretácico Inferior há 100 milhões de anos.

Embora a descoberta tenha sido confirmada nesta semana por uma equipe internacional de cientistas, os restos fossilizados haviam sido encontrados em 2008 por um trabalhador da cidade sul-coreana de Hwaseong. Os ossos do quadril e da cauda do animal pré-histórico estavam em uma rocha e permaneciam unidos de forma rara.

Segundo o estudo publicado na revista alemã Naturwissenschaften, este dinossauro teria sido um herbívoro com bico gigante e protuberâncias ósseas, originário da Ásia, mas que mais tarde se estendeu até a atual região dos Estados Unidos onde a espécie alcançou seu apogeu. Media um metro e meio de largura, era bípede e utilizava sua cauda para mover-se na água com maior agilidade.

ARTIGOS RELACIONADOS:

ABC  (Espanha)
Diario Los Andes (Argentina)

NASA encontra provas de possível vida extraterrestre

6 de dezembro de 2010


Uma equipe de cientistas da agência espacial dos Estados Unidos descobriu uma bactéria que tem características que possibilitam seu desenvolvimento fora da Terra. A descoberta foi feita em Mono Lake, Califórnia Oriental, nos Estados Unidos.

Até agora, qualquer ser vivo necessitaria de seis elementos fundamentais para a vida: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. No entanto, o novo organismo encontrado por Felisa Wolfe-Simons, a jovem pesquisadora do Instituto de Astrobiologia da NASA que liderou o estudo, pode substituir o fósforo pelo arsênio e incorporá-lo em seu DNA. Pertence ao gênero de Halomonas, bactérias que vivem em ambientes salinos. Isso levanta a possibilidade de vida em outros planetas que não possuam fósforo em sua atmosfera.

A surpreendente descoberta foi anunciada pela NASA em uma conferência de imprensa e publicada na revista Science.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Universal (México)
Infobae (Argentina)

A colisão de duas galáxias deu origem a Andrômeda há 6 bilhões de anos

25 de novembro de 2010


Os cientistas do Observatório de Paris conseguiram determinar que a gigantesca Andrômeda, a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea, nasceu de uma violenta colisão entre dois corpos menores há 9 bilhões de anos, que se fundiram finalmente 3 bilhões de anos depois.

A pesquisa dirigida pelo astrônomo François Hammer, afirma que se trata do acontecimento mais importante que já aconteceu no Grupo Local de Galáxias. Também estabelece que este descobrimento repercute na compreensão da cosmologia, já que constitui um apoio a mais para a hipótese de que a maioria das galáxias espirais formou-se por causa de fusões.

O estudo foi publicado na revista científica Astrophysical Journal e leva os especialistas a investigarem uma possível colisão destas dimensões entre a Via Láctea e Andrômeda, que se aproximam a uma velocidade de 500.000 quilômetros por hora e poderiam encontrar-se dentro de 4 bilhões de anos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (España)

Os Estados Unidos lançam o satélite de espionagem mais sofisticado da história

23 de novembro de 2010


O NROL-32 foi lançado com sucesso no domingo à noite, a bordo do foguete Delta 4, considerado o mais potente do mundo para voos tripulados. A decolagem foi realizada na base militar americana de Cabo Canaveral.

O satélite espião do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO) dos Estados Unidos, é o maior já enviado ao espaço até o momento, e sua missão é oferecer apoio e informação secreta aos serviços de inteligência americanos com o objetivo de reforçar a defesa nacional. Sua grande antena coletiva e receptores de precisão, permitirão capturar comunicações em massa desde sua órbita geoestacionária a 36.000 quilômetros de altura. 

Segundo o jornal argentino El Clarín, o diretor da NRO, Bruce Carlson, explicou que se trata de uma importante série de lançamentos que continuará em março e que se destina a substituir equipamentos que ficam obsoletos diante dos avanços tecnológicos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espanha)

Identificados no Canadá os embriões de dinossauro mais antigos do mundo

15 de novembro de 2010


A equipe de paleontólogos canadenses da Universidade de Toronto Mississauga, conduzida pelo professor Robert Reisz, conseguiu determinar a idade dos embriões contidos em dois ovos de dinossauro que haviam sido encontrados em 1976 na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Segundo o estudo, publicado na revista Journal of Vertebrate Paleontology, os fetos correspondem a uma espécie de herbívoro vertebrado chamado Massospondylus que viveu na Terra no início do Período Jurássico, há 190 milhões de anos.

A partir dos embriões fossilizados, os pesquisadores conseguiram reconstituir um filhote desta família de dinossauros com o objetivo de determinar como era sua anatomia ao nascer. Os resultados mostraram que a criatura media em torno de 20 centímetros de comprimento, a cabeça era extremamente grande em relação ao resto do corpo e para se deslocar, até seu completo desenvolvimento, utilizava as quatro extremidades.

Por se tratar dos restos mais antigos encontrados até o momento, a descoberta se torna uma importante contribuição à história destes gigantes pré-históricos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Comercio (Perú)
El Universal (México)
ABC (España)

Cometa Hartley 2 - NASA

A NASA capturou imagens nunca vistas do Cometa Hartley 2.

12 de novembro de 2010


A sonda Deep Impact da Agência Espacial dos Estados Unidos, conseguiu chegar com êxito até o cometa Hartley 2 e tirar fotografias muito nítidas a somente 700 quilômetros de distância. O evento aconteceu na quinta-feira dia 04 de novembro, quando a nave atravessou a atmosfera que rodeia o núcleo deste objeto gelado a uma velocidade de 44.000 quilômetros por hora.

Mesmo tratando-se de um cometa pequeno de 1,5 quilômetros de diâmetro, o Hartley 2 tem uma grande atividade e desde o mês de outubro aproximou-se da Terra como nunca antes desde sua descoberta em 1986. É por isso que os cientistas que fazem parte da missão espacial EPOXI, consideram ter cumprido um importante objetivo, já que as novas imagens trouxeram informações valiosas sobre a formação destes corpos rochosos do sistema Solar, dos quais muito pouco se conhece até o momento.

“Dispomos de tão poucos dados, que cada vez que temos a oportunidade de passar próximo de um cometa nós temos a possibilidade de expandir nosso conhecimento”, afirmou Tim Larson, diretor do projeto do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, segundo publicou o jornal mexicano El Informador.

ARTIGO RELACIONADO:

O Estado de São Paulo

Descobriu-se que a evolução cerebral do Homem de Neanderthal foi diferente da do Homo Sapiens

10 de novembro de 2010


O homem moderno conseguiu controlar o planeta não por seu físico, mas sim por sua inteligência. Assim tenta demonstrar uma nova investigação do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de Leipzig (Alemanha) publicada na revista Current Biology, através da qual descobriu-se que o cérebro dos Neanderthals não teve a mesma evolução cognitiva que o da espécie humana atual.

Ainda que o cérebro de ambos cresça após o nascimento, os cientistas notaram que durante o primeiro ano de vida, o cérebro do Homo Sapiens adquire uma forma globular causada por um desenvolvimento que não está presente em seu antecessor, por isso as habilidades cognitivas adquiridas não podem ser as mesmas nas duas espécies. Para conseguir a comparação, e considerando que os cérebros não se fossilizam, os especialistas recriaram o crânio de um Neanderthal recém-nascido a partir de um esqueleto que se encontra em um museu da França.

Segundo um artigo publicado no jornal venezuelano El Universal, pesquisadores do Instituto Max Planck assinalaram que “é pouco provável que os Neanderthals tivessem uma visão do mundo como a que nós temos.”

A era da telepresença 3D

9 de novembro de 2010


Faz mais de 30 anos que a princesa Leia se materializou através de um holograma no filme “Guerra nas Estrelas”, e era impossível pensar que algum dia isto poderia ser realidade. Hoje um grupo de cientistas da Universidade do Arizona (Estados Unidos) está muito próximo de conseguir realizar este feito.

A equipe, dirigida pelo investigador Nasser Peyghambarian, conseguiu transmitir imagens holográficas à distância quase em tempo real. O novo sistema funciona utilizando 16 câmeras de vídeo que filmam um mesmo objeto em movimento de vários ângulos. Os dados captados são transmitidos para um dispositivo que os atualiza a cada 2 segundos e os transforma em uma imagem tridimensional colorida capaz de ser projetada para qualquer lugar do mundo.

Ainda que a técnica requeira um maior aperfeiçoamento, especialistas sustentam que em menos de 10 anos ela fará parte da vida cotidiana das pessoas. Mesmo assim, o trabalho publicado na revista científica Nature, afirma que a telepresença 3D será de grande utilidade não somente para as vídeoconferências e o entretenimento, mas também em campos como a Medicina e a Engenharia.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
El Espectador (Colômbia)

Descobriram uma nebulosa planetária com formato de colar

5 de novembro de 2010


Um estudo realizado por uma equipe internacional de astrônomos, permitiu detectar na Via Láctea uma nebulosa planetária que impressiona por sua perfeita simetria e que dará informação valiosa para entender a evolução final do Sol, segundo informaram os pesquisadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) que lideraram o estudo.

Essas nuvens de gás luminoso e quente, chamadas nebulosas planetárias, são objetos celestes velhos, desde o ponto de vista evolutivo, e representam a conexão entre o final da vida das estrelas e as nebulosas escuras nas quais se formarão outras novas.

A nova descoberta foi denominada “Nebulosa do Colar”, porque ao redor de seu centro observam-se doze condensações de gases que formam uma espécie de colar de pérolas brilhantes. Esse gás foi expulso pelo núcleo quente da estrela há 20.000 anos a uma velocidade de 100.000 quilômetros por hora. Os cientistas descobriram também que aloja duas estrelas centrais e não uma, o que aumenta a capacidade do sistema para produzir fenômenos físicos muito energéticos. 

A imagem captada pelo Telescópio Óptico Nórdico (NOT) do Observatório de Roque de los Muchachos em La Palma (Espanha), foi publicado na página web da NASA na quarta-feira dia 03 de novembro como “Imagem Astronômica do Dia”.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (España)
ABC (España)

lançamento Discovery – NASA

O ônibus espacial Discovery prepara-se para sua última viagem ao espaço

2 de novembro de 2010


Faltam poucas horas para que o Discovery faça sua última missão denominada STS-133 com o objetivo de transportar peças e suprimentos para a Estação Espacial Internacional (EEI). O lançamento está programado para dia 03 de novembro às 15:52 hora local (19:52 GMT) no Centro Espacial Kennedy na Flórida (USA), segundo informado no site da NASA.

O Discovery é o ônibus espacial mais antigo que permanece em serviço na frota americana junto com o Atlantis e o Endeavour . Seu primeiro voo foi em 30 de agosto de 1984. 

Na nave viajarão 6 tripulantes acompanhados por Robonaut 2, o robô humanóide criado conjuntamente pela General Motors e a Nasa, que será o primeiro robô a chegar ao espaço e instalar-se na base orbital para fazer parte da equipe fixa de trabalho e ajudar nas tarefas de laboratório. A estadia durará 11 dias e os astronautas realizarão duas caminhadas lunares.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Espectador (Colombia)
La República (Perú)
El Universal (Venezuela)

Asimo

O robô humanóide Asimo completou 10 anos

1 de novembro de 2010


O primeiro humanóide do mundo, fabricado pelo grupo japonês Honda, completou 10 anos no domingo, 31 de outubro. Asimo foi apresentado oficialmente pela companhia em 2000, logo após 14 anos de pesquisas que resultaram nesta brilhante criação que mede 1,30 metros, pesa 54 quilos e tem aspecto de astronauta. 

Durante esta década, o popular andróide tem desenvolvido diversas habilidades que o assemelham cada vez mais a um humano: agora pode correr, subir e descer escadas, girar, compreender e responder perguntas, reconhecer rostos e realizar tarefas domésticas. Para mostrar sua evolução a Honda veiculou um vídeo na internet onde se pode ver claramente Asimo realizando todas as suas habilidades. 

Segundo um artigo publicado no jornal espanhol El Mundo, os diretores da empresa comentaram que continuam trabalhando para melhorar o sistema inteligente do robô com o objetivo de que ele assuma tarefas que ajudem a tornar nossas vidas mais fáceis e mais prazerosas. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

La República (Perú)

Large Hadron Collider

Em busca de universos paralelos

29 de outubro de 2010


Os físicos da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), criadores do Grande Colisor de Hadrons (LHC), comunicaram em seu último boletim informativo que esperam comprovar em 2011 a existência de mundos paralelos, o que poderia mudar por completo o conhecimento atual do Cosmos. No primeiro processo, tentaram encontrar o tão procurado bóson de Higgs ou “partícula de Deus”, que explicaria a origem da massa de outras partículas elementares.

Os cientistas, embasados na Teoria das Cordas, tentaram demonstrar que “um elétron não é um ponto sem estrutura interna e de dimensão zero”, mas sim um fio de energia que vibra em um espaço-tempo de 10 dimensões: 1 temporal, 3 espaciais ordinários e 6 muito compactos e pequenos que não são detectáveis no momento. Segundo os especialistas, isto poderia ser explicado se a “Máquina de Deus” pudesse mostrar que uma partícula desaparece por um breve lapso de tempo e logo volta a aparecer sem ter sido desintegrada. Desta maneira pensaríamos que foi transportada para alguma destas dimensões desconhecidas para regressar mais tarde ao Universo tal como o conhecemos.

Por sua parte, o diretor do Instituto de Física, Rolf Heuer, comentou que o colisor está produzindo choques em um ritmo de 5 milhões por segundo muito antes do que se pensava, o que trará mais novidades das que eram esperadas para o começo do próximo ano, segundo o jornal espanhol ABC.

Voo de teste do WhiteKnightTwo da Virgin Galactic 26 de outubro de 2010

Inaugurada no Novo México a pista do primeiro aeroporto espacial do mundo

26 de outubro de 2010


Na sexta-feira passada, 22 de outubro, a empresa Virgin Galactic apresentou ao público a pista do Spaceport America, o primeiro porto espacial que está sendo construído no árido deserto do Novo México (Estados Unidos).

O desenho futurista do complexo, de onde decolarão os voos tripulados a partir de 2012, é de responsabilidade do arquiteto britânico Norman Foster e seu custo está estimado em 140 milhões de euros. Embora a obra só termine em fins de 2011, a pista já está pronta e tem um comprimento de 3 quilômetros e mais de 60 metros de largura.

A nave espacial SpaceShipTwo será a responsável por transportar os turistas dispostos a pagar 200 mil dólares por uma viagem que durará duas horas e meia e na qual será possível apreciar uma incrível vista da Terra. Entre as primeiras 800 reservas encontram-se as de celebridades internacionais do mundo do espetáculo, de jornalistas de diferentes países e de ricos empresários do setor aeroespacial que estiveram presentes à inauguração.

ARTIGOS RELACIONADOS:

O Estado de São Paulo
La Crónica de Hoy- México
El Mercurio- Equador

Descoberta uma galáxia cuja antiguidade remonta à origem do Universo

25 de outubro de 2010


Uma equipe de astrônomos, auxiliados pela tecnologia do enorme telescópio do Observatório Europeu Austral do Chile, conseguiu confirmar que a UDFy-38135539 é a galáxia mais distante e primitiva do cosmos e está localizada a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra.

A galáxia havia sido descoberta em 2009 pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, mas os peritos não conseguiram comprovar sua distância porque sua luz tênue foi emitida na primeira etapa posterior ao Big Bang, momento no qual tudo estava coberto por uma névoa de hidrogênio.

A investigação, dirigida por Matthew Lehnert do Observatório de Paris (França), foi publicada na revista Nature e sustenta que “devem existir outras galáxias mais frágeis e menos densas que a UDFy-38135539”, e que foi possível encontrá-la tornando mais transparente o espaço que a circunda.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Universo (Equador)
La Nación (Uruguai)
 

Os antigos manuscritos do Mar Morto serão publicados na Internet

20 de outubro de 2010


O novo projeto entre o Google e a Autoridade de Antiguidades de Israel, que será apoiado pela tecnologia da NASA, permitirá a todos os usuários da Internet acessar a coleção digitalizada dos Papiros do Mar Morto, um dos tesouros arqueológicos e bíblicos mais valiosos da história da humanidade.

São os textos mais antigos dos quais se tem conhecimento (III A.C. – I D.C.), remontando aos anos que precederam ao Cristianismo, e foram encontrados em 1947 nas cavernas de Qumran, nas costas ocidentais do Mar Morto. As milhares de peças descobertas foram compiladas por especialistas em 900 papiros, que atualmente estão guardados no Museu de Israel em Jerusalém. Entre eles, existem também manuscritos religiosos em aramaico e grego assim como fragmentos do Antigo Testamento. 

O projeto, cujo custo ultrapassa quase 4 milhões de dólares, começará a ser posto em prática nos primeiros meses de 2011 e terminará em 5 anos. “É a descoberta mais importante do século XX e vamos dividi-lo com a tecnologia mais avançada do século XXI”, afirmou a responsável pelo empreendimento israelense, Pnina Shor, segundo matéria do jornal colombiano El Espectador.

ARTIGOS RELACIONADOS:

O Estado de São Paulo 

A Terra em 3D

19 de outubro de 2010


Os satélites gêmeos de observação da Terra denominados TanDem-X e TerraSAR-X, este último lançado em 2007, conseguiram se aproximar a 350 metros entre si sem se cruzar, condição necessária para captar imagens minuciosas do planeta, com a finalidade de se elaborar um mapa 3D muito superior a tudo o que já foi visto até o momento. Este é o objetivo da missão conjunta do Centro Aeroespacial Alemão (DRL) e a empresa espacial européia Astrium, cujo custo total supera os 150 milhões de euros, e que será possível graças à tecnologia de alta resolução utilizada para escanear a superfície terrestre independente das mudanças climáticas e da luz ambiente.
Os testes continuarão até o final de 2010 e espera-se que este novo mapa seja de grande utilidade, entre outras coisas, para detectar falhas provocadas por catástrofes naturais e dar apoio a voos baixos de aviões militares.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Informador (México)

Tyrannosaurus rex

Descobertos indícios de canibalismo entre dinossauros que viveram há 65 milhões de anos

18 de outubro de 2010


Um estudo publicado na revista científica PloS ONE, revela que o Tiranossauro Rex se alimentava não só de pequenos animais de outras espécies, mas também dos de sua própria família. Trata-se do rei do período Cretáceo, um dos dinossauros mais perigosos e violentos que viveram na Terra há milhões de anos, onde hoje seria o oeste da América do Norte.
A descoberta foi efetuada por uma equipe de paleontólogos americanos e canadenses, que analisavam marcas dentárias de grande tamanho encontradas nos restos fósseis de um destes enormes predadores. Após examinar dúzias de ossos de T-Rex, os cientistas encontraram marcas de mordidas provocadas por outro tiranossauro, o que permitiu deduzir que eles se comiam entre si.
O pesquisador Nick Longrich da Universidade de Yale, comentou que “surpreende ver a frequência com que aparentemente se produzia o canibalismo”, ao mesmo tempo em que afirmou que a descoberta permitirá conhecer mais sobre os hábitos e práticas alimentares destes carnívoros, segundo o publicado no jornal chileno La Tercera.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Informador (México)

Amenhotep III

Descoberta no Egito a estatua do avô de Tutankamon

13 de outubro de 2010


A incrível estátua de pedra calcária de Amenhotep III (1410-1372 a.C.), um dos faraós mais poderosos do Egito, foi descoberta nas proximidades de seu templo em Kom el-Hittan, localizado na cidade de Luxor na margem ocidental do rio Nilo.
A descoberta ocorreu quando um grupo de especialistas do Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias realizava trabalhos de escavação rotineiros na região. Foi então que encontraram esta peça arqueológica de 1,30 metros de altura e 95 centímetros de largura, e cuja antiguidade foi estimada em 3.000 anos, correspondendo ao avô de Tutankamon, um dos mais importantes reis da dinastia VIII.
A equipe de trabalho, dirigida pelo Dr. Zahi Hawass, conseguiu desenterrar até o momento a parte superior da estátua de Amenthotep III, que aparece sentado em seu trono ao lado do deus tebano Amon e com uma dupla coroa do Alto e Baixo Egito.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
El Universal (México)

Apollo 11- NASA

Divulgadas imagens desconhecidas dos primeiros passos do homem na Lua

12 de outubro de 2010


Um vídeo contendo imagens até agora inéditas do pouso da missão espacial Apollo 11 na Lua, em 1969, está percorrendo o mundo através da Internet e foi mostrado oficialmente na semana passada em Sydney, em um evento da Sociedade Geográfica da Austrália.
Trata-se de um filme que ficou arquivado neste país durante quatro décadas, e contém os primeiros minutos históricos, nos quais o astronauta Neil Armstrong, acompanhado de Buzz Aldrin e Michael Collins, pisou na Lua pela primeira vez.
As sequências deste famoso 21 de julho foram registradas pelo Observatório Parkes, da cidade de New South Wales e pela estação de Honeysuckle Creek, em Canberra. Devido à deteri oração causada pela passagem do tempo, o documentário teve que passar por um processo de remasterização para se obter maior nitidez. O trabalho impecável feito pela equipe de peritos, liderada pelo astrônomo John Sarkissian, permite ver hoje claramente Armstrong descer da nave para começar a caminhada espacial.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Clarín- Argentina
El Mundo – Espanha
El Universo – Equado

exoplaneta

Encontrado o primeiro planeta fora do Sistema Solar capaz de abrigar vida

4 de outubro de 2010


Gliese 581g é o nome do primeiro exoplaneta que reúne as duas condições mais importantes para existir vida: uma temperatura adequada para que haja água em estado líquido e gravidade suficiente para que exista atmosfera.
Sua superfície rochosa é quatro vezes maior que a da Terra e se encontra a 20 anos-luz de nós, justamente no centro da região habitável de sua estrela na constelação de Libra. Como não possui movimento de rotação sobre seu eixo, um de seus lados tem sempre claridade e, ao contrário, no outro lado é sempre noite. Exatamente na linha que separa a luz da escuridão é onde se produziriam as condições para se viver.
A descoberta, que é um marco na busca por novos mundos, esteve sob a responsabilidade de um grupo de astrônomos americanos pertencentes à Universidade da Califórnia e ao Instituto Carnegie de Washington e foi publicado na revista científica Astrophysical Journal.

ARTIGOS RELACIONADOS:

O Estado de São Paulo (Brasil)
La Nación (Argentina)

A partir de 2016 será possível passar férias no espaço

1 de outubro de 2010


O ambicioso projeto das empresas russas Orbital Technologies e Rocket and Space Corporation Energia, dedicadas ao desenvolvimento de tecnologia espacial, tem por finalidade a construção e o lançamento do primeiro hotel cósmico, onde poderão se hospedar todos aqueles que puderem arcar com os altos custos da viagem.
O primeiro módulo da futura estação espacial comercial será lançado no início de 2016 e poderá abrigar no máximo sete pessoas, distribuídas em quatro quartos, de cujas janelas se poderá ver a Terra. A estadia em órbita durará uma semana e os hóspedes poderão escolher o menu das refeições de acordo com suas preferências, que serão elaboradas por chefs de prestígio internacional e enviadas através de naves de carga Progress, que transportam alimentos ao espaço.
Ainda que o local seja destinado a turistas em geral, profissionais de empresas privadas que realizem tarefas de investigação científica também poderão ter acesso.  

ARTIGOS RELACIONADOS:

Infobae (Argentina)
La Nación (Chile)
El Informador (México)

manuscrito grego

A mais importante coleção de escritos da Antiga Grécia poderá ser consultada na Internet

30 de setembro de 2010


Graças ao esforço conjunto da Biblioteca Britânica e da Fundação Stavros Niarchos, que subvenciona este tipo de empreendimento em todo o mundo, cerca de 300 manuscritos gregos foram publicados na Internet como parte de um programa de digitalização de 1000 documentos antigos. Entre eles destacam-se textos originais das fábulas de Esopo, encontrados em 1842 na região do Monte Athos, ao norte de Grécia.
O objetivo do projeto é disponibilizar este incrível acervo histórico a todos os pesquisadores, historiadores e estudiosos da filosofia clássica. Mas devido ao cuidado especial que implica o processo de escaneamento destes textos, a coleção será complementada gradualmente, e espera-se que em 2012 estejam disponíveis na rede  cerca de 250 manuscritos mais.   
A lista pode ser consultada gratuitamente online, na página da Biblioteca do Reino Unido, considerada uma das maiores do mundo.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
La Razón (México)
El Universal (Venezuela)

Pirâmide de Quéops

Um robô tentará revelar os segredos da pirâmide de Quéops

29 de setembro de 2010


Trata-se de Djedi, um robô projetado conjuntamente pela Universidade de Leeds (Inglaterra) e o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito (SCA), cuja missão será chegar ao centro da pirâmide egípcia para investigar que mistério oculta uma passagem secreta nunca explorada ao longo de 4.500 anos.
No interior do monumento, considerado como a única maravilha do mundo antigo ainda em pé, se encontram dois recintos que pertenceram ao rei e à rainha. Do primeiro, erguem-se dois túneis que conduzem ao exterior da estrutura. Em troca, o que corresponde à câmara da rainha está bloqueado por duas portas de pedra calcária, separadas por apenas 20 centímetros de distância. Djedi terá que passar por este pequeno espaço para tentar abrir a segunda porta sem provocar danos, e desta maneira descobrir o que se esconde atrás dela, segundo afirmou o arqueólogo Zahi Hawass, diretor da investigação, em um artigo publicado pelo jornal El Informador, do México.  

A divisão das águas de Moisés no Mar Vermelho agora tem uma explicação científica

27 de setembro de 2010


Os pesquisadores do Centro Nacional de Investigação Atmosférica dos Estados Unidos, afirmam que a travessia a pé através do Mar Vermelho, conduzida por Moisés há 3.000 anos, pode ter sido causada por fortes ventos de mais de 100 quilômetros por hora.
De acordo com as escrituras religiosas, quando os israelenses tentaram escapar do Egito, as águas milagrosamente se abriram formando uma passagem, e depois voltaram a se fechar afogando os seus perseguidores.
Especialistas tentam mostrar que se tratou de um fenômeno físico, realizando uma reconstituição digital centrada em um ponto arqueológico chamado Tell Kedua, sobre a costa mediterrânea ao norte do canal de Suez, onde acredita-se que um antigo braço do Nilo se uniu com o lago, formando um “U”. Através da dinâmica de Fluidos, conseguiram demonstrar que se rajadas intensas de ventos soprassem durante 12 horas em uma curva com essas características e com 2 metros de profundidade, poderiam fazer retroceder a água e empurrá-la para o interior. Isto criaria uma passagem de terra por cerca de 4 horas, por onde Moisés e os hebreus poderiam ter escapado.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Diario La Nación (Argentina)
Revista PLoS ONE 
BBC Mundo

Encontrados na Califórnia milhares de fósseis de mamíferos de mais de um milhão de anos

23 de setembro de 2010


A descoberta aconteceu no desfiladeiro de San Timoteo, localizado a 40 quilômetros ao sudeste da cidade de Los Angeles, durante a construção de uma subestação elétrica da companhia Southern Califórnia Edison.
Enquanto realizavam trabalhos de escavação, os trabalhadores encontraram aproximadamente 1.500 ossos de animais pré-históricos, antecessores de lhamas, roedores, tigres, cavalos e camelos, entre outros. A antiguidade dos fósseis remonta ao período irvingtoniano, que abrange de 1.800.000 a 300.000 anos atrás. Na jazida também havia vestígios de árvores que sobreviveram em uma área que hoje é totalmente seca e árida.
As 35 espécies foram removidas do local e estão sendo estudadas por uma equipe de paleontólogos do Museu de História Natural de San Diego (Estados Unidos) dirigido por Tom Demere. Em 2011 serão exibidas no Western Science Center da cidade de Hemet.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Jornal O Estado de São Paulo (Brasil)
La Razón (México)
 

A China planeja seu primeiro pouso na Lua

22 de setembro de 2010


O homem chegará novamente na Lua em 2025, mas desta vez a missão partirá da China. Assim indica o ambicioso projeto asiático apresentado pela Administração Espacial Nacional, segundo um artigo publicado no jornal argentino Clarín.
A etapa de testes começará no próximo mês com o lançamento da sonda Chang’e-2, que terá como finalidade coletar informações e realizar ensaios de alunissagem, tarefa que será continuada pelo satélite artificial Chang’e-3 quando for enviado em 2013. Além disso, prevê-se que em 2011 seja posto em órbita o primeiro módulo não tripulado da estação Tienangong 1, que será a base onde os astronautas permanecerão durante os futuros voos exploratórios.
Se o cronograma de atividades tiver sucesso, o sonho espacial chinês de pisar a Lua pela primeira vez poderá se tornar realidade dentro de 15 anos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Nacional (Venezuela)
El Informador (México)

O maior pássaro da pré-história habitou no Chile há milhões de anos

21 de setembro de 2010


No deserto de Atacama, ao norte do Chile, foi encontrado o esqueleto quase completo de uma ave marinha pré-histórica, que media cerca de 6 metros com as asas estendidas e viveu nas costas desta região entre 5 e 10 milhões de anos atrás.
Esta criatura gigante, denominada ‘Pelagornis Chilenses’, pertence à família dos Pelagornithidae cujos últimos espécimes coexistiram com os humanos primitivos no continente africano. Seus ossos, conservados em 70%, permitiram confirmar pela primeira vez o tamanho real da espécie, já que os fósseis encontrados em investigações paleontológicas anteriores estavam fragmentados ou muito deteriorados o que impediu uma reconstituição correta.
O estudo, dirigido pelo cientista chileno David Rubilar do Museo Nacional de História Natural, será publicado na revista Journal of Vertebrate Paleontology e espera-se que o fóssil original seja exposto até o final de 2010.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Diario El Sur (Chile)
El Mundo (España)

O brilho de Júpiter poderá ser apreciado esta noite depois de quase 50 anos

20 de setembro de 2010


Um fenômeno astronômico extraordinário poderá ser observado na noite de hoje em toda a América Latina, quando Júpiter, o quinto e maior planeta do Sistema Solar, estiver a 592 quilômetros da Terra, a distância mais próxima desde 1963.
Segundo especialistas da NASA, o brilho do astro será tão intenso hoje, que poderá ser visto no céu a olho nu desde o anoitecer até a madrugada, um evento que não voltará a se repetir até 2022. Embora a aproximação deste gigante se realize a cada 12 anos, o estranho é que o planeta Urano também estará mais próximo hoje, embora muito mais tênue e distante, motivo pelo qual sua imagem só poderá ser captada através de um telescópio.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Voz (Argentina)
Milenio (México)

Encontrado sítio arqueológico oculto na selva peruana

16 de setembro de 2010


Os restos de um complexo inca constituído por 150 casas, foram descobertos por um fotógrafo que explorava a região de florestas do distrito de San Juan Lopecancha, localizado na província de Luya, ao norte do Peru.
O antigo sítio abrange cerca de dois hectares, cobertos pela densa vegetação do Cerro Atumpucro, localizado a poucos minutos da cidade de Chachapoyas, nas margens do rio Utcubamba. As casas são circulares, com janelas retangulares, e cercadas por muros impressionantes construídos sobre terraços de grandes dimensões.
O explorador Martin Chumbe, autor da descoberta, disse que "o lugar é lindo" e está em perfeito estado de conservação. Ele afirmou também que a partir de agora "cabe às autoridades competentes garantir a sua conservação e proteção", conforme publicado pelo jornal El Comercio do Peru.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Informador (México)

cometa

Um novo estudo astronômico pode mudar a história do cometa Halley

15 de setembro de 2010


Até o momento pensava-se que o cometa mais conhecido na história da humanidade, visível a cada 75 anos, havia sido observado pela primeira vez no ano 239 a.C por astrônomos chineses. Entretanto, um estudo recente realizado por cientistas dos Estados Unidos da Universidade de Brigham Young de Utah, sustenta que ele pode ter sido visto muito antes por antigos gregos.
O trabalho publicado na revista New Scientist, baseou-se em uma série de documentos históricos de Aristóteles, entre outros, que descrevem com exatidão a queda de um meteorito no norte da Grécia no ano de 466 a.C e relatam que a partir desse momento uma enorme bola de fogo iluminou o céu durante mais de 2 meses.
Como a visão destes grandes corpos celestes é pouco comum, os especialistas analisaram a dimensão do fenômeno, reconstruíram sua trajetória e verificaram o tempo de sua aparição e duração. As características observadas coincidem surpreendentemente com a trajetória do cometa Halley, mas se for confirmada a hipótese, a Ciência deverá retroceder seu estudo em mais de 200 anos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Periódico (España)
El Comercio (Perú)

Sol

Uma nave da NASA chegará pela primeira vez ao Sol

14 de setembro de 2010


A nova missão da agência espacial americana, chamada Solar Probe Plus, será realizada em 2018 e terá como objetivo chegar até a estrela central do sistema solar, uma zona nunca visitada até agora.
Trata-se de uma nave cujo tamanho é similar ao de um automóvel, que ingressará na atmosfera exterior do astro a quase sete milhões de quilômetros de distância de sua superfície, motivo pelo qual estará exposta a temperaturas intensas e explosões fortes.
Os dados recolhidos pela sonda serão fundamentais para responder a algumas das questões científicas relacionadas com o que realmente acontece ao redor do Sol e seus efeitos sobre o planeta Terra.
“Este projeto permite ao homem ir até lá, aonde nenhum artefato espacial chegou antes. Pela primeira vez iremos tocar e sentir nosso Sol”, afirmou Liga Guhathakurta, integrante do programa, segundo um artigo publicado no jornal espanhol El Mundo

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Nación (Chile)

Catedral de San Lorenzo- Viterbo

Um novo projeto arqueológico tentará encontrar o túmulo oculto do Papa Alexandre IV

13 de setembro de 2010


Na localidade italiana de Viterbo, conhecida como a “Cidade dos Papas”, uma equipe de especialistas italianos e espanhóis iniciará uma investigação destinada a encontrar o túmulo do Sumo Pontífice, desconhecido desde sua morte em 1261.
De acordo com a informação histórica que possuem os arqueólogos, o Papa Alexandre IV foi enterrado debaixo da Catedral de San Lorenzo, para mantê-lo a salvo da luta territorial que acontecia naquela época entre os Estados Pontifícios e o Sacro Império Romano Germânico.
As escavações terão início em 2011, ano em que se comemorará 750 anos de seu falecimento, e serão subvencionadas por diferentes instituições da região, segundo publicado no jornal Diario El Universo do Equador.
Por sua vez, os cientistas realizarão durante os próximos meses os estudos tecnológicos necessários para concretizar o objetivo desta ambiciosa busca.

A capital do Equador foi eleita como referência cultural da América para o próximo ano

9 de setembro de 2010


A cidade de Quito (Equador), declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO há 32 anos, será em 2011 a nova Capital Americana da Cultura por possuir o Centro Histórico melhor conservado do continente, segundo anunciou ontem o Bureau Internacional de Capitais Culturais (IBOCC).
A designação entrará em vigência quando Santo Domingo (República Dominicana) terminar seu atual período como Capital Americana de Cultura. Esta notícia foi dada oficialmente por Javier Tudela, presidente do IBOOC, e Augusto Barrera, prefeito de Quito, que se referindo às futuras tarefas de recuperação e manutenção patrimonial, afirmou que esta “é a única maneira de ter um futuro sem perder o passado”, segundo publicou o jornal mexicano El Informador. Esta nomeação enche de orgulho o povo equatoriano e dará a possibilidade a Quito de se posicionar mundialmente como destino turístico-cultural.  

Dois pequenos asteroides estarão hoje muito próximos da Terra

8 de setembro de 2010


A NASA, através de seu programa Near Earth, informou que dois corpos celestes passarão hoje muito perto da Terra, embora não possam ser vistos a olho nu e não apresentem riscos para o planeta.
Os objetos foram detectados no domingo passado por um telescópio no Arizona. O primeiro deles denominado 2010 RX30, de 15 metros de diâmetro aproximadamente, chegará a até 200 mil quilômetros da Terra, perto do meio-dia (hora de Greenwich). Por outro lado, o 2010 RF12, que mede entre 12 e 14 metros, se aproximará a 79.000 quilômetros por volta das 22 horas (hora de Greenwich).
Ainda que este fenômeno cósmico aconteça diariamente, a novidade é que teremos a passagem de dois asteroides no mesmo dia e a uma distância menor do que a que separa a Lua da Terra.
A agência espacial americana convida a todos os interessados a acompanhar este evento através da rede social Twitter em @asteroidwatch.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)

Descobertos possíveis indícios de vida alienígena na Índia

7 de setembro de 2010


Há cerca de nove anos, os habitantes da cidade de Kerala, ao sul da Índia, foram testemunhas de uma estranha chuva de cor vermelha que durou dois meses. Embora a princípio tenham pensado se tratar de um fenômeno natural sem precedentes, um estudo realizado em 2006 pelo físico Godfrey Louis, da Universidade de Cochin de Ciência e Tecnologia (CUSAT) deste país, confirmou que a água continha células vermelhas com características semelhantes a microorganismos encontrados na Terra, mas sem DNA. Isto levantou a hipótese sobre a origem extraterrestre das mesmas, suposição que na época foi refutada por muitos cientistas.
No entanto, em um artigo publicado dias atrás na revista Technology Review do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT), Godfrey e outros especialistas garantem que as células se reproduziram ao submetê-las a 121 graus centígrados e, ao contrário, não conseguiram sobreviver à temperatura ambiente, um dado surpreendente que reforça a idéia inicial e abre uma nova linha de investigação sobre a existência de vida fora do nosso planeta. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Universal (México)

A Alemanha devolve à comunidade judaica milhares de livros confiscados durante o governo de Hitler

6 de setembro de 2010


Uma lista que contém mais de 10.000 títulos de livros e documentos confiscados de famílias judias durante o período nazista, foi divulgada através da Internet pela Biblioteca Pública de Nuremberg, na Alemanha.
O objetivo é oferecer a seus proprietários originais ou descendentes, a possibilidade de recuperar este valioso material que sobreviveu à queima de livros de 1933. A lista contém o nome, local de residência e profissão de cada um dos legítimos proprietários.
A maioria dos exemplares foi coletada na cidade alemã por Julius Streicher, diretor do conhecido jornal antisssemita “Der Sturmer ", entre os anos 30 e 40. Após a rendição alemã e o fim da Segunda Guerra Mundial, foram reintegrados à biblioteca municipal pelo Exército dos Estados Unidos.
Hoje, depois de tantos anos, estão na Internet à disposição dos interessados.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El País - Espanha

Elaborado um novo sistema destinado a preservar a Declaração de Independência do México

3 de setembro de 2010


O trabalho teve início há dois anos com o objetivo de impedir a deterioração progressiva da ata de fundação da nação mexicana, assinada em 28 de setembro de 1821.
A direção do projeto ficou sob a responsabilidade da reconhecida restauradora Mariana Grediaga Huerta, uma profissional da Escola Nacional de Conservação, Restauração e Museologia (ENCRyM) do país. Além dela, participaram também especialistas de diferentes áreas pertencentes ao Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).
A análise mostrou um resultado satisfatório na textura do papel e da escrita, que contém 36 rubricas. No entanto, a equipe de estudo discutiu a necessidade de colocar o documento histórico, que mede 52,9 por 71,8 centímetros, em um expositor especial com pouco oxigênio e sob rigoroso controle de clima e de iluminação, todas as vezes que ele tiver que ser retirado do Arquivo Geral da Nação para ser exposto em diferentes eventos que estão sendo realizados pelo Bicentenário e o Centenário da Independência.
O recipiente de metal está sendo desenvolvido pela Faculdade de Engenharia da Universidade Nacional do México (UNAM).

ARTÍCULOS RELACIONADOS:

El Informador (México)
El Universal (Caracas)

Gruta de Mirón- Universidade de Cantábria

Encontrados na Espanha vestígios de um ritual mortuário de 15.000 anos de antiguidade

2 de setembro de 2010


Escavações recentes realizadas na gruta de Mirón, em Ramales de la Victoria, Cantábria, possibilitaram a descoberta de restos fósseis de um jovem de pequena estatura, cobertos por blocos de pedra pré-históricos gravados. Os ossos estavam tingidos de ocre, uma prática característica do Paleolítico Superior, e foram encontrados ao lado de um vestíbulo pintado, cercado por pequenas fogueiras.
A equipe, composta por arqueólogos pertencentes às Universidades de Cantábria (Espanha) e do Novo México (Estados Unidos), está analisando os restos para determinar se existe alguma relação entre as pinturas e o sepultamento. Se a idade for confirmada, pode se tratar do primeiro funeral realizado na Península Ibérica durante o período Magdalenense (13.000 e 11.000 aC).
Especialistas afirmam que essa importante descoberta permitirá obter informações genéticas e antropológicas sobre os seres humanos que viveram na região da Cantábria, durante este período.

A fotografia ilustrativa é propriedade da Universidade da Cantábria, na Espanha.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mundo (Espaha)
El Nuevo Diario (Nicarágua)

A NASA detecta um novo sistema planetário em órbita ao redor de uma estrela similar ao Sol

1 de setembro de 2010


Um artigo publicado na revista Science, informa a descoberta do primeiro sistema planetário formado a princípio por dois astros do tamanho de Saturno, que transitam ao redor de uma mesma estrela com características similares ao Sol. Existiria um terceiro astro a confirmar, que de acordo com suas dimensões seria maior que a Terra.
A investigação esteve sob a responsabilidade de um grupo de cientistas americanos da Universidade de Harvard, que se baseou nos dados enviados durante vários meses pelo telescópio espacial Kepler, lançado pela NASA em março do ano passado.
Os dois planetas foram chamados de Kepler 9b e Kepler 9c, e por sua proximidade a sua estrela podem se tratar de corpos quentes onde a possibilidade de vida é nula. No entanto, especialistas continuam estudando o material coletado, para determinar com exatidão as condições físicas do que consideram o sistema planetário mais interessante encontrado até o momento.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El País - Uruguai
El Universal - México

impacto de cráter- NASA

Foi demonstrado que os dinossauros desapareceram da Terra devido a dois ou mais meteoritos

31 de agosto de 2010


A análise da cratera Boltysh, encontrada na Ucrânia em 2002, revela que a extinção em massa dos dinossauros há mais de 60 milhões de anos, foi provocada por pelo menos dois meteoritos que se chocaram contra a Terra em diferentes etapas. O estudo foi publicado na revista Geology e esteve a cargo de um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Aberdeen.
Até então, a única evidência científica sobre o desaparecimento destes animais durante o período Cretáceo-Terciário era a cratera de Chicxulub, causada pelo impacto de um asteroide gigante ao noroeste da península mexicana de Yucatán. No entanto, especialistas não haviam conseguido estabelecer uma relação entre esta cratera e a da Ucrânia até descobrirem em Boltysh uma segunda camada de fósseis de plantas que teriam sobrevivido a uma primeira explosão, o que demonstra que estas colisões aconteceram uma após a outra e que, inclusive, pode ter se tratado de uma chuva de meteoros ocorrida ao longo de milhares de anos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Mostrador (Chile)
El Universal (México)

O Jovem de Chan Hol- INAH

Uma nova contribuição para a história da ocupação da América

30 de agosto de 2010


Os restos ósseos de um homem que viveu há 10.000 anos, na Era do Gelo, foram resgatados da caverna inundada de Chan Hol na península de Yucatán, no México, por especialistas.
O esqueleto foi encontrado em 2006 por dois mergulhadores alemães que exploravam as profundezas da região e informaram a descoberta ao Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). Mas o grupo de pesquisa, liderado por Arturo González, diretor do Museu do Deserto de Coahuila, determinou na época que o estudo fosse realizado no local para obter a maior quantidade de informação possível sem danificar a ossada, conservada em cerca de 60 por cento, e em uma segunda etapa trazê-la à superfície.
As peças dentais revelaram tratar-se de uma pessoa do sexo masculino de pouca idade. Por isso, foi chamado de “O Jovem de Chan Hol” e é o quarto dos mais antigos antepassados encontrados nos últimos anos nas mesmas cavidades submarinas. Assim como das outras vezes, revela características físicas de origem asiática, o que poderia confirmar que os primeiros povoadores do continente americano chegaram através do estreito de Behring, hipótese amplamente discutida atualmente no mundo da Ciência. 

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Universo (Equador)
La Prensa (Paraguai)
 

ciudad en el oasis de Kargha-Consejo Supremo de Antigüedades de Egipto

Encontradas as ruínas da cidade mais antiga do Egito

27 de agosto de 2010


Uma equipe de arqueólogos da Universidad de Yale (Estados Unidos), que realizava trabalhos de investigação no Oásis de Kharga, ao sul do Cairo, descobriu os restos de uma população que se estabeleceu no local há 3.500 anos.
Especialistas verificaram que o assentamento ficava localizado em uma importante rota comercial que o conectava com o resto das regiões africanas durante os séculos XVI e XVII a.C. Entre as relíquias foram encontrados uma padaria com dois fornos, ferramentas e objetos para produzir e armazenar alimentos em grandes quantidades.
Estas primeiras análises fazem supor que o sítio arqueológico tenha feito parte de “um grande complexo administrativo e de serviços”, segundo afirmaram as autoridades do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Tercera (Chile)
El Informador (México) 

Alpha (AMS-02)- NASA

Em Busca da Origem do Universo

26 de agosto de 2010


A NASA trouxe hoje ao conhecimento do público um detector de partículas que foi projetado e testado por um grupo de cientistas de todo o mundo, sob a direção do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
Trata-se de um espectrômetro magnético Alpha (AMS-02), que será instalado em fevereiro de 2011 na Estação Espacial Internacional (ISS), com o objetivo de coletar material cósmico que ajude a entender a origem do Universo. Se peso é de quase 7 toneladas, consome aproximadamente 2500 quilômetros e possui em seu interior um ímã capaz de captar a antimatéria.
O evento acontecerá no Kennedy Space Center no Cabo Canaveral, Flórida (Estados Unidos), e contará com a presença de famosos especialistas e autoridades de instituições internacionais envolvidas no projeto.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Universal (Venezuela)
El País (Costa Rica)  

Machu Picchu

Amanhã, direto de Machu Picchu, será feito contato com os tripulantes da Estação Espacial Internacional

25 de agosto de 2010


No mais famoso sítio arqueológico do Peru, foi estabelecida a base que permitirá manter uma comunicação por satélite com os cosmonautas que se encontram na Estação Espacial Internacional (ISS).
A conversa via rádio acontecerá amanhã, às 15:30 hora local (20.30GMT), e utilizará equipamento sofisticado instalado por especialistas da Universidade Nacional de Engenharia (UNI), do Peru. Ela vai durar 10 minutos, que serão aproveitados ao máximo para saber como estão vivendo na estação espacial, bem como os estudos que estão sendo realizados.
Este importante evento será possível graças a uma parceria entre a UNI e a Universidade Estatal do Sudoeste da Rússia (UESOR), e faz parte da lista de atividades do Primeiro Congresso Internacional de Tecnologia por Satélite que a instituição educacional peruana está realizando.

ARTIGOS RELACIONADOS

La República (Peru)
crater_kamil Museo Nazionale dell’Antartide Università di Siena

É analisada uma cratera de meteorito encontrada intacta no Egito, graças ao Google Earth

24 de agosto de 2010


A cratera de impacto mais bem conservada do mundo foi encontrada no deserto egípcio por um grupo de cientistas italianos, através das imagens de satélite fornecidas pelo Google Earth. “Kamil”, como foi batizada, tem 45 metros de diâmetro e 16 metros de profundidade. Os pesquisadores supõem que tenha sido provocada há milhares de anos por um meteorito de ferro que viajava a quase 12.000 quilômetros por hora e cujos restos estão sendo analisados.
De acordo com um artigo publicado no Diario El Informador do México, Salah Mahmud, diretor do Instituto Nacional de Investigação em Astronomia e Geofísica (NRIAG) do Egito, afirmou que a escassa erosão apresentada na cratera se deve a que se encontra em uma região muito árida, próxima à fronteira com o Sudão, onde “não há nada, nem vento”, já que se não fosse assim “este nível de preservação só poderia ser encontrado na Lua”.

A foto ilustrativa é propriedade do Museo Nazionale dell’Antartide Università di Siena, Itália.

luna

A Lua sofreu uma redução de 100 metros

23 de agosto de 2010


 

As imagens captadas pelo Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRB) da NASA, mostram que o diâmetro da Lua sofreu uma contração de 100 metros no último bilhão de anos e atualmente continua diminuindo.
A investigação a cargo do Dr. Thomas Watters do Centro de Estudos Planetários e da Terra do Museu do Ar e Espaço do Smithsonian (Estados Unidos) foi publicada na revista Science e revela que foram produzidas falhas na superfície lunar nunca vistas até agora. Este fenômeno se deve ao resfriamento interno da Lua, posterior a sua formação como corpo quente há 4.500 milhões de anos. Especialistas estão estudando as fendas detectadas para descobrir que processos geológicos aconteceram recentemente e suas consequências futuras.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Diario La Nación (Argentina)
El Mundo (Espanha)
ave pré-histórica Andalgalornis

Foi demonstrado que na Argentina uma ave pré-histórica atacava como um pugilista

20 de agosto de 2010


Um grupo de paleontólogos internacionais, incluindo vários argentinos, conseguiu reconstituir em 3D a forma de caçar de uma criatura enorme conhecida como “ave do terror”, que viveu no norte da Argentina há seis milhões de anos.
De acordo com o artigo publicado na revista PLoS ONE, o espécime era um pássaro gigante e feroz chamado Andalgalornis Steulleti. Sua cabeça media cerca de 37 centímetros, tinha 1 metro e meio de altura e pesava 40 quilos. Ele não podia voar, mas possuía movimentos muito ágeis e atacava suas presas com seu bico em forma de gancho até destroçá-las, dando contínuos e precisos golpes semelhantes aos de um pugilista. 
O estudo é revelador, já que permite mostrar pela primeira vez o comportamento e os hábitos deste terrível predador, cujos antepassados habitaram a América do Sul por 50 milhões de anos.

ARTIGOS RELACIONADOS:

La Nación (Argentina)
El Universal (México)
El Comercio (Perú) 

Encontrados no Peru os restos humanos mais antigos da Civilização Moche

19 de agosto de 2010


Durante uma escavação realizada na região de Lambayeque, ao norte do Peru, um grupo de cientistas descobriu a tumba de um adolescente pertencente à Civilização Moche, que dataria do século IV.
Os restos mortais do jovem foram enterrados há 1.600 anos atrás, em um caixão feito de cana, de 1,45 metros de comprimento por 0,50 centímetros de largura.
Os ornamentos em torno dele fazem suspeitar que se tratava de um importante membro da dinastia de Sipán.
Esta importante descoberta se transformou no túmulo 16 do Complexo Arqueológico de Huaca Rajada - Sipán, e permitirá que se dê continuidade à reconstituição da história dos moches.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Comercio (Peru)
a Nación (Chile)

ABC- Paraguai

esponja marina

Uma nova descoberta revela que existiu vida animal há 650 milhões de anos

18 de agosto de 2010


De acordo com um artigo publicado na revista Nature Geoscience, um grupo de cientistas da Universidade de Princeton (Estados Unidos), encontrou no sul da Austrália, o fóssil de uma pequena esponja marinha que viveu há mais de 600 milhões de anos, tornando-se o animal mais antigo descoberto até o momento.
Embora se achasse que estes animais primitivos já existiam na Era Neoproterozóica (entre 1.000 e 542 milhões de anos), a ausência de fósseis impedia a reconstituição da cadeia evolutiva.
Ajudados pela tecnologia 3-D, especialistas determinaram com exatidão a procedência e a antiguidade da espécie e confirmam que estes animais resistiram ao período conhecido como Glaciação Marinoana.
Pesquisadores afirmam que esta importante descoberta constitui uma valiosa contribuição para o estudo das origens da vida animal em nosso planeta.

ARTIGOS RELACIONADOS:

El Espectador (Colombia)
La Nación (Argentina)

reloj meca

Um novo horário para a Arábia Saudita

17 de agosto de 2010


 

Os membros da comunidade islâmica se rendem diante de um relógio gigante que começou a funcionar na cidade sagrada de Meca, coincidindo com o início do Ramadã, o mês de jejum e oração dos muçulmanos.
O relógio fica localizado em frente à mesquita sagrada, foi fixado a 400 metros de altura, tem aproximadamente 40 metros de diâmetro e suas quatro luxuosas faces poderão ser vistas a mais de 20 quilômetros de distância. A obra será inaugurada oficialmente dentro de três meses.
A intenção dos criadores deste ambicioso projeto árabe não é apenas a construção do maior relógio do mundo, mas também criar um horário próprio para substituir o horário do meridiano de Greenwich (que rege atualmente o planeta).

ARTIGOS RELACIONADOS

El Espectador (Colombia)

Descoberta na Inglaterra uma casa que data de milhares de anos antes de Cristo

13 de agosto de 2010


O trabalho conjunto de arqueólogos pertencentes às Universidades de Manchester e York, permitiu encontrar uma casa, construída há aproximadamente 10.500 anos. A mesma é de estrutura circular e está localizada no centro mesolítico de Star Carr, Yorkshire, ao norte da Inglaterra.
Especialistas estão examinando os vestígios encontrados, e também uma plataforma de madeira nas proximidades da casa, que supõem ser uma das mais bem preservadas reminiscências dessa fase pré-histórica.
As primeiras conclusões científicas indicam que a casa foi reformada através do tempo e é provável que tenha estado cercada por outras casas. Isto demonstra que as povoações de caçadores-coletores, diferente do que se pensava, atuavam em comunidade e permaneciam durante anos no mesmo lugar.

ARTÍCULOS RELACIONADOS:

Diario La Nación (Argentina)
El Universal (Venzuela)
El Mundo (España)

lluvia de estrellas

Uma incrível chuva de meteoros poderá ser vista esta noite

12 de agosto de 2010


Como todos os anos nesta época, chega hoje uma nova chuva de Perseidas, que promete ser espetacular.
Embora o fenômeno astronômico tenha iniciado em meados do mês de julho e terminará próximo do dia 22 de agosto, a International Meteor Organization supõe que o ponto máximo será produzido entre esta quinta-feira à noite e a madrugada da sexta-feira, dia 13. Espera-se que a chuva chegue a 80 estrelas cadentes por hora.
Este maravilhoso espetáculo poderá ser apreciado em toda a América Latina, e apenas será necessário estar em um lugar escuro, a céu aberto e sem nuvens. A ausência da Lua, que estará iniciando sua fase crescente, facilitará a observação.

ARTIGOS RELACIONADOS: 

NASA
El Universal (México)

ovnis

A Grã Bretanha divulga informações secretas de Churchill sobre ovnis

11 de agosto de 2010


O Arquivo Nacional do Reino Unido liberou documentos ocultos pelo ex-Primeiro Ministro britânico referentes a avistamentos de óvnis.
De acordo com as informações fornecidas pelo Ministério da Defesa britânico, Winston Churchill ordenou que não fossem revelados por 50 anos os avistamentos relatados durante a Segunda Guerra Mundial, bem como os relatórios sobre um encontro entre óvnis e aviões bombardeiros da Real Força Aérea. O comunicado afirma ainda que o ex-estadista não desejava preocupar a população ou provocar um possível afastamento da Igreja.
Naquele momento, a situação levou inclusive à convocação de um grupo de especialistas, que informavam semanalmente sobre episódios com objetos não identificados.
Nik Pope, um desses pesquisadores, comentou na cadeia de notícias BBC, que o testemunho do neto de um dos guarda-costas de Churchill foi decisivo para evitar a destruição de muitos dos arquivos daquela época.

ARTIGOS RELACIONADOS: 

Diario La Nación (Argentina)
Diario El Mundo (Espana)
Diario El País (Uruguai)

Pakasuchus kapilimai- Departamento de Geología de la Universidad de Maryland

Encontrado estranho fóssil de um crocodilo parecido com um mamífero

10 de agosto de 2010


Grande parte do esqueleto de um antigo réptil com dentes parecidos com os de um gato, foi encontrado na Tanzânia, na África Oriental.
O espécime, denominado Pakasuchus Kapilimai, tem uma idade estimada em 100 milhões de anos e sua arcada dentária é mais compatível com a dos mamíferos do que com a de sua própria espécie.
Segundo um artigo publicado na revista Nature, a alimentação deste crocodilo de tamanho pequeno e dentes afiados, era à base de insetos e pequenos animais.
Patrick O'Connor, responsável pela investigação na Universidade de Ohio, afirma que quando a arcada dentária terminar de ser exaustivamente examinada, serão obtidas conclusões reveladoras sobre esta espécie, de acordo com o que foi informado pelo jornal mexicano El Universal.

spacewalk

Haverá caminhadas no espaço

9 de agosto de 2010


A NASA programou duas caminhadas lunares, com o objetivo de reparar o sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS), que apresentou um defeito na semana passada.
A primeira expedição, controlada por especialistas e engenheiros, será realizada neste sábado e estará a cargo dos astronautas Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson. A próxima expedição está prevista para a próxima quarta-feira.
A falha exigiu que vários equipamentos fossem desligados, a fim de reduzir o calor e manter a temperatura necessária para o funcionamento normal dos aparelhos e controles. No momento, a situação na estação é estável e a tripulação a bordo está fora de perigo.

ARTIGOS RELACIONADOS

Euronews
Diario El Informador (México) 

teotihuacan

Descoberto o acesso a um túnel oculto em Teotihuacan

6 de agosto de 2010


Arqueólogos mexicanos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) encontraram o acesso a um túnel fechado há cerca de 1.800 anos, que poderá conduzir às tumbas de antigos governantes da cidade de Teotihuacan.
O corredor subterrâneo, cuja extensão é estimada em 100 metros, está localizado a 12 metros de profundidade nas redondezas do Templo da Serpente Emplumada (Quezalcoatl), no sítio arqueológico de Teotihuacan.
Para chegar ao piso de passagem serão necessários dois meses de trabalho, de acordo com as declarações feitas numa conferência de imprensa pelo pesquisador Sergio Gomez Chaves, encarregado do projeto Tlalocan. "Nós seremos os primeiros a entrar no túnel desde que foi fechado pela população de Teotihuacán, entre 200 e 250 dC", acrescentou.

ARTIGOS RELACIONADOS:

Diario La Nación (Argentina)

robonaut2-NASA

Um robô twittando no espaço

5 de agosto de 2010


Robonaut2 é o nome do primeiro robô humanóide que poderá transmitir suas experiências via Twitter, direto da Estação Espacial Internacional (ISS).
O andróide, produto de um projeto conjunto entre a NASA e a General Motors será incorporado nos próximos meses à equipe fixa do complexo orbital, para ajudar seus companheiros a realizar as mais complicadas e arriscadas tarefas.
O R2 pesa 150 quilos e seu corpo imita o de um ser humano, mas sem voz. Sua única forma de se expressar é nos mantendo ligados à suas façanhas espaciais através do Twitter, onde a partir de Setembro poderemos acompanhar tudo o que estiver acontecendo na missão S-133 do Discovery.

big bang

Pesquisador mexicano mostra o que aconteceu antes do Big Bang através da matemática.

4 de agosto de 2010


Um modelo teórico exato explica como era o universo antes da grande explosão originária, o Big Bang. O pesquisador Alejandro Corichi Rodríguez Gil, do Instituto de Matemática da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), junto com Parampreet Singh do Instituto de Física Teórica do Canadá demonstram através de um modelo desenvolvido desde 2008, que antes do Big Bang houve “um grande rebote” (o Big Bounce). Neste ciclo anterior o Universo se contraía, e em vez de chegar a um colapso final (o Big Crunch), deu um salto e começou a expandir-se novamente.
“Agora, se vê o universo como se tivesse nascido de uma grande explosão, ou Big Bang, quando na realidade teria sofrido um grande rebote, ou Big Bounce, da etapa em contração à etapa em expansão”, detalhou Corichi, segundo o jornal mexicano El Universal.
Huellas fosilizadas de reptil | University of London/Bristol

Encontradas pegadas dos répteis mais antigos da história

3 de agosto de 2010


Pesquisadores encontraram na costa leste do Canadá, pegadas fossilizadas que teriam 318 milhões de anos. Estima-se que pertençam às primeiras criaturas saídas da água, e que se arrastando povoaram a terra, dando depois início à grande diversidade de espécies e ecossistemas que conhecemos hoje.
De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o descobridor foi Howard Falcon-Lang da Universidade de Londres, que analisou a descoberta junto com seus colegas canadenses da Universidade de Bristol. A revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology publicou a notícia com entusiasmo, já que este achado confirma uma teoria interessante.
Estas pegadas datam de quando o mundo possuía um só continente (Pangea) e a vida germinava nos pantanais costeiros. Como foram encontradas a centenas de quilômetros longe do mar, confirmam a teoria de que os primeiros a conquistar “terra firme” foram os répteis e não seus primos mais próximos, os anfíbios. Estes últimos tiveram que voltar ao mar para se reproduzir, os répteis não.

Superficie marciana

Novo mapa interativo de Marte criado pela NASA

2 de agosto de 2010


Cientistas passaram oito anos reunindo mais de 21 mil imagens de alta qualidade da superfície de Marte. Desta forma, a NASA conseguiu configurar o mapa mais exato do planeta vermelho já feito até hoje. As imagens foram tiradas pela complexa câmara da sonda “Mars Odyssey”, que está em órbita ao redor de Marte há quase uma década.
A agência espacial norte-americana colocou o mapa à disposição da população. Pode ser acessado pela Internet e é muito simples. O usuário pode navegar por ele à vontade e dar um "zoom" a até 100 metros da superfície. Estima-se que o mapa será utilizado como principal referência pelos estudiosos deste planeta nos próximos anos.

VOCÊ ESTÁ ASSISTINDO

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade
 
Categoria: